Sala de espera que segundo alguns sítios na Net, é de um Banco de Esperma na Ucrânia. Outros dizem que é uma sala de espera duma Clínica de Ginecologia (não localizada).
Vá-se lá saber onde.
Aceitam-se esclarecimentos de utentes.
A Providência foi substituída, nem sempre vantajosamente, pelo Fundo Monetário Internacional.
Cada vez há menos gente que diga, “Deus providenciará” e ainda mais quem olhe para o PSI 20.
Claro que também escasseiam as pessoas que vão de gabardina para as procissões onde se pedem chuvas ou outra dádiva do céu.
A esperança entendida como préstimo que rogamos ao futuro, não atravessa os seus melhores momentos, já que todos os vaticinios são lúgubres.
Agora ouve-se dizer que o nível da riqueza anterior à crise não se poderá recuperar antes de 2014, quando estivermos mortos e enterrados, que é sem dúvida uma dificultosa cultura, se estamos dentro de um pote de cinzas, por muito sentido que tenham e por muito enamoradas que continuem a estar.
O presente é uma portentosa divindade, segundo se diz e os portugueses não o adiaram.

O futuro, que não tem a menor ideia da pontualidade, ao menos teve a cortesia de anunciar-nos um atraso.
Está a caminho, mas o desemprego e o tsunami da construção civil ou do imobiliário estão a atrasar a sua chegada.
Quem espera desespera.
O meu amado Omar Khayyam, grande poeta, convenceu-me a despreocupar-me com o: “amanhã todos abandonaremos esta pousada e nos parecemos a mortos de há dezassete mil anos” (frase completa: Dizes que cada nova manhã nos traz mil rosas; sim, mas onde estão as pétalas das rosas de ontem? Irmão: não nos preocupemos com o amanhã. Aproveitemos este sopro de vida. Amanhã todos abandonaremos esta pousada e nos parecemos a mortos de há dezassete mil anos".

Essa paisagem da morte é inevitável, mas é sumamente desagradável que na pousada se coma tão mal e trágico, que a muitas pessoas não lhes concedam acesso.
Cinco anos na sala de espera pode parecer-nos muito tempo, sobretudo para os que não somos VIP.
Dentro de cinco anos poderemos não estar aqui para contá-lo, nem para decepcionar-nos com aquelas promessas.
No meu caso particular nem sei desejo ser testemunha desse bem-estar.
Avante vocês.
Desejo que tudo corra bem.
Muita sorte para todos.
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Cada vez há menos gente que diga, “Deus providenciará” e ainda mais quem olhe para o PSI 20.
Claro que também escasseiam as pessoas que vão de gabardina para as procissões onde se pedem chuvas ou outra dádiva do céu.
A esperança entendida como préstimo que rogamos ao futuro, não atravessa os seus melhores momentos, já que todos os vaticinios são lúgubres.
Agora ouve-se dizer que o nível da riqueza anterior à crise não se poderá recuperar antes de 2014, quando estivermos mortos e enterrados, que é sem dúvida uma dificultosa cultura, se estamos dentro de um pote de cinzas, por muito sentido que tenham e por muito enamoradas que continuem a estar.
O presente é uma portentosa divindade, segundo se diz e os portugueses não o adiaram.

O futuro, que não tem a menor ideia da pontualidade, ao menos teve a cortesia de anunciar-nos um atraso.
Está a caminho, mas o desemprego e o tsunami da construção civil ou do imobiliário estão a atrasar a sua chegada.
Quem espera desespera.
O meu amado Omar Khayyam, grande poeta, convenceu-me a despreocupar-me com o: “amanhã todos abandonaremos esta pousada e nos parecemos a mortos de há dezassete mil anos” (frase completa: Dizes que cada nova manhã nos traz mil rosas; sim, mas onde estão as pétalas das rosas de ontem? Irmão: não nos preocupemos com o amanhã. Aproveitemos este sopro de vida. Amanhã todos abandonaremos esta pousada e nos parecemos a mortos de há dezassete mil anos".

Essa paisagem da morte é inevitável, mas é sumamente desagradável que na pousada se coma tão mal e trágico, que a muitas pessoas não lhes concedam acesso.
Cinco anos na sala de espera pode parecer-nos muito tempo, sobretudo para os que não somos VIP.
Dentro de cinco anos poderemos não estar aqui para contá-lo, nem para decepcionar-nos com aquelas promessas.
No meu caso particular nem sei desejo ser testemunha desse bem-estar.
Avante vocês.
Desejo que tudo corra bem.
Muita sorte para todos.
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