
Por vezes as pessoas que desejam a todo o transe, inclusive nos mais amargos, permanecer fieis ao seu partido, vêem-se obrigadas a mudar de ideologia.
Noutras ocasiões, se o que aspiram é continuar fieis à sua ideologia, têm que mudar de partido (digo ideologias. Não ideologias de ideias, mas sim as que vêm no prospecto ou programa de adesões que nos deram para escolher).
Os trânsfugas, vocábulo que em princípio significa “pessoa que foge de um sítio para outro”, são frequentemente conotados como pessoas sem princípios.
Nem sempre será assim.
Sucede que a lealdade é sinónimo de arteriosclerose.
Não me recordo de quem, que fazia, ocasionalmente, crónicas políticas, que achava muita graça a um profundo orador da sua época que dizia: “eu pensava assim em 1920 e continuo a pensar agora”.

Para medir a autenticidade de algumas espectaculares mudanças, há que deter-se, ainda que só seja um momento, na vantagem que prometeram ao que se trasladou de um lugar para outro, não sem antes comprovar o conforto de ambos.
Alguns trânsfugas, Joaquim Garrido na Chamusca, deixou a CDU e ingressou no PS.
Ivo Santos do PSD de Tomar, para o CDS.
João Delgado, em Braga correu com as cores do BE, ele que foi PCP.
Joaquim Corcel em Terras do Bouro, abandona o PSD e corre com as cores do PS.
Fernando Lino em Peniche, era da equipa PS e concorreu como independente pelo BE … E um caso que não cabe aqui, o de Guilherme Aguiar, que manteve o fato, mas mudou de lavandaria.
Quantos trânsfugas mudaram e perderam, quando possuíam algo e agora ficaram sem nada?

Alguém disse:
“Para que entendam, quero que seja possível um regime que me julgue pelos meus erros”.
Só pode ter sido uma alma grande e atormentada.
Nunca atraiçoou a sua consciência que não foi tranquila.
Peço encarecidamente para não confundirem casos idênticos com os dos golpistas ou pilha-galinhas que se encaixam nos Municípios, na parte do Urbanismo, com a aritmética que lhes permite continuarem com as suas tramóias, conluios, trapalhices, trafulhices e cambalachos.
Não é raro os que escapam e os que penetram, tenham a mesma catadura moral.
São intercambiáveis.
Girassóis da política, que a confundem com uma agência de colocações de trabalho temporário.
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Noutras ocasiões, se o que aspiram é continuar fieis à sua ideologia, têm que mudar de partido (digo ideologias. Não ideologias de ideias, mas sim as que vêm no prospecto ou programa de adesões que nos deram para escolher).
Os trânsfugas, vocábulo que em princípio significa “pessoa que foge de um sítio para outro”, são frequentemente conotados como pessoas sem princípios.
Nem sempre será assim.
Sucede que a lealdade é sinónimo de arteriosclerose.
Não me recordo de quem, que fazia, ocasionalmente, crónicas políticas, que achava muita graça a um profundo orador da sua época que dizia: “eu pensava assim em 1920 e continuo a pensar agora”.

Para medir a autenticidade de algumas espectaculares mudanças, há que deter-se, ainda que só seja um momento, na vantagem que prometeram ao que se trasladou de um lugar para outro, não sem antes comprovar o conforto de ambos.
Alguns trânsfugas, Joaquim Garrido na Chamusca, deixou a CDU e ingressou no PS.
Ivo Santos do PSD de Tomar, para o CDS.
João Delgado, em Braga correu com as cores do BE, ele que foi PCP.
Joaquim Corcel em Terras do Bouro, abandona o PSD e corre com as cores do PS.
Fernando Lino em Peniche, era da equipa PS e concorreu como independente pelo BE … E um caso que não cabe aqui, o de Guilherme Aguiar, que manteve o fato, mas mudou de lavandaria.
Quantos trânsfugas mudaram e perderam, quando possuíam algo e agora ficaram sem nada?
Alguém disse:
“Para que entendam, quero que seja possível um regime que me julgue pelos meus erros”.
Só pode ter sido uma alma grande e atormentada.
Nunca atraiçoou a sua consciência que não foi tranquila.
Peço encarecidamente para não confundirem casos idênticos com os dos golpistas ou pilha-galinhas que se encaixam nos Municípios, na parte do Urbanismo, com a aritmética que lhes permite continuarem com as suas tramóias, conluios, trapalhices, trafulhices e cambalachos.
Não é raro os que escapam e os que penetram, tenham a mesma catadura moral.
São intercambiáveis.
Girassóis da política, que a confundem com uma agência de colocações de trabalho temporário.
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4 comentários:
Eu nem me meto em políticas para não me chatear. Antes quero tratar das azeitonas.
"mas as britadas, daqui a uns 30 dias"
Há termos que não entendo. Então as britadas não são as esmagadas para sair azeite?
Explique-me lá isso Sr. Torres.
As retalhadas fazem-se e comem-se na hora Depois de escaldadas por duas vezes.Aí já pode trazer o pão, de preferência Alentejano. Enfim penso que em cada terra seu uso.
Cumprimentos
jo ra tone
Sou um pouco "trafulha" nestas coisas.
Pensava que tinha dito tudo aqui e afinal nada disse.
ANTES DE TUDO O MAIS:
Não quero que me trate por senhor.
É que sou um grande patife ...
Sobre azeitonas não me posso pronunciar ... sei o que vi, ouvi e aprendi, quando era miúdo.
Se necessitar de alguém para a apanha, já sabe que pode contar com os meus vizinhos todos.
Eu vou para ver e ... aproveito e almoço.
Uma boa semana.
Então já não são os vira-casacas?
Táxi Pluvioso
Já não há casacas para virar.
Fabricam-se com duas faces para eventuais eventualidades ...
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