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O projecto baseia-se em duas tecnologias: os painéis solares de concentração e as estufas de água do mar, (Seawater Greenhouse), ideias estas já comprovadas, principalmente a última, na ilha de Tenerife.
De maneira simplificada, estas estufas utilizam a água do mar das zonas desertas costeiras, para gerar humidade suficiente e água para as culturas.
Como especifica o inventor, Charlie Paton, da empresa, Seawater Greenhouse Limited, o arquitecto Michae Pawlyn, da Exploration Architecture Limited e o engenheiro, Bill Watts, da Max Fordham&Partners LLP, trata-se de reproduzir em pequena escala o "ciclo hidrológico natural", no qual a água do mar se evapora pelo aquecimento através do sol, sobe na forma de vapor de água, para condensar-se em nuvens e voltar a cair de novo em forma de chuva.
Os resultados obtidos nas Ilhas Canárias, serviram aos autores do projecto para explicar uma das particularidades mais apelativas deste conceito: a redução das necessidades de rega das culturas, por causa das condições de humidade criadas.
Parece, segundo os seus autores,, que 90 % da humidade relativa no interior das estufas permite reduzir as exigências de água das plantas, dos 8 litros/dia/m2, dos campos locais, a tão-só 1,2 litros.
"Parte da solução da escassez de água no mundo não passa pela produção de mais água, mas sim utilizar menos".
Sublinham os autores, que destacam também as reduzidas exigências energéticas do sistema em comparação com as dessalinizadoras convencionais ou o efeito biocida, (que destrói, neutraliza, impede ou previne a acção de organismos vivos indesejados ou nocivos), do uso da água do mar, o que permite prescindir dos pesticidas.
Esta experiência nas Ilhas Canárias, vai ser transportada para a região espanhola de Almeria, onde os cerca de 20.000 hectares de estufas cobertas de plástico desta região, consomem cinco vezes mais água do que a cai sob forma de chuva e geram graves problemas com o uso de pesticidas.
Estufa instalada em Tenerife
Este invento britânico, das estufas a água do mar, permite reduzir e até inverter a situação de degradação e desertificação da região andaluza.
Como sublinham, noutro projecto demonstrativo deste sistema em Omã, onde conseguiram a evaporação de 5 toneladas de água do mar por dia, por cada 1000 m2 de estufas, ou seja, 50 toneladas por hectare, o que no caso de Almeria, se traduziria num milhão de toneladas de água evaporada, procedente do mar.
Junto a este tipo de estufas, os criadores do " Sahara Forest Project", completam a sua idílica reconversão dos desertos com centrais solares de concentração, que requerem, justamente, grandes extensões de terreno livre e com muito sol.
Como detalhadamente afirmam, a combinação de ambas as tecnologias comporta "muitas e atractivas sinergias comerciais" e permitiriam tornar verdes e produtivas grandes superfícies desérticas.
Estimam um custo, para recobrir 20 hectares destas estufas, combinados com uma central solar de concentração, com uma potência de 10 MW, (10 mega watts), em 80 milhões de euros.
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4 comentários:
Bom, se cada chinês bebesse um copo de água do mar, ele desaparecia. Agora querem evaporá-lo antes que isso suceda, é uma corrida contra o tempo.
Desaparecia o chinês ou o mar?
Cá por casa já utilizo a água do mar para muitas coisa.
Por exemplo, para lavar os tomates ... depois já poupo no sal.
A fruta, idem, aspas.
As verduras mimosas, até arrebitam ... também não levam sal.
Agora lavar um chinês, (termo, masc. e fem.) ou levá-lo a beber um copo...
Talvez um dia ... quem sabe ...
Como sou curioso, gostava de saber se a coisa é inclinada ... para depois, fica e ideia feita de descobrir se é pequena e amarela ... mas tenho tempo, vou cá andar até acabar ... e há muitas outras prioridades.
mas gosto de saber tudo sobre Geografia Animal!
Me admira o ser humano ter tantas excelentes soluções, Torres e não colocarem em práctica de imediado em todos os pontos necessários pelo mundo afora... Não entendo.
Tudo é política, tudo é especulação e interesse particular. O dinheiro que o povo paga com o suor do dia a dia, nunca é dirigido ao seu bem enquanto está vivo... Parece que a parte boa fica sempre para a próxima geração, mas a parte má também vai acompanhando. Enfim.
Gostei da idéia. Excelente inovação. Quanto aos chineses, porque será que são muitos? Ou o controle da natalidade não existe, ou eles não se importam em reproduzir. Ou é filosofia ou tradição...
Um abraço amigo, obrigada pelos seus comentários, sempre tão interessantes!
Joice Worm
O dinheiro que o povo paga, fica para as gerações futuras ... mas só o local onde esteve!
Eu concordo.
Não se deve guardar dinheiro ... pode deteriorar-se.
Um bom fim de semana.
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