O VIDEIRINHO

sexta-feira, setembro 07, 2012

TELEMÓVEL E CIO (Parte I)

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Ter relações sexuais é sempre difícil. 

Quando tens parceira pensas: 
Por fim vou ter sexo quanto e quando quiser! 

Mentira! 

Isso de relações sexuais estáveis é uma lenda. 

É difícil que se dê a coincidência de que ela tenha vontade e que tu também e, que quando tu tenhas vontade, ela saiba que tu tens vontade e tu saibas que ela tem vontade... 

Eu, não foi por mais nada, mas sim por necessidade, tornei-me um génio em interpretar este tipo de sinais. 

Ora toma nota: 
Se estás no sofá e ela quando se vai deitar te diz: 
- Vou para a cama, não demores. 

Isto quer dizer: 
Vou para a cama deitar-me sem calcinhas. 

Mas se ela te diz:   
 - Vou para a cama, quando vieres faz o favor de não fazer barulho. 

Meu amigo, pega numa revista e seduz-te a ti mesmo. 

Há palavras mágicas que ela costuma utilizar para deixar claras as suas intenções. 

Por exemplo, a palavra sesta. 

Se ela após comer te diz: 
- Não fazemos uma sesta?

Está claro: sim está. 

À que estar muito atento à maneira de se vestir quando se deita. 
Se coloca meias e aquele pijama ás bolinhas, está a dizer-te que não quer saber das tuas bolinhas… 

Creio que com isto do sexo, as pessoas funcionam um pouco como os telemóveis: que se supõe servirem para estarmos sempre em contacto, mas por vezes envias uma mensagem e ela não está operativa; outras envia-te ela para ti e tu estás a falar. 


Se num dia pueril ou fútil, como por exemplo segunda-feira, a tua parceira vier ao teu encontro e te pergunta: 

- Ouve, como vai o Djaló? 

Fica claro… 
Quer… que lhe introduzas o PIN!!! 

Há outros sinais mais subtis. 

Há que estares muito atento a como te chama quando chegas a casa. 
Se ao entrares a porta e escutas o teu nome três oitavas mais agudas do que o normal (em vez de ouvires: Olá José, ouves: Olá Josééééé), prepara-te. 
Vai rebentar a bomba. 
Vai-te fazer como no poema de Fernanda Mello*: “quero mais”, ou na canção da Elba Ramalho, “Quero mais”


* Fernanda Mello (escritora e publicitária)

"Dizem que a gente tem o que precisa.
Não o que a gente quer. Tudo bem.
Eu não preciso de muito.
Eu quero mais.
Mais saúde. Mais dinheiro. Mais poesia.
Mais verdade. Mais harmonia.
Mais noites bem dormidas. Mais noites em claro.
Mais eu. Mais você.
Mais sorrisos, beijos e aquela rima grudada na boca.
Eu quero nós. Mais nós.
Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados no tapete da sala.
Nós que não atam nem desatam.
Eu quero pouco e quero mais.
Quero você. Quero eu.
Quero domingos de manhã.
Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro.
Quero seu beijo. Quero seu cheiro.
Quero aquele olhar que não cansa, 
o desejo que escorre pela boca e o minuto no segundo seguinte:
nada é muito quando é demais."

 
Continua…

1 comentário:

Anónimo disse...

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