Que o dia, agora é noite e quinta-feira, tenha sido o idealizado. Que as coisas pequenas da vida a tenham alegrado. É que muitas vezes, uma só flor, é mais importante que um imponente ramo. Não desejo mais nada, que o sol nasça todos os dias e mesmo que não entre no nosso quarto, o consigamos agarrar quando saimos para a rua!
Moço de Serpa Pinto ahhhhhh, já lá está uma nina que quem sabe, conheceste ela a ti ehhh pois andei por lá em 69 e 70 vivi no Missombo depois do Valongo tinha lá bochimanes lembras-te, bem, o O. Cardoso é meu pai adoptivo... e ainda falo com eles por vezes já que vivem longe de mim e Serpa Pinto foi um dos lugares onde fui muito feliz como jovem, o viver nas matas quando dava, o sentir das gentes queridas a quem me afeiçoei, ah moço, diz que me vias passar no land Rover com a Irene, pois iamos a à cidade quase todos os dias ...beijinhos.
Que coisa linda ... a vida é curta, mas é bela ... Via passar duas belas jovens, no tal "de Land Rover", quando eu ia de carro eléctrico, que no metropolitano não conseguia ver ou enxergar. Não me recordo se as vi no salão do Hotel, aquele de *****+*, que havia a caminho do comando de sector militar. Onde havia uns bailaricos, só para familiares de ... militares. Eu não tinha família, era um pária e um dia, passou-me uma coisa, nem sei se vi um leão ... mas foi uma coisa má. Peguei na arma e prendi o badalado alferes Leão, cuja mulher era muito mais falada, esqueci-me do nome, pois era uma leoa, ou será leona. O ten. coronel, chefe do estado "menor", naquela altura, o capitão de transmissões, que era um bom homem e o alferes Leão, foram mandados para a prisão civil, que era na polícia. (Os leões são mesmo verdadeiros, só que os de 4 patas, não vi nenhum, mas uma manhã cedo a muitos quilómetros, ouvi ..., até me arrepiei. Mas nunca vi nenhum, apesar da vegetação ser pouco exuberante. Estávamos no deserto do Namibe)
Uns chamavam-lhes "bochimanes", outros "Cámessequieis" (escrevi como se pronunciava!). Eram brancos escuros, com os olhos em bico. Agora mais a sério. Tinham os olhos amendoados, as "camessequieis, foram as pretas/brancas, eram mais claras que mulatas, mais bonitas que vi em toda Angola". Tinham uma organização fantástica, onde nem um posto de saúde faltava, nas sanzalas, (não era este o nome que lhe davam, mas esqueci-me). Agora recordo os nomes ... Missombo - Valongo. Eu pouco tempo passava em Serpa Pinto, já tinha dois anos de Angola e foi aí que "gramei" mais 6 meses, ou isso. Bons tempos ... Daí partia para o Luiana e depois para a África do Sul, onde se roubavam umas coisas baratas, quer dizer, se compravam, como os cantis de pele, para refrescarem a água. Só não me recordava do nome, mas pela foto, lembro-me de ter passado pelas duas, mas iam a pé, talvez fosse só uma, mas o calor do sol provoca visões e atirei um perdigoto, desculpe um piropo. Já estou no fim da carta e por hoje nada mais. Beijinhos à Laura e cumprimentos ao Morais!!! (costumo terminar: "E por hoje nada mais. Beijinhos à Maria e cumprimentos ao Morais". Mas por que não modificar o texto?
ahhh xistosa, mas ainda nem foste ver a foto e se me conheces ou reconheces, é que por vezes há rostos que ficam gravados... Bochimanes sim, os Flechas!...e fiz tantos amigos e amigas daquela raça!... Adorei, amei assisti a temporais que nem lembravam ao diabo, tomamos banho na água lamacenta do rio Cuando, maravilha das maravilhas...és um inventado do caneco moço...xi.....
Mas que faz falta, parece-me que sim ... segundo dizem os inteligentes, ou deligentes. Mas é certo que há coisas muito mais importantes que o cérebro, ou que este se lembra, ou que faz lembrar. ou pensa que faz ... Mas o que interessa mesmo é acordarmos com o dedo grande do pé a mexer!!!
Não sei onde é o fotógrafo, não quero saber e até tenho raiva a quem sabe ... (isto é brincadeira ...) Vou lá este fim de semana e dou uma olhadela ao álbum de fotos, isto se "aver" voo para Angola ... Não vivo de ilusões e basta-me a sua foto do comentário. Não a realidade, para mim essa é que é a realidade, apesar de saber que é a avó da "jovem". Se não é a avó, é a mãe já tardia ... Não ligue ao que escrevo. Não quero a pessoa, quero a escrita e saber ler o que escreve, isso basta-me e fico satisfeito.
