
Não sei quem foi que disse e agora não interessa e não vem, por acaso, ao caso, que “o desemprego fere a nossa dignidade” e que constitui uma preocupação, talvez só superada pela que padecem os desempregados.
A cifra de desocupados atinge a expressão arrepiante: são já perto dos 520.000, sem contar os que receberam a quitação na manhã de segunda-feira, que é um bom dia para não trabalhar.
Com o desemprego ocorre algo parecido como o que escreveu aquele cronista de sucessos, relatando um acidente ferroviário: “o número de mortos aumenta à medida que falecem os feridos com maior gravidade”.
Os feridos na sua dignidade são demasiados e não podem viver, já que a protecção social, não tem os braços tão compridos que alcance todos.

À recontagem das baixas laborais uniram-se as baixas definitivas.
Não sei onde li que em Portugal produzem-se mais mortes por suicídio ou lesões auto-infligidas, que por acidentes de trânsito, o que é verdadeiramente estranho, mas que demonstra que a estrada é menos perigosa do que transitar pelas tortuosas sendas ou vielas da vida.
Ninguém sabe o que nos espera ao virar da esquina.
Os psiquiatras, que foram definidos como os únicos negociantes que crêem que o cliente nunca tem razão, repartem as culpas: o consumo de álcool, as drogas, a depressão e o stress são os que acumulam as mais graves suspeitas.

Sobretudo quando se juntam e não se sabe se actuam sós ou na companhia de outro.
O certo é que entre os feridos e os que tomam a iniciativa, sempre recomendável, na minha modesta opinião, de antecipar o último acontecimento da sua vida, não há dia em que não tenhamos que lamentar uma perda irreparável.
Nem tudo é mau, agora que não se usa luto.
Os nossos “mais velhos” não só o guardavam escrupulosamente, segundo a proximidade familiar, como o que guardavam no guarda-vestidos, prevendo uma próxima vez de utilização.
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A cifra de desocupados atinge a expressão arrepiante: são já perto dos 520.000, sem contar os que receberam a quitação na manhã de segunda-feira, que é um bom dia para não trabalhar.
Com o desemprego ocorre algo parecido como o que escreveu aquele cronista de sucessos, relatando um acidente ferroviário: “o número de mortos aumenta à medida que falecem os feridos com maior gravidade”.
Os feridos na sua dignidade são demasiados e não podem viver, já que a protecção social, não tem os braços tão compridos que alcance todos.

À recontagem das baixas laborais uniram-se as baixas definitivas.
Não sei onde li que em Portugal produzem-se mais mortes por suicídio ou lesões auto-infligidas, que por acidentes de trânsito, o que é verdadeiramente estranho, mas que demonstra que a estrada é menos perigosa do que transitar pelas tortuosas sendas ou vielas da vida.
Ninguém sabe o que nos espera ao virar da esquina.
Os psiquiatras, que foram definidos como os únicos negociantes que crêem que o cliente nunca tem razão, repartem as culpas: o consumo de álcool, as drogas, a depressão e o stress são os que acumulam as mais graves suspeitas.

Sobretudo quando se juntam e não se sabe se actuam sós ou na companhia de outro.
O certo é que entre os feridos e os que tomam a iniciativa, sempre recomendável, na minha modesta opinião, de antecipar o último acontecimento da sua vida, não há dia em que não tenhamos que lamentar uma perda irreparável.
Nem tudo é mau, agora que não se usa luto.
Os nossos “mais velhos” não só o guardavam escrupulosamente, segundo a proximidade familiar, como o que guardavam no guarda-vestidos, prevendo uma próxima vez de utilização.
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