O VIDEIRINHO

sábado, janeiro 10, 2015

CONCEITOS

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Não sei quanto vale o dinheiro, mas sei que não vale o que custa; tão-pouco sei se serve para tudo, mas o certo é que quase tudo tem um preço. 

Do que estou seguro é que pode ser motivo e solução de um mesmo problema, como por exemplo a fome. 

Eu, igualmente, como alguns (muitos) economistas, não tenho a mínima ideia de economia, mas creio que é um grave erro escorar a felicidade em função do poder aquisitivo ou da capacidade de consumo, já que quando se desequilibram essas frágeis estruturas o pânico propaga-se rapidamente como uma epidemia. 

A crise não fustiga todos por igual, mas todos falam dela com igual intensidade; o presidente de uma grande companhia pode compartilhar as mesmas horas de insónia e preocupações que o segurança de uma das suas empresas, ainda que sendo as consequências para ambos tão absolutamente incomparáveis. 


Há quem se sente infeliz vendo encolher o seu grande património, há quem o é, porque neste ano não poderá mudar de modelo de automóvel, outros por não poder sair neste sábado para jantar num restaurante e para muitos outros, naturalmente, porque o amanhã tem forma de interrogação. 

Vivemos numa felicidade comparativa, onde o consumo se apropriou dos nossos sonhos e relegou as nossas necessidades reais. 

É como aquele magnata que desfruta da sua flamante embarcação até ao preciso instante em que se lhe atravessa o caviar na garganta, observando como um iate de muito maior calado, fundeia a seu lado. 

Agora um miúdo não é mais feliz por ter a PlayStation 3, mas seguramente que se sente desvalido por a não ter. 

 

Não quero parecer um “guru”, o que pretendo dizer é que esta crise vem precedida por outras crises, intelectuais(?), políticas(?) de valores(?), de banqueiros e poderosos?

Isso sim, é agora quando as verdadeiras fauces da economia, devoram no seu passo, direitos e liberdades, rasgando em cada mordidela projectos sociais, culturais e do meio ambiente. 

Estas vítimas não recebem nenhum tipo de auxilio já que o medo paralisou até o mais valentão das redondezas. 

Suponho que o dinheiro é um conceito e a moeda uma ferramenta para que nós os consumidores possamos entendê-lo. 

Para terminar, uma última coisa: onde está o nosso dinheirinho?
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