
A falsificação das realidades políticas por parte dos nossos dirigentes, com o único objectivo de desqualificar o oponente e magnificar as suas próprias qualidades, nunca foi algo alheio à causa política.
Como ocorre com qualquer outra atribuição (desportiva, profissional, empresarial, etc.) trata-se de uma consequência inevitável da necessidade de ganhar a qualquer preço.
A treta do que “importa é participar”, nem os primeiros olímpicos da Grécia acreditavam em tal patranha.
A novidade é o bombardeio sistemático e incessante da "guerra suja" a que nos submeteram e continuam a submeter, por terra, mar e ar (ou seja, imprensa, rádio e televisão) 24 horas por dia, 365 dias por ano.
A manipulação do público (público – aqueles que pertencem à massa geral de indigentes, que eles, os políticos ajudaram a criar e não ao jornal que lança veneno, digo e-mails de ou para Belém ou outros destinos), pois como dizia, a manipulação que sempre foi uma arte passou a converter-se numa ciência sujeita a sisudos estudos académicos, experiências e demais parafernálias ou tralhas.

Os ensinamentos aplicam-se de forma desapiedada, sem nenhum escrúpulo, sem nenhum respeito, sem qualquer contemplação.
E com a mesma frialdade do profissional que compra e vende valores em Bolsa, atendendo unicamente aos seus proventos, sem se preocupar com o descalabro que possa provocar na economia real, na vida real, em que a nós, cidadãos de pé descalço, realmente nos afecta.
A política, pois, deixou de ser uma arte para converter-se numa indústria com gabinetes de imagem, gestores de imagem, institutos de ideias, pesquisadores de sondagens, consultores eleitorais …
Uma indústria que tem em norma mais jornalistas que os próprios jornais e gasta mais recursos em pulsar a opinião do que estes.

Ao todo, milhares de pessoas vivem de e para imaginar maneiras de derrotar o oponente político a qualquer custo.
E, apesar de tudo, os políticos são tão necessários como os empresários.
Necessitamos dos empresários para organizar a nossa sobrevivência e dos políticos para organizar a nossa convivência.
Ora, pois bem, do mesmo modo que não temos ilusões com os empresários e, apesar da publicidade, realizamos um bom estudo do mercado antes de embarcarmos numa compra considerável (um automóvel, um plasma ou LCD, um electrodoméstico); na política, devemos aclarar com quem vamos jogar e fazer um bom estudo agora que já comprometemos o nosso voto por quatro anos.
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Como ocorre com qualquer outra atribuição (desportiva, profissional, empresarial, etc.) trata-se de uma consequência inevitável da necessidade de ganhar a qualquer preço.
A treta do que “importa é participar”, nem os primeiros olímpicos da Grécia acreditavam em tal patranha.
A novidade é o bombardeio sistemático e incessante da "guerra suja" a que nos submeteram e continuam a submeter, por terra, mar e ar (ou seja, imprensa, rádio e televisão) 24 horas por dia, 365 dias por ano.
A manipulação do público (público – aqueles que pertencem à massa geral de indigentes, que eles, os políticos ajudaram a criar e não ao jornal que lança veneno, digo e-mails de ou para Belém ou outros destinos), pois como dizia, a manipulação que sempre foi uma arte passou a converter-se numa ciência sujeita a sisudos estudos académicos, experiências e demais parafernálias ou tralhas.

Os ensinamentos aplicam-se de forma desapiedada, sem nenhum escrúpulo, sem nenhum respeito, sem qualquer contemplação.
E com a mesma frialdade do profissional que compra e vende valores em Bolsa, atendendo unicamente aos seus proventos, sem se preocupar com o descalabro que possa provocar na economia real, na vida real, em que a nós, cidadãos de pé descalço, realmente nos afecta.
A política, pois, deixou de ser uma arte para converter-se numa indústria com gabinetes de imagem, gestores de imagem, institutos de ideias, pesquisadores de sondagens, consultores eleitorais …
Uma indústria que tem em norma mais jornalistas que os próprios jornais e gasta mais recursos em pulsar a opinião do que estes.
Ao todo, milhares de pessoas vivem de e para imaginar maneiras de derrotar o oponente político a qualquer custo.
E, apesar de tudo, os políticos são tão necessários como os empresários.
Necessitamos dos empresários para organizar a nossa sobrevivência e dos políticos para organizar a nossa convivência.
Ora, pois bem, do mesmo modo que não temos ilusões com os empresários e, apesar da publicidade, realizamos um bom estudo do mercado antes de embarcarmos numa compra considerável (um automóvel, um plasma ou LCD, um electrodoméstico); na política, devemos aclarar com quem vamos jogar e fazer um bom estudo agora que já comprometemos o nosso voto por quatro anos.
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