O VIDEIRINHO

sexta-feira, março 02, 2007

PARA TODOS OS FILHOS ESPERTOS

Para aqueles nossos filhos ESPERTOS, que não pertencem à mesma geração, dos burros dos pais, que são retrógrados, casmurros, teimosos e que contrariam os filhos, porque lhes querem mal e não acompanham a evolução da civilidade. Não, não é civilização ! Esta, é um acto corpóreo daquela.

Aqui fica um texto que DEVEM LER, JUNTAMENTE COM OS VOSSOS PAIS:


Após deixar os livros no sofá, ela decidiu lanchar e entrar online.

Assim, ligou-se com o seu nome de código (nick): Docinho14.
Procurou na sua lista de amigos e viu que Meteoro123 estava ligado. Enviou-lhe uma mensagem instantânea:

Docinho14: Oix. Que sorte estares aí! Pensei que alguém me seguia na rua hoje. Foi mesmo esquisito!
Meteoro123: Lol. Vês muita TV. Por que razão alguém te seguiria? Não moras num local seguro da cidade?

Docinho14: Com certeza. Lol. Acho que imaginei isso porque não vi ninguém quando me virei.
Meteoro123: A menos que tenhas dado o teu nome online. Não fizeste isso,pois não?
Docinho14: Claro que não. Não sou idiota, já sabes.

Meteoro123: Jogaste vólei depois das aulas, hoje?
Docinho14: Sim e ganhámos!

Meteoro123: Óptimo! Contra quem?
Docinho14: Contra as Vespas do Colégio da Sagrada Familia. LOL. Os uniformes delas são um nojo! Pareciam abelhas. LOL

Meteoro123: Como se chama a tua equipa?
Docinho14: Somos os Gatos das Botas. Temos garras de tigres nos uniformes. São impecáveis.

Meteoro123: Jogas ao ataque?
Docinho14: Não, jogo à defesa. Olha: tenho que ir. Tenho que fazer os TPC antes que cheguem os meus pais. Xau!

Meteoro123: Falamos mais tarde. Xau.

Entretanto, Meteoro123 foi à lista de contactos e começou a pesquisar sobre o perfil dela. Quando apareceu, copiou-o e imprimiu-o. Pegou na caneta e anotou o que sabia de Docinho14 até agora.

O seu nome: Susana.
Aniversário: Janeiro, 3, 1993.
Idade: 13 anos
Cidade onde vive: Porto.
Passatempos: vólei , ingles, natação e passear pelas lojas.
Além desta informação sabia que vivia no centro da cidade porque lho tinha contado recentemente. Sabia que estava sózinha até ás 18.30 todas as tardes até que os pais voltassem do trabalho. Sabia que jogava vólei ás quintas-feiras de tarde com a equipa do colégio, os Gatos das Botas.
O seu número favorito, o 4, estava estampado na sua camisola. Sabia que estava no oitavo ano no colégio da Imaculada Conceição.
Ela tinha contado tudo em conversas online.
Agora tinha informação suficiente para encontrá-la.
Susana não contou aos pais sobre o incidente ao voltar do parque.
Não queria que ralhassem com ela e a impedissem de voltar dos jogos de vólei a pé. Os pais sempre exageram e, os seus, eram os piores.
Ela teria gostado de não ser filha única. Talvez se tivesse irmãos, os seus pais não tivessem sido tão superprotectores.
Na quinta-feira, Susana já se tinha esquecido que alguém a seguira.
O seu jogo decorria quando, de repente, sentiu que alguém a observava. Então lembrou-se. Olhou e viu um homem que a observava de perto. Estava inclinado contra a cerca na arquibancada e sorriu quando a viu. Não parecia alguém de quem temer e rapidamente desapareceu o medo que sentira. Depois do jogo, ele sentou-se num dos bancos enquanto ela falava com o treinador.
Ela apercebeu-se do seu sorriso mais uma vez quando passou ao lado.
Ele acenou com a cabeça e ela devolveu-lhe o sorriso.
Ele confirmou o seu nome nas costas da camisola.
Sabia que a tinha encontrado.
Silenciosamente, caminhou a uma certa distância atrás dela.
Eram só uns quarteirões até casa dela. Quando viu onde morava voltou ao parque e entrou no carro.
Agora tinha que esperar. Decidiu comer algo até que chegou a hora de ir a casa da menina. Foi a um café e sentou-se.
Mais tarde, essa noite, Susana ouviu vozes na sala.
- Susana, vem cá!, chamou o seu pai. Parecia perturbado e ela não imaginava porquê.
Entrou na sala e viu o homem do parque no sofá.

- Senta-te ai, disse-lhe o pai. Este senhor acaba de nos contar uma história muito interessante sobre ti.
Susana sentou-se. Como poderia ele contar-lhes qualquer coisa? Nunca o tinha visto senão nesse mesmo dia!
- Sabes quem sou eu? perguntou o homem.
- Não, respondeu a Susana.
-Sou policia e o teu amigo do Messenger, o Meteoro123.
Susana ficou pasmada.

- É impossivel! Meteoro123 é um rapaz da minha idade! Tem 14 anos e mora em Braga!.
O homem sorriu.

- Sei que te disse tudo isso, mas não era verdade. Repara, Susana, há gente na Internet que se faz passar por miúdos; eu era um deles.
Mas enquanto alguns o fazem para molestar crianças e jovens, eu sou de um grupo de pais que o faz para proteger as crianças dos malfeitores.
Vim para te ensinar que é muito perigoso falar online. Contaste-me o suficiente sobre ti para eu te achar facilmente. Deste-me o nome da tua escola, da tua equipa e a posição em que jogas. O número e o teu nome na camisola fizeram com que te encontrasse facilmente.
Susana gelou.

- Quer dizer que não mora em Braga?.
Ele riu-se:
- Não, moro no Porto. Sentiste-te segura achando que morava longe, não é? Tenho um amigo cuja filha não teve tanta sorte: foi assassinada enquanto estava sózinha em casa.

Ensinam-se as crianças e jovens a não dizer a ninguém quando estão sózinhos, porém contam isso a toda a gente pela internet.
As pessoas maldosas enganam e fazem-se passar por outras para tirar informação daqui e de tudo o que lhes interesse, online.
Antes de dares por isso, já lhe contaste o suficiente para que te possam achar sem que te apercebas.
Espero que tenhas aprendido uma lição com isto e que não o faças de novo. Conta aos outros sobre isto para que também possam estar seguros.
- Prometo que vou contar!

Realidade ou ficção?!
Não sei ... esta história recebi-a por e-mail, mas seja verdadeira ou não é bom que todos tenhamos consciência do perigo que representa a internet nos nossos dias, para jovens incautos!

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