A nossa sociedade, doente como sempre, padece do síndroma, "do síndroma".
A tendência em "psiquiatrizar" tudo, provocou que, num mês tenhamos sofrido do Síndroma pós-olímpico, o Síndroma do Bronzeado, (tanorexia - mais uma palavra inventada este verão. Vou tentar, um dia destes, falar nela ou dela.), Síndroma Aéreo, com a queda de aviões, o "normal" Síndroma pós-férias, que já aqui abordei, o Síndroma da Volta a Portugal em bicicleta, o Síndroma da Futebolite … os psicólogos, esfregam as mãos de contentes, com tantos pacientes, mas, com paciência, vão atirando as culpas para a imprensa, o que também é um Síndroma de Culpabilização do Outro, enquanto pelas ruas o pessoal vai-se rindo com a "Síndromatite".
Quem é que não se stressa, (ou será, setressa, ou estressa??? RESPONDAM-ME POR FAVOR !!!).
Já se sabe que o Síndroma pós-férias, ocorreu a um jornalista, pelo menos foi o que me contou com sarcasmo o meu psiquiatra, quando falávamos sobre a exagerada utilização de etiquetas ou nomes científicos de psiquiatria, com os quais somos levados a mostrar naturalidade por factos que nem deviam existir, por se enquadrarem dentro da normalidade.
"A espontaneidade está a perder terreno face à artificialidade".
A sociedade quer uma razão científica para tudo.
Para mim, "A Ciência é uma linguagem bem escorreita".
Ou seja, converter algo especial, por meio de terminologia simples e não complicada.
No talho, uma "jimbras" como eu, comentava, exultante de sabedoria popular:
- Têm trabalho. Apesar da crise podem ir de férias com a família, para um local paradisíaco e depois dá-lhes o "chelique".
É a verdade que eu não compreendo!
Por acaso ou não, o "El País" de domingo, 31 de Agosto, salvo erro, trazia uma extensível, extensa e extenuante extensão, para superar o regresso pós-férias.
Tanto síndroma por aqui, por aí e por lá, contribuem para converter o assunto num feito "parodiante" e risível, muito mais do que uma patologia de alcance universal.
Com a vida a voltar ao normal, aparecem as "doenças.
O síndroma de regresso ás filas de trânsito, a fobia escolar, o síndroma de voltar à normalidade, o síndroma do professor … ocupam-se centos de páginas dos meios convencionais e que deverão chegar à internet.
Qualquer situação de mudança, ainda que seja para bem, não nos esqueçamos que o denominado Síndroma pós-férias, pode produzir em pessoas vulneráveis, uma baixa, no estado de ânimo, mas o esforço que supõe a adaptação à nova realidade não tem que ser negativo.
Superada a crise depois de terem terminado os Jogos, a volta e começado o futebol, tudo com todo o aparato televisivo, é lógico o medo de voar, consequência das imagens do acidente da Spanair, que apressada e empenhadamente foi qualificado de Sindroma Aéreo, quando eu, por exemplo há muitos anos que não voo, ( Nunca aprendi!), e depois, ter que acatar as ordens do chefe, quando, durante umas semanas te esqueceste da existência dele, parece que necessitamos de novos Síndromas para nos sentirmos diferentes e únicos na nossa espécie.
Eu, pelo sim, pelo não, vou meter baixa, antes que seja afectado por algum desses múltiplos síndromas que por aí andam à solta.
Tenho a certeza que padeço de algum que ainda não foi detectado.
Mas quero ver se consigo esmerar-me e escolher um cheio de originalidade.
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2 comentários:
Oh diabo, estou com o sindroma do rato. Ele está a pedir pilhas novas.
Táxi Pluvioso
Agora os ratos já não têm pilas.
São enviadas para os laboratórios dos cientistas pilosos.
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