Os 18 membros da Academia sueca voltaram a jogar à roleta de Estocolmo.
O seus antecessores também tiveram acertos e falhas: concederam-no a Faulkner, a Pirandello e a Beckett e negaram-no a Kafka, a Joyce e a Marcel Proust.
Também o outorgaram a um “Dom” José Echegaray (1904), cujos dramas baseados no adultério constituem hoje o supra sumo do teatro cómico.
Nunca o conseguiu Fernando Pessoa.
Tão-pouco Lobo Antunes, nem Navokov, Sofia de Melo Breyner.
É claro que para se acertar sempre, exige-se não ser contemporâneo, mas para equivocar-se, quase sempre só se necessita dum grande instinto.
A literatura é opinável e entre outras coisas serve para discutir, mas onde se formam as grandes disputas é no Nobel da Paz, sobretudo desde que foi ganho por Kissinger e Yasser Arafat.
A história influi muito, mas não mais que a geografia.
Prontamente necessita-se de um islandês, ou de um japonês, ou de um turco e já se podem despedir, por uma boa temporada os seus compatriotas.
Não convém repetir nações e há muitas em lista de espera.
Também o "Sapientium Octavo da Grécia"* deve ter possuído enorme cultura, mas não havia mais nenhum pedestal, que não fosse só para os sete primeiros.
Este ano o da literatura calhou a Herta Müller, uma romena que sofreu a censura de Ceausescu.
O da Paz, levou-o Barack Obama, que estava a atravessar maus momentos ultimamente o que imediatamente levantou um chinfrim.
No seu vasto e grande país, há pessoas que se interrogam como é possível atribuir esse galardão a alguém que enviou mais 21.000 soldados para a guerra.
São ânsias ou vontade de amargar a vida ao magnético e prometedor presidente.
Estas coisas acontecem.
Assim como o papa, que é o único que ao morrer não pode receber as bênçãos de Sua santidade, os únicos que não se surpreendem pelas votações, são os 18 académicos suecos.
* "Sapientium Octavo da Grécia"
O seus antecessores também tiveram acertos e falhas: concederam-no a Faulkner, a Pirandello e a Beckett e negaram-no a Kafka, a Joyce e a Marcel Proust.
Também o outorgaram a um “Dom” José Echegaray (1904), cujos dramas baseados no adultério constituem hoje o supra sumo do teatro cómico.
Nunca o conseguiu Fernando Pessoa.
Tão-pouco Lobo Antunes, nem Navokov, Sofia de Melo Breyner.
É claro que para se acertar sempre, exige-se não ser contemporâneo, mas para equivocar-se, quase sempre só se necessita dum grande instinto.
A literatura é opinável e entre outras coisas serve para discutir, mas onde se formam as grandes disputas é no Nobel da Paz, sobretudo desde que foi ganho por Kissinger e Yasser Arafat.
A história influi muito, mas não mais que a geografia.
Prontamente necessita-se de um islandês, ou de um japonês, ou de um turco e já se podem despedir, por uma boa temporada os seus compatriotas.
Não convém repetir nações e há muitas em lista de espera.
Também o "Sapientium Octavo da Grécia"* deve ter possuído enorme cultura, mas não havia mais nenhum pedestal, que não fosse só para os sete primeiros.
Este ano o da literatura calhou a Herta Müller, uma romena que sofreu a censura de Ceausescu.
O da Paz, levou-o Barack Obama, que estava a atravessar maus momentos ultimamente o que imediatamente levantou um chinfrim.
No seu vasto e grande país, há pessoas que se interrogam como é possível atribuir esse galardão a alguém que enviou mais 21.000 soldados para a guerra.
São ânsias ou vontade de amargar a vida ao magnético e prometedor presidente.
Estas coisas acontecem.
Assim como o papa, que é o único que ao morrer não pode receber as bênçãos de Sua santidade, os únicos que não se surpreendem pelas votações, são os 18 académicos suecos.
* "Sapientium Octavo da Grécia"
Sapientium Octavo: “o oitavo sábio”.
Expressão irónica para criticar alguém que presume ser sábio sem o ser.
Os sábios da Grécia antiga eram sete, (cada um deles pertencia a uma cidade)
Tales de Mileto, Solon de Atenas, Quilon de Esparta, Bías de Priene, Cleobulo de Lindos, Pitaco de Mitilene e Periandro de Corinto.
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