O VIDEIRINHO

domingo, janeiro 11, 2015

UCRANIANA

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Laryssa é puta. 
Veio da Ucrânia enganada por um falso agente de jovens modelos e agora estafa-se para saldar a dívida para com a mesma mafia que a trouxe. 
Tem olhos azuis "No Frost", corpo e pele de Barbie e reconhece que jamais beija os seus clientes na boca. 
“Trabalha” perto do Marquês, de segunda a domingo, das dez da noite ás seis da manhã, juntamente com outras seis ou sete jovens. 
Mandou parar o meu táxi porque vinha directa da polícia e eu passava no momento. 
Assim, levantou um braço como se estivesse à espera de um táxi. 
Imediatamente a ter entrado no meu táxi, uma brigada da polícia parou ao meu lado e perguntou-me onde eu ia. 

 


Disse-lhes que para a baixa e partiram. 
Laryssa agradeceu-me e solicitou-me que desse umas voltas pelos quarteirões até a polícia se esfumar. 
– Quanto custará o táxi?, perguntou-me. 
– Depende das voltas que dermos. 
– Ai, não… E se em vez de te pagar não preferirás uma m*mada? 
– Não… Já venho mamado de casa. 
– Está bem. Então pára aqui. Volto a pé. 
– Não, espera. Façamos algo. 

 

– P*nheta? Mostro-te as mamas? Olhas como me consolo com os dedos? 
– Tentador, mas não. 
Conta-me uma coisa. 
– O quê? 
– Responde-me a uma pergunta. 
– Diz. 
– Quando estás a chupar ou a f*der com o típico indivíduo asqueroso e bêbado… em que pensas? 
– Em terminar rápido. 
E na minha filha. 
Tenho uma filha de quatro anos na Ucrânia. 
– Já te apaixonaste alguma vez de algum cliente? 
- Boa. 
Pergunto-te a ti se compraste um frigorífico e alguma vez te apaixonaste por ele? 
– Mas um frigorífico não é uma pessoa. 
– E o cliente que f*de com dinheiro, tão-pouco é uma pessoa. 
Só é cliente e eu frigorífico. 
Abrir as pernas e abrir a porta do frigorífico é a mesma coisa. 

 
 
– Nunca pensaste em regressar de novo à Ucrânia? 
– Se fujo, ameaçaram matar a minha filha. 
– Quem? 
– Não te vou dizer isso. 
– E denunciá-los? 
– Nasceste ontem ou o que é que se passa? 
– Desculpa, tens razão. 
– Graças a Deus que sou bonita e tenho um corpo formidável. 
Penso nesta coisa. 
Tenho mais clientes que as colegas feias. 
Aqui… aqui, pára aqui. 
– Ok. Vai. 
Estamos em paz. Não me deves nada, disse, parando o taxímetro. 
– A sério que não queres uma m*mada? 
– Nem num milhão de anos. 
– Adeus e obrigado pá. 
E foi-se rua acima, (com uma “companheira” que passava), subindo a saia a cada passo…
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