A imigração e a emigração ilegal ou de ilegais, já nem sei como se há-de chamar, uns vêm, outros vão-se, fervilha dia e noite.
Não sei como funcionam as agências de viagem dos países exportadores de imigrantes, mas a julgar pelo volume de negócios, são muito eficazes.
Talvez lhes contem que a travessia, tanto de balsa, como de canoa, pode resultar incómoda e ninguém pode comer na mesa do capitão, já que não há mesa, nem capitão, mas na hospitaleira terra espanhola tudo mudará para os viajantes.
Ainda que não tenham documentos, (são os "sem papeis"), podem ter trabalho e serão alojados debaixo de coberturas de plástico, podendo comer, pelo menos, duas vezes ao dia.
Como recusar semelhante oferta?
Nos seus países respectivos ou nações, que também possuem hinos e bandeiras, só há sobra de trabalhadores, mas ao faltar o trabalho nem se podem colocar na fila do desemprego.
Talvez seja por isso que partem e começam a viajar.
A fome inquieta-os e a máfias enganam-nos.
Entre os que todos, ou quase todos os dias se fazem ao mar, há dias foram detectados 120 novos imigrantes que tentavam chegar ás costas espanholas, aproveitando o tempo em que os banhistas tinham partido e que também ainda não tinham vindo as gaivotas, duas espécies muito vorazes.
Andaluzia e Canárias, são os litorais preferidos.
Os que têm a sorte de chegar com vida, salvos pela Serviço Marítimo da Guarda Civil ou por alguma piedosa tripulação de algum barco pesqueiro, são recompensados com uma viagem gratuita até ao país de procedência.
As expulsões agora tramitam rapidamente.
A última excursão que foi descoberta, era de 6 marroquinos que viajavam num barquito de brincar, a remos e rumo a Algeciras.
Sempre houve pobres e os mais pobres.
Quem não tem dinheiro para uma balsa ou uma canoa, conforma-se com um barquito de insuflar e brincar, porque sabem que com as coisas de comer não se brinca.
O que não sabem, já que ninguém lhes explica nas agências de turismo, qual o país que os espera.
É que tanto em Portugal, como em Espanha, a compaixão está abaixo dos mínimos.
2 comentários:
Tanta cegueira meu Deus... que bem que se enroscam aos travesseiros, dormindo o sono dos tranquilos, aqueles que lá são postos no poleiro e nada fazem para mudar o destino destes orfãos sem amanhã.
Desculpe... cabrões deviam passar frio e fome 24 horas das suas vidas, borravam-se todos, talvez o sangue lhes começasse a correr nas veias
Inespimentel
A vida nos países pobres, que não têm riquezas para explorar é assim.
Mas se as têm, exploram-se até à exaustão e depois vamos para outro local que dê lucro.
Quem os explorou deveria ser obrigado a criar condições, pelo menos de sobrevivência, para isso criaram a ONU e departamentos onde se encontram os burocratas de secretária que chupam o dinheiro ... que poderia ser investido.
Mas isto não vai ter fim ... Itália e Espanha, são a miragem, mesmo dos que vivem para além do deserto.
Por vezes enganam-se e aparecem nas nossas prais.
Não há hipóteses de parar a fome.
Quer dos que a têm no interior, quer a fome do dinheiro dos "negreiros"
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