É esse "borracho", que "aparece" que conta ... os de Serpa Pinto, não os flechas, os "cámessequieis", também foram um filme ... Só recordo o dia de hoje e penso no de amanhã.
Vou estar ausente o fim de semana.
Vou emigrar para o Alentejo.
"Mañaña, temprano, mãos nas orelheiras, pés nas pedaleiras e aí vai o bicho que parece um relâmpago ...".
Vou beijar a minha irmã, enquanto estamos vivos ...
Estava eu, não, não era assim que começava ... Estavas tu bela Inês posta em sossego, de teus anos colhendo doce "fruito" ... é que foi mesmo na altura que estava a responder a um comentário. É o cérebro comanda tudo, ou quase ...
Esqueci-me de dizer que os flechas, eram uma extensão do exército português, que tanto utilizavam as armas iguais aos nossos, como as capturadas. Os "camsequieis", não queriam saber da guerra, eram fieis a quem estivesse com eles na altura. Os flechas também tinham uma óptima organização ... Chega de conversa, porque temos que parar no momento certo!!!
Inté xistosa e diverte-te lá plos alentejos e na companhia da mana, eu já não tenho o meu mano mais novo, faleceu ha 4 anos, mas davamo-nos tão bem, amamo-nos tanto e assim não tenho pena pois nada ficou por dizer entre nós, uma vez que quando dava, ele vinha cá (vivia em Rustenburg a uma h de carro de Pretória, faleceu do coração..o outro que me resta, desse não sinto saudade..feitios diferentes... beijinhos e té depois, mas está atento que vou postar a garraiada da sexta feira e sábado, prás ninas de sempre, a soledade nem apareceu hoje, andava triste mas eu consigo alegrar aquele rosto lindo...ji da laura...
16 comentários:
Ha ha... Como eu não trabalho. Quer dizer que funciona 24 horas... Até quando durmo. Pois continuo a sonhar colorido! Haha.
Joice Worm
Que o dia, agora é noite e quinta-feira, tenha sido o idealizado.
Que as coisas pequenas da vida a tenham alegrado.
É que muitas vezes, uma só flor, é mais importante que um imponente ramo.
Não desejo mais nada, que o sol nasça todos os dias e mesmo que não entre no nosso quarto, o consigamos agarrar quando saimos para a rua!
Moço de Serpa Pinto ahhhhhh, já lá está uma nina que quem sabe, conheceste ela a ti ehhh pois andei por lá em 69 e 70 vivi no Missombo depois do Valongo tinha lá bochimanes lembras-te, bem, o O. Cardoso é meu pai adoptivo... e ainda falo com eles por vezes já que vivem longe de mim e Serpa Pinto foi um dos lugares onde fui muito feliz como jovem, o viver nas matas quando dava, o sentir das gentes queridas a quem me afeiçoei, ah moço, diz que me vias passar no land Rover com a Irene, pois iamos a à cidade quase todos os dias ...beijinhos.
José Torres
O cérebro, vai continuar a ser maravilhoso, porque vai ser necessário estar desperto. Que pare só quando se chega ao ao trabalho!...
Abraço,
Daniel
pois, está visto que a culpa é do trabalho e não do cérebro!
beijos
Laura
Que coisa linda ... a vida é curta, mas é bela ...
Via passar duas belas jovens, no tal "de Land Rover", quando eu ia de carro eléctrico, que no metropolitano não conseguia ver ou enxergar.
Não me recordo se as vi no salão do Hotel, aquele de *****+*, que havia a caminho do comando de sector militar.
Onde havia uns bailaricos, só para familiares de ... militares.
Eu não tinha família, era um pária e um dia, passou-me uma coisa, nem sei se vi um leão ... mas foi uma coisa má.
Peguei na arma e prendi o badalado alferes Leão, cuja mulher era muito mais falada, esqueci-me do nome, pois era uma leoa, ou será leona.
O ten. coronel, chefe do estado "menor", naquela altura, o capitão de transmissões, que era um bom homem e o alferes Leão, foram mandados para a prisão civil, que era na polícia.
(Os leões são mesmo verdadeiros, só que os de 4 patas, não vi nenhum, mas uma manhã cedo a muitos quilómetros, ouvi ..., até me arrepiei. Mas nunca vi nenhum, apesar da vegetação ser pouco exuberante. Estávamos no deserto do Namibe)
Uns chamavam-lhes "bochimanes", outros "Cámessequieis" (escrevi como se pronunciava!).
Eram brancos escuros, com os olhos em bico.
Agora mais a sério.
Tinham os olhos amendoados, as "camessequieis, foram as pretas/brancas, eram mais claras que mulatas, mais bonitas que vi em toda Angola".
