O VIDEIRINHO

terça-feira, outubro 20, 2009

NUS COM BOTAS

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É necessário ser cruel para agarrar numas quantas garotas, levá-las para os locais mais gelados da Rússia e, com temperaturas sempre abaixo de zero, fazer umas sessões de fotos.

Mas Igos Nadin não só fez isso, como aproveitou e editou um livro (no fundo são dois, pois este é a primeira parte), "Nude in Russia", publicado pelos sempre astutos “melros” da "Edition Reuss".

Realmente, as escusas que Nadin dá para ter realizado o livro, são outras muito diferentes: que se ele cresceu em plena era da “Cortina de ferro”, que se a todos os russos se lhes inculcava que eram os capitalistas ou eles …

Viveu uma certa época de paranó
ia.


E ele, que pode viajar, deu-se conta de que para os ocidentais, a Rússia também era um país desconhecido, mais ... do que temê-lo.


Fundamental na Rússia: umas boas botas para os pés não esfriarem


Por isso decidiu demonstrar, com as armas ao seu alcance, que não, que os russos eram um povo amável.

A arma que tinha à mão de semear era a sua câmara fotográfica e a maneira de demonstrar que os russos eram amáveis e gente como qualquer outra, era despindo umas quantas “catraias” e fazê-las posar na neve.

Ele é assim.

E é assim que o vamos encontrar em Nude in Russia 1” .

“Gostosas” catraias russas de pura cepa em paisagens geladas.

Parece excitante?

Soa a erótico?

Curioso sim, mas excitante não muito, por variadas razões.

Em primeiro lugar pela escolha das modelos, que é muito irregular, ainda que para gostos coloridos amigos e quiçá a beleza russa cative mais do que um.



Oicasso “Nude” 1909 – The Hermitage


E em segundo lugar, porque o que ele pretende que seja um aliciante, as baixas temperaturas (chegaram a trabalhar com até 20º abaixo de zero), nalguns momentos voltou-se contra ele, notando-se que as modelos estavam no limite e começavam a passar mal.

Aliás, os corpos das modelos, não respondiam ao clima da mesma forma …

Seguramente que o fotógrafo dirá que era isto que procurava, mas será original?

Sim.

Erótico?

Respondam vocês.

De qualquer maneira, o melhor do livro é poder desfrutar dos cenários: preciosos bosques, algumas casas rústicas, relíquias armamentistas e inclusive algumas povoações que se vêem ao longe, que não nos permitem fazer uma ideia como é essa Rússia desconhecida.

A “carne” é bem apresentada, mas não esqueçam que é fra
ca.



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