O VIDEIRINHO

domingo, janeiro 11, 2009

LIVRO do SEXO

.
Não há paixão que dure cem anos e esta realidade nem sempre é assumida.


Há jovens casais preocupados, porque a sua vida sexual já não era como dantes.

Casaram-se muito enamorados, na plenitude dos ardores sexuais.

O tempo passou, têm pouquíssimos anos de casados, mas a sua vida sexual já não é o que era.

Ouve-se por vezes esta preocupação, mas os seus protagonistas não estão conscientes duma obviedade: de que o processo vital é dinâmico e não estático; de que a nossa vida é uma montanha russa com subidas e descidas; há que saber adaptar-se a cada etapa.

Enquanto que na paixão sexual, é normal que a intensidade das sensações se vá estabilizando.

O impacto dum estímulo vai diminuindo com a exposição repetida.

Foi isto que estudei em psicologia e talvez seja mesmo verdade.


Recordarmo-nos dos primeiros beijos, das primeiras carícias, o tacto, os cheiros, os sons …

Com o tempo vamo-nos habituando e a resposta já não é a mesma.

O fenómeno da habituação explica-se, porque não respondemos da mesma maneira a um estímulo conhecido como a um novo, porque, conforme nos vamos habituando, o impacto é menor.




A evolução da intensidade da paixão é inevitável, ainda que haja muitas variáveis que podem ajudar a vivê-la melhor e uma delas é compreender o que ocorre e não imputar-lhe falta de interesse.

Outra é aprendermos a deleitarmo-nos com novas sensações, talvez a intensidade e o desejo premente diminuiam, mas pode-se abrir um passo á ternura, ao carinho, à cumplicidade, todos aqueles sentimentos que necessitam de tempo para dar frutos.

O que se perde por um lado, ganha-se por outro e podemos aprender a descobri-lo se não estamos ofuscados sentindo saudades da paixão perdida.


Os casais inteligentes, intuitivamente, redescobrem a paixão introduzindo variantes que contribuem para a diversidade.

Por outro lado o carinho, a intimidade ..., vão abrindo novas vias de desejo.


Assim, pouco a pouco, se vão explorando os diversos capítulos do sexo.

Cada um de nós tem o seu próprio livro do sexo, que vamos descobrindo só ou em casal.

Alguns não passam do capítulo da paixão fogosa, acreditando que não há nada mais e perdem um mundo de emoções e sensações.

Estas pessoas tendem a romper as relações quando acaba a paixão.


Perseguem a emoção da novidade até que se dão conta de que, a busca da novidade, também se converte em rotina.



Para tua introspecção:


Estás a passar por uma época de paixão sexual?


Achas menores os ardentes momentos de paixão?


Qual o capítulo, do teu livro sexual, que estás a viver, neste momento?


.

6 comentários:

Carlos Rebola disse...

Amigo José Torres

O desejo sexual é como um rebuçado vai-se gastando com o tempo, pode morrer na habituação rotineira, para se manter é preciso renová-lo procurando novos sabores e voltar a saboreá-los com um desejo renovado apesar de diferente na forma e “animus” mas sempre gerador de vida feliz... Será?!

Um abraço
Carlos Rebola

claras manhãs disse...

Estou já há alguns anos, num dos melhores capítulos.
É dos grandes, demora a passar.
O Capítulo da total liberdade e do tempo, sem tempo.

beijinho

peciscas disse...

Acho que foi o Lavoisier que disse:
"Na vida nada se perde, tudo se transforma".
Até no sexo essa sentença é válida.

xistosa, josé torres disse...

Carlos Rebola

O desejo suponho que não morre nunca.
Podemos é encará-lo de forma rotineira, quase como uma obrigação, ou procurar maneiras e modos de modificar os hábitos.
Por que só devemos pensar em sexo quando vamos para a cama?
Durante o dia e a qualquer hora não será boa hora para alguma intimidade.
É que esta leva ao sexo e será mais prazenteiro.
Penso eu assim ...

xistosa, josé torres disse...

Claras Manhãs

Total liberdade e do tempo sem tempo ...
É talvez um dos melhores capítulos para a nossa idade.
Não ter filhos para educar e para nos preocupar, (IMEDIATAMENTE - porque as preocupações com eles, crescem coma idade ...).
Poder dispensar, quando menos contamos e antecipadamente com tempo, para com tempo, fazer o que o tempo nos pede e solicita.

Só envelhece quem quer ...

xistosa, josé torres disse...

Peciscas

Não quero discordar do Lavoisier, ele que lidou, criou e transformou outras formas de química.
O sexo e o desejo sexual, são mais para se manterem, não aumentando ou baixando a temperatura para as reacções, nem procurando novos reagentes, mas com a matéria prima primitiva, desenvolver outras formas de reagir na vida.
Se calhar até tem razão.Se o homem reage com a mulher, no fim da reacção estão os dois ...
Talvez os reagentes e o meio sejam diferentes.