O VIDEIRINHO

segunda-feira, janeiro 19, 2009

AMOR PELA INTERNET

.Conforme o tempo vai passando, vamos conhecendo mais casais que se formaram graças à Internet e temos razões para acreditar que o número de relações que surgem à distância é cada vez maior.

É claro que as relações que sobrevivem, tendem a requerer mais tempo para adaptar-se à vida conjunta.

Vão-se conhecendo casais que desenvolveram uma relação virtual e foram capazes de tirar o maior proveito dessas circunstâncias.

Também muitas, talvez muitas mais, ficam pelo caminho.

Enquanto que, as que conseguem aprofundar a relação, amiúde se expressam sentirem-se afortunadas de ter podido encontrar a sua meia laranja.

Pode tratar-se de pessoas que se sentem limitadas quanto à quantidade de candidatos ou candidatas que potencialmente podem conhecer na vida real e sentem necessidade de ampliar a busca.

Talvez sejam pessoas menos convencionais, ou que vivem em locais onde se reduzem as possibilidades de conhecer pessoas genuinamente afins e com interesses similares.

Enquanto que no passado, este tipo de pessoas muitas vezes tinham que conformar-se com menos, ou aceitar a vida de solteiras, hoje em dia têm a oportunidade de procurar mais longe.

As taxas aumentam e muito entre homossexuais.

Estas ás vezes vivem em situações de pouca tolerância e a sua orientação sexual e a rede, proporcionam-lhe fóruns onde podem relacionar-se mais amplamente e com menos pressões sociais ou familiares.




E sejam homossexuais ou heterossexuais, não têm que tratar-se de pessoas excêntricas.

Pode dar-se simplesmente o caso de que estas sejam capazes de imaginar possibilidades mais para além do habitual.

Atrevem-se a romper moldes e a inventar a sua própria história.

As relações nascidas na Web, geralmente contam com outros ritmos e com tempos diferentes, comparados com as relações dum casal mais tradicional.

Imaginemos que duas pessoas se conhecem nalgum fórum de contactos, começam a falar em “chats” e a conhecerem-se.

Pode demorar muitos meses a conseguirem um encontro presencial.

Tenho o caso de Marta e Vicente, que se conheceram num “chat” há cerca de dez anos, quando a Internet não era o que é hoje.

Ela vivia no Canadá e ele nos arredores do Porto.

Para além do “chat”, falavam inúmeras vezes ao telefone, mas demoraram mais de ano e meio para se conhecerem pessoalmente.

São de opinião de que a química surgiu logo no plano virtual e no seu encontro pessoal “fundiram-se logo os fusíveis”.

Deram-se conta com grande contundência que se queriam e que a sua relação prosperara depois de se encontrarem e que tinham decisões importantes a tomar.

Apostaram tudo na relação, ela deixou a família, o seu trabalho, a sua vida quotidiana para vir viver com Vicente.

A princípio a habituação não foi fácil, mas sempre tiveram a clareza que não ia ser fácil.

Dizem que no início a distância forçou-os a alimentar a relação dia a dia e que continuam a fomentar essa atitude.

Hoje têm algumas dificuldades, mas ambos asseguram, inequivocamente, que têm uma relação muito satisfatória e positiva.

Tardaram a consolidar a relação e a conseguir viver juntos e ainda que se encontrem bem entrados nos trintas, ainda não planeiam ter filhos.

Querem mais tempo para eles.

Isto não é exclusivo de pares que se conhecem na Internet, mas o seu processo parece ser mais lento.

Talvez se tenham habituado à cautela, tão necessária, nas relações virtuais.





Para tua introspecção:


Consideras que a Internet teve um efeito na tua forma de te relacionares com outras pessoas?


E na dos teus amigos ou amigas?


Acreditas que os ritmos neste tipo de relações são diferentes?


Qual a tua experiência a este respeito?


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4 comentários:

inespimentel disse...

Não é fácil andar por aúi a perguntar a uns e a outros o que pensam deste ou daquele assunto, escolher o momento, o silêncio necessário para ouvir e sermos ouvidos!
Com a net eu sinto-me muito mais acompanhada neste mundo, acredito que criei alguns laços de amizade, abri a porta dos afectos virtuais. Para quem está só não me admira que as pessoas se dêem e se aproximem... é como as madrinhas de guerra, porque não às vezes o amor surge, outras a amizade, outras a indiferença, mas que nos enriqueceu a todos penso ser um facto!

xistosa, josé torres disse...

inespimentel

Concordo plenamente.

Pertencemos a uma família.
Por vezes daquelas disfuncionais e com problemas, como na vida real ...
Mas talvez o véu que nos encobre seja benfazejo.
A nudez não é bem aceite por todos e nem uma trivialidade qualquer.
Por isso gosto deste "estado".
Não somos nada e somos os "mais", tudo ao mesmo tempo e no mesmo instante.

Depois contam histórias ... alguns que querem ir mais além do "normal".

E essas histórias, (muitas e muitas, feliz, ou infelizmente) é quer fazem este TODO.

Nice disse...

Sou a prova viva de que amor pela internet pode ser real, conheci meu marido em uma sala de bate papo...nos conhecemos e depois de tres meses estávamos morando juntos, muitos não acreditaram que pudesse dar certo, Só sei que nessa de vai dar ou não já estamos juntinhos a 2 anos e 8 meses. Construímos nossa história em um alicerce sólido, nosso relacionamento não tem cobranças e nem autoritarismos...EXISTE MUITO DIÁLOGO, Essa é assencia para o amor resistir a tantos obstáculos, problemas que surgem durante a relação...somos muito felizes, e com certeza ainda seremos muito mais, pois a cada conhecimento a cada momento, a cada acontecimento, faz com que nos amamos mais e mais.

Anónimo disse...

Minha História de amor é identica a sua....espero que o tempo seja muito além do imaginado também....rsrsr

anne