.
… continuação
O mau, quando isto te acontece, é que tu, no segundo imediato, ficas sem bateria.
Se quando se está a arranjar para sair te diz:
– Ajudas-me a subir o fecho?
Na
realidade está a dizer-te:
– Quando voltarmos… também mo baixarás?
Ou seja, ela
está no auge.
Mas atenção, porque o momento de subir o fecho é muito delicado.
Se a trilhas sem querer, acabou o que te oferecia.
Dará a volta e dir-te-á:
- O
que pensas?
Que estás a fechar uma mala?
És uma besta!
E ligará o botão de
“alta voz”.
Já poderás telefonar, já…
A postura que ela adopta quando se mete na
cama é outra forma de saber se está ou não está operativa.
Se ao meter-se na
cama se enrola como uma lagarta... não te esforces, tem o terminal apagado.
Mas
se pelo contrário, se coloca de bruços e move o rabo como o pato Donald ao
andar...
Atenção, tens uma chamada em espera.
(pistas para que chegues até mim)
Em qualquer caso, com o telemóvel
ou sem ele, o momento chave é, sem dúvida, o sábado.
Porque no sábado à noite,
tu sabes que toca.
E com essa expectativa, metes-te na cama.
Mas pode acontecer
que, de repente, apague a luz e te diga:
– Boas noites.
– Como que boas noites?
Mas é sábado!
Dá-te uma imensa vontade de te levantares, pegares no calendário
e dizer-lhe:
– Olha…
Amanhã vermelho!
Puxa!, por favor…
Creio que há muita
despistada por aí, deveriam dizê-lo nas notícias.
E terminamos recordando-lhes
que hoje é sábado…
Amanhã vermelho.
No entanto em vez de se ir pelo calendário,
o que fazemos, a maioria do pessoal é colocar em marcha a operação verme:
acercarmo-nos dela, rastejando pela cama, como sem querer, até que nos
acoplamos.
Abraçamo-la e começamos a tontear com as mãos, acariciar-lhe as
ancas… agora a barriga e o umbigo… e começas a subir, para ver se ela reage.
E,
pois claro, reage.
De repente pega-te na mão e diz-te:
– Que bom estarmos
assim!
Não necessito de mais nada.
Ficas com a vontade.
Esperas o próximo
sinal.
Tens é que ter.. a antena sempre levantada.
.



Sem comentários:
Enviar um comentário