Muitos poder-se-ão interrogar se os californianos entraram com o pé direito em 2009 ou se ficaram prisioneiros de um tipo actual de loucura repressiva.
É que não podem "teclar" números de telefone enquanto conduzem.
Apesar da multa ser mais ou menos suave, 20 dólares para a primeira infracção e 50 para os reincidentes.
Mas é uma proibição mais.
A proibição de telefonar enquanto se conduz, já tinha entrado em vigor em 1 de Julho.
Deu lugar a 45.000 processos.
Mas aquilo tem senso comum?
Não para todo o mundo.
Já uma vez vi, numa auto estrada um tipo a "miles por hora", enquanto também escrevia num portátil colocado no banco do passageiro.
Quase fui eu que tive um acidente …
Depois aparecem os telemóveis e sobretudo os SMS.
A isto há que juntar, como recorda Bruce Newman em SiliconValley.com, que se elogia sempre a multi tarefa, naquela parte do mundo e não só.
Eu acrescento que nesta situação, os loucos do trabalho e do volante não têm muitas razões para se incomodarem.
Talvez funcione para os jovens e mais alguns …
Os pais intranquilos, podem sempre escudar-se na tecnologia, instalando Textecution, no G1 dos seus querubins.
A aplicação permite, (graças ao GPS), detectar quando se excede determinada velocidade e bloqueia o texto automaticamente.
Má sorte para o passageiro, (mas de qualquer modo, pode-se sempre eliminar facilmente).
Ficam, (a modos que, de moral ), os propósitos de ano novo.
Desde que descobri que a neurociência "demonstra" que nos custa fazer várias coisas ao mesmo tempo, (não é só uma questão de idade, bla … bla … bla …), aceito de bom grado que "lixem" os californianos.
A propósito, permito-me aconselhar os peões a nunca atravessarem a rua sem olhar, quando estão imersos num diálogo amorosa de SMS, (ou quando estão absorvidos pelo que supostamente lêem no seu Kindle).
Isto também os afecta a eles.
Não sei se já desejei a todos um feliz ano, não muito sombrio, (são os tempos que correm que o querem assim), com um pouco de humor, muita curiosidade e alguns prazeres … não só virtuais!!!
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2 comentários:
Amigo José Torres
Talvez num futuro próximos, todas as pessoas e material circulante, venham equipadas com piloto automático e sensores que evitem colisões e assim se acabem estas preocupações com desvios de atenção provocados pelos aparelhos com tecnologia de ponta, que ainda usamos.
Talvez no futuro só existam robots sem terem necessidade de desejarem bom ano ou felicidades, nem se preocuparem com a linha ou o dinheiro para a manter, porque o mundo será perfeito em absoluto e tudo o que nele existir, sem um pio de dor ou revolta.
À velha maneira, sem virtualidades, um bom ano para si também.
Um abraço
Carlos Rebola
Amigo Carlos Rebola
Diz muito bem:
"Talvez no futuro só existam robots sem terem necessidade de desejarem bom ano ou felicidades, nem se preocuparem com a linha ou o dinheiro para a manter, porque o mundo será perfeito em absoluto e tudo o que nele existir, sem um pio de dor ou revolta."
Talvez seja a última parte, sem um pio de dor ou revolta e acrescento eu, de vida.
É para onde caminhamos ...
Obrigado e igualmente um bom ano.
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