Ao longo da história da humanidade, sempre houve uma luta entre as forças do prazer , as forças do dever e a culpa.
Há quem opte pela busca do prazer como forma de vida.
Para outras, o sacrifício parece que tem um valor em si mesmo.
O hedonismo é uma filosofia de vida que persegue o prazer e o proclama como o “fim supremo da vida”.
O termo deriva de uma palavra grega, “hdonh”, transliterada para “hedone”, que significa delícia, ou numa definição mais primária, prazer.
É esta a ideia básica que fundamenta o pensamento hedonista.
Frequentemente utiliza-se como uma justificação para aferir acções em termos de quanto aumenta o prazer ou de quanto diminui a dor.
Em termos mais simples, podemos dizer que uma pessoa hedonista tenta maximizar a fórmula, para obter “mais prazer e ter menos dor”.
Há sempre críticos desta postura que lhe chamam egoísta.
Se nos concentrarmos no âmbito sexual, chama a atenção, as dificuldades que podem chegar a experimentar muitas pessoas, para permitirem-se ter prazer, talvez por medo ou egoísmo.
Isto não invalida que haja os que oscilam entre o permitir-se o máximo prazer possível e cumprir com os seus deveres conjugais, ou para com o seu par.
Muitos casais dão um enorme valor, tanto à intensidade do prazer quanto á sua duração.
A preocupação ou insatisfação a tal respeito, por vezes leva-os (aos mais “audazes”) a consultas de sexologia.
É importante, para essas pessoas, tanto a quantidade de prazer que podem extrair do sexo, como o tempo que dura essa intensidade.
No fim, um bom número de casais, podem encontrar um ponto de equilíbrio entre ambos os aspectos.
Por outro lado, temos os níveis de prazer.
Podemos falar de prazer corporal ou carnal, que pertence a um nível diferente do gozo mental.
No sexo, a pessoa tem a oportunidade de desfrutar dos níveis mais concretos, como podem ser os relacionados com o tacto, o contacto corporal e a consecução do orgasmo.
Mesmo assim, pode-se obter prazer dos aspectos psicológicos que formam parte da união sexual; ou seja, a sensação de fusão, de companhia, de ser especial e incluso de plenitude.
Outras pessoas, pelo contrário, sentem-se satisfeitas ao verem que têm pleno controlo sobre os seus desejos.
Vencer as tentações é o seu objectivo.
Vangloriam-se da sua disciplina e do controlo dos seus impulsos para se manterem longe do sexo.
A atitude que uma pessoa pode mostrar no que respeita ao prazer em geral, muitas vezes é um exemplo da atitude que demonstra no que se refere ao prazer sexual.
Penso que é interessante reflectir até que ponto tem influência a maneira como fomos criados e o estilo de vida que vivemos no dia-a-dia, na nossa capacidade de aceitar e desfrutar dos prazeres da vida, sem pensar em culpas ou “pecados”.
Para tua introspecção:
- Quanto prazer pensas haver na tua vida, em geral?
– Como se relaciona esse prazer com a tua vida sexual?
– Sentes-te culpado por desfrutar desse prazer?
(*)
Hedonismo
Antigo sistema filosófico que considerava o prazer como único fim da vida.
Doutrina que considera que o prazer individual e imediato é o único bem possível, princípio e fim da vida moral.
O hedonista quer uma convivência agradável, anárquica, seguir as ideias de Epicuro de, alegria, heterogenia, sensualidade, desenfreamento, amizade, justiça, tolerância, liberdade sexual, paz, acesso livre à informação, arte, uma vida cosmopolita, um mundo sem fronteiras nem discriminações e todas essas coisas bonitas que se escrevem e dizem com letras bem redondas, mas que, infelizmente não existem, ou se existem, é só para alguns.
.
Sem comentários:
Enviar um comentário