Como a escrita tem dado “umas coroas” a algumas pessoas escrevinhadoras e, portanto, fora do meio, aqui fica um ex-libris, duma nova concorrente a escrevedeira, que substituiu a “outra dita cuja”.
Olá Bonecos e Bonecões !!!
Txim! Txim!
Feliz Ano Novo para todo o mundo!
Feliz Ano Novo para ci que custuma ler frecuentimente a minha crónica, Feliz Ano Novo para ci que não custuma perder tempo com coisas fúteis, Feliz Ano Novo para os meus fãns, Feliz Ano Novo para quem me está a houvir nestas letras, para quem está a ler e para quem me está a ilevar a autos patamares i em boa conta!
Enfim ... que o seu ano não seja muito apertado e esteja sempre aberto para resseber as coisas mais maravilhosas que Deus e o meu Pinto rezervámos para ci!
Feliz sessenta e nove e apenas um conçelho: Se estiver a andar pelas ruas e de repente alguém lhe oferecer flores ... isso não é Impulse, é um assalto em plena Luz del Fuego!
É engrassado como a gente vai passeando e o tempo vai paçando ... e pumba! Quando a gente olha, mais um ano terminou!
Vocês já notaram como o tempo passa depressa? Daqui a pouco estaremos no ano 2500, depois vem o ano 3000, o 4000 ...
Iço porque a economia está istabilizada, não á mais inflassão, senão já imaginaram como seria?
Se a gente ce descuidar, daqui a pouco istá na hora de fazer a ceia de Natal novamente!
Aliás eu divertime tanto na última ceia de Natal. Vou contar.
Eu e o meu namorado (o Pinto), rezolvemos ir para a aldeia, juntamente com alguns amigos meus.
Fomos 7: o Rui, eu, o Rodolfo, eu, o Juca, eu, e, é lógico, o meu namorado (o Pinto) e eu!
Xegámos lá na manhã do dia 24 e fomos dirétos para a praia. Istava um tempo maravilhouzo.
Aliás, não era bem uma praia, era um brasso de rio ... humm ... e que brasso! Uma delícia! E as pernas, então? Cada coxa ... desta grossura!
Eu passei o dia todo a tumar banhos de sol, enquanto os rapazes jogavam qualquer coisa para desputar quem iria passar o bronzeador nas minhas costas!
Passado algum tempo, acho que eles se cansaram e resolveram cada um paçar um polco.
Pessoal nem vos digo, nem vos conto, como aqueles rapazes eram desajeitados!
Vocês não vão acreditar, mas eles não sabiam nada, nem paçar o bronseador!
A todo o momento e a toda a hora, tinha que lhes lembrar:
"É nas costas" ... “É nas costas” ... Mas eles eram demaziado burrinhos, coitados!
Ficaram quase 4 horas a isfregarme sem parar e no fim derramaram todo o creme no meu corpo ... lambuzaramme inteirinha!
Quando acabaram, eu estava tão muída e cançada que tive de tomar um banho quaze gelado!
À noite, fomos para caza de um dos rapazes para fazer a ceia.
Outra barracada deles!
Tínhamos combinado que cada um levaria uma coisa diferente.
Eu levei o forno e cada um dos rapazes levou um perú. Um deles tinha um perú tão grande que quase não cabia no saco e ele queria ser o primeiro a colocá-lo no meu forninho que estava a comessar a esquentar. Depois de uma breve discussão, resolveram deixar que foce eu a dessidir quem colocaria o perú primeiro e eu, como boa política que sou, sugeri que se revezasse e colocassem um pouquinho de cada vez, até que todos estivecem prontos.
Eles obedecerame e assim nós divertimonos a valer com esse joguinho. Fizemos a maior ceia de Natal que eu me lembre, só que no fim, ninguém ficou com o perú assado!
Ainda hoje não acredito como o meu forninho aguentou tudo aquilo! Embora tenha ficado com ele irreconhessível, assim que cheguei a casa enfiei-o debaixo do xuveiro, esfreguei-o bem e ele ficou igualzinho como quando saiu da fábrica!
Como diz aquele velho deitado:
"Lavou, está novo!".
Valéria
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