Tinham uma organização fantástica, onde nem um posto de saúde faltava, nas sanzalas, (não era este o nome que lhe davam, mas esqueci-me).
Agora recordo os nomes ... Missombo - Valongo.
Eu pouco tempo passava em Serpa Pinto, já tinha dois anos de Angola e foi aí que "gramei" mais 6 meses, ou isso.
Bons tempos ...
Daí partia para o Luiana e depois para a África do Sul, onde se roubavam umas coisas baratas, quer dizer, se compravam, como os cantis de pele, para refrescarem a água.
Só não me recordava do nome, mas pela foto, lembro-me de ter passado pelas duas, mas iam a pé, talvez fosse só uma, mas o calor do sol provoca visões e atirei um perdigoto, desculpe um piropo.
Já estou no fim da carta e por hoje nada mais.
Beijinhos à Laura e cumprimentos ao Morais!!!
(costumo terminar: "E por hoje nada mais. Beijinhos à Maria e cumprimentos ao Morais".
Mas por que não modificar o texto?
Daniel
Por vezes é a sorte do patrão!
É que horas de trabalho, são 1/3 das outras, o que equivale que passamos a pensar, no trabalho, 2/3 do dia.
Carla
O principal problema é mesmo o trabalho.
O cérebro, parece-me que neste caso não ficam dúvidas, apareceu primeiro!
Deixemos o cérebro para coisas mais importantes do que pensar!... eheheh
ahhh xistosa, mas ainda nem foste ver a foto e se me conheces ou reconheces, é que por vezes há rostos que ficam gravados... Bochimanes sim, os Flechas!...e fiz tantos amigos e amigas daquela raça!... Adorei, amei assisti a temporais que nem lembravam ao diabo, tomamos banho na água lamacenta do rio Cuando, maravilha das maravilhas...és um inventado do caneco moço...xi.....
o que me vier à real gana
Mas que faz falta, parece-me que sim ... segundo dizem os inteligentes, ou deligentes.
Mas é certo que há coisas muito mais importantes que o cérebro, ou que este se lembra, ou que faz lembrar. ou pensa que faz ...
Mas o que interessa mesmo é acordarmos com o dedo grande do pé a mexer!!!
Eheh! boa piada!
Laura
Não sei onde é o fotógrafo, não quero saber e até tenho raiva a quem sabe ...
(isto é brincadeira ...)
Vou lá este fim de semana e dou uma olhadela ao álbum de fotos, isto se "aver" voo para Angola ...
Não vivo de ilusões e basta-me a sua foto do comentário.
Não a realidade, para mim essa é que é a realidade, apesar de saber que é a avó da "jovem".
Se não é a avó, é a mãe já tardia ...
Não ligue ao que escrevo.
Não quero a pessoa, quero a escrita e saber ler o que escreve, isso basta-me e fico satisfeito.
É esse "borracho", que "aparece" que conta ... os de Serpa Pinto, não os flechas, os "cámessequieis", também foram um filme ...
Só recordo o dia de hoje e penso no de amanhã.
Vou estar ausente o fim de semana.
Vou emigrar para o Alentejo.
"Mañaña, temprano, mãos nas orelheiras, pés nas pedaleiras e aí vai o bicho que parece um relâmpago ...".
Vou beijar a minha irmã, enquanto estamos vivos ...
Prezo a família e vou conhecer um sobrinho-neto.
Fa menor
Estava eu, não, não era assim que começava ...
Estavas tu bela Inês posta em sossego,
de teus anos colhendo doce "fruito" ... é que foi mesmo na altura que estava a responder a um comentário.
É o cérebro comanda tudo, ou quase ...
Laura
Esqueci-me de dizer que os flechas, eram uma extensão do exército português, que tanto utilizavam as armas iguais aos nossos, como as capturadas.
Os "camsequieis", não queriam saber da guerra, eram fieis a quem estivesse com eles na altura.
Os flechas também tinham uma óptima organização ...
Chega de conversa, porque temos que parar no momento certo!!!
INTÉ!!!
Inté xistosa e diverte-te lá plos alentejos e na companhia da mana, eu já não tenho o meu mano mais novo, faleceu ha 4 anos, mas davamo-nos tão bem, amamo-nos tanto e assim não tenho pena pois nada ficou por dizer entre nós, uma vez que quando dava, ele vinha cá (vivia em Rustenburg a uma h de carro de Pretória, faleceu do coração..o outro que me resta, desse não sinto saudade..feitios diferentes... beijinhos e té depois, mas está atento que vou postar a garraiada da sexta feira e sábado, prás ninas de sempre, a soledade nem apareceu hoje, andava triste mas eu consigo alegrar aquele rosto lindo...ji da laura...
Enviar um comentário