
(se quizer descançar mais, clique, -não sei como - na foto)
Quando o despertador toca e os sonhos fogem, começa o dia: banho, barba, café, beijo e rua!
Era assim! A rotina de mil sóis.
A vida tem esta mania, de passar as obrigações, no meu corpo e na cara, sim porque ainda há quem tenha a alma. Mas esta está lavada.
Oiço, “Um bom trabalho e até logo. Não venhas tarde”... Pai não te esqueças de mim, deixa-me aqueles 20 que eu te pedi ontem.
Quando era puto, queria ser boémio. Era uma profissão como qualquer outra.
Quem pensa nas restingas da vida?
Hoje, reformado, com pouco trabalho, oiço Vivaldi, na Primavera, não desisti de ficar “jovem”, mas desisti de ficar rico ... de falar inglês fluentemente, ... de entender as mulheres, (entendo uma só) ... desisti ! Infelizmente.
Não faço contas, não vejo TV, o tal viciante ópio do povo.
Bebo uma garrafa de whisky por ano, só JB, 15 anos. Creio não ser pedófilia, mas se for, os cereais e maltes irlandeses que me condenem.
Parei de fumar, 5, SG gigantes, por dia, no século passado. Mais propriamente até Julho de 1998.
Não parei de amar. Não parei de dançar, apesar de não saber. Não parei de pensar. Não parei de insistir. Abrandei a intemperante vida.
Nada me preocupa ...sou fanático, (para o bem e para o mal), do interiorismo.
Não tenho colesterol, ácido úrico, e todas as siglas que se seguem, que fazem velhos os 60 anos, como, HDL, LDL, PSA, GPS, TPM, são tantas as inidentidades, (não TPM não é minha, Terapia Pos-Menstrual, também desconfio que GPS, não coabita aqui), que, como dizia, a matemática torna-se confusa, como a química e os seus símbolos.
Por isso mesmo, confundo as siglas ...
Agarro-me ao computador, quando não me debruço no estirador ou me esportulo num “court” de ténis, três vezes por semana.
A vida não me cansa.
Lia muito antigamente. Até, a aramaica filosofia.
Há anos que não vou ao cinema.
Não vou ao futebol. O meu clube, “Os Belenenses”, ficam um pouco distantes. Mais perto, ficam os supimpos pasteis de nata, de Belém, mas não os como, apesar de conseguirem colocar em sintonia o “corta-feno” superior, com o inferior.
Domingo não há missa. Sou pároco de mim próprio, o presbítero que exerço o múnus pastoral, só para mim.
Segunda, terça, quarta, quinta e sexta, descanço ... o tal dos guerreiros!
O Euro e o dólar sobem. A reforma mantém-se.
Muito bem visto, não iríamos trabalhar de novo. “Auguenta”!
Os restaurantes estão pela hora da morte. Mas vou investir!
Não tenho medo da morte !!! A praia fluvial, que é um bem perigoso, está poluída.
Os problemas são exógenos. Os cagalhões que descem o rio, são também, dum tal de, Valentim, de Gondomar.
O Rio Tinto, “esgota” para o Douro.
As ETARs ?, já cumpriram o seu dever: AS NEGOCIATAS ... e as notas que se esboroaram na voragem dos desafios ...
De candidatos não há falta. A solução é que está bastante difícil.
Assim, não há quem aguente. Depois passa.
Nem que seja tarde ou nunca!
É praticamente fiel a vida concubitata. Parece irreal?
Quero conhecer Veneza.
De quando em vez, ele, o rio, olha para o lado. Mira-me!
O garoto que queria ser boémio, está a caminhar placidamente. Não vai assim tão mal!
A luz negra, a calça de ganga, o whisky com Coca, uma serenata ao rio ... parece que foi ontem, mas hoje não dá para ter saudades.
O tempo esfumou-se.
Olha as horas! Olha para a frente, caminha radiante, mesmo sem luar. Amanhã é mais importante. Que tudo se acerte.
Dizem que o negócio está feio e bera.
Imaginem como é que vai ser quando as crianças voltarem.
Se ao menos desse para visualizar, o futuro.
Nem cartas, nem búzios.
Uma vez no ano, há o Dia do Pai.
Ele guarda com carinho o peso de papel que o filho pintou quando ainda estava no jardim-infantil.
Também o da mulher.
Não, não é da mulher! É da mãe, esse foi quando pariu ... sabes porquê ?
O garoto que queria ser boémio, hoje é pai de família e às vezes fica especialmente emocionado, quando vê que ainda não é avô.
Depois passa.
Algum dia será dia ...
Amanhã é outro dia!
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