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Laryssa é
puta.
Veio da Ucrânia enganada por um falso agente de jovens modelos e agora estafa-se para saldar a dívida para com a mesma mafia que a trouxe.
Tem olhos azuis "No Frost", corpo e pele de Barbie e reconhece que jamais beija os seus clientes na boca.
“Trabalha” perto do Marquês, de segunda a domingo, das dez da noite ás seis da manhã, juntamente com outras seis ou sete jovens.
Mandou parar o meu táxi porque vinha directa da polícia e eu passava no momento.
Assim, levantou um braço como se estivesse à espera de um táxi.
Imediatamente a ter entrado no meu táxi, uma brigada da polícia parou ao meu lado e perguntou-me onde eu ia.
Disse-lhes que para a baixa e partiram.
Laryssa agradeceu-me e solicitou-me que desse umas voltas pelos quarteirões até a polícia se esfumar.
– Quanto custará o táxi?, perguntou-me.
– Depende das voltas que dermos.
– Ai, não… E se em vez de te pagar não preferirás uma m*mada?
– Não… Já venho mamado de casa.
– Está bem. Então pára aqui. Volto a pé.
– Não, espera. Façamos algo.
– P*nheta? Mostro-te as mamas? Olhas como me consolo com os dedos?
– Tentador, mas não.
Conta-me uma coisa.
– O quê?
– Responde-me a uma pergunta.
– Diz.
– Quando estás a chupar ou a f*der com o típico indivíduo asqueroso e bêbado… em que pensas?
– Em terminar rápido.
E na minha filha.
Tenho uma filha de quatro anos na Ucrânia.
– Já te apaixonaste alguma vez de algum cliente?
- Boa.
Pergunto-te a ti se compraste um frigorífico e alguma vez te apaixonaste por ele?
– Mas um frigorífico não é uma pessoa.
– E o cliente que f*de com dinheiro, tão-pouco é uma pessoa.
Só é cliente e eu frigorífico.
Abrir as pernas e abrir a porta do frigorífico é a mesma coisa.
– Nunca pensaste em regressar de novo à Ucrânia?
– Se fujo, ameaçaram matar a minha filha.
– Quem?
– Não te vou dizer isso.
– E denunciá-los?
– Nasceste ontem ou o que é que se passa?
– Desculpa, tens razão.
– Graças a Deus que sou bonita e tenho um corpo formidável.
Penso nesta coisa.
Tenho mais clientes que as colegas feias.
Aqui… aqui, pára aqui.
– Ok. Vai.
Estamos em paz. Não me deves nada, disse, parando o taxímetro.
– A sério que não queres uma m*mada?
– Nem num milhão de anos.
– Adeus e obrigado pá.
E foi-se rua acima, (com uma “companheira” que passava), subindo a saia a cada passo…
Veio da Ucrânia enganada por um falso agente de jovens modelos e agora estafa-se para saldar a dívida para com a mesma mafia que a trouxe.
Tem olhos azuis "No Frost", corpo e pele de Barbie e reconhece que jamais beija os seus clientes na boca.
“Trabalha” perto do Marquês, de segunda a domingo, das dez da noite ás seis da manhã, juntamente com outras seis ou sete jovens.
Mandou parar o meu táxi porque vinha directa da polícia e eu passava no momento.
Assim, levantou um braço como se estivesse à espera de um táxi.
Imediatamente a ter entrado no meu táxi, uma brigada da polícia parou ao meu lado e perguntou-me onde eu ia.
Disse-lhes que para a baixa e partiram.
Laryssa agradeceu-me e solicitou-me que desse umas voltas pelos quarteirões até a polícia se esfumar.
– Quanto custará o táxi?, perguntou-me.
– Depende das voltas que dermos.
– Ai, não… E se em vez de te pagar não preferirás uma m*mada?
– Não… Já venho mamado de casa.
– Está bem. Então pára aqui. Volto a pé.
– Não, espera. Façamos algo.
– P*nheta? Mostro-te as mamas? Olhas como me consolo com os dedos?
– Tentador, mas não.
Conta-me uma coisa.
– O quê?
– Responde-me a uma pergunta.
– Diz.
– Quando estás a chupar ou a f*der com o típico indivíduo asqueroso e bêbado… em que pensas?
– Em terminar rápido.
E na minha filha.
Tenho uma filha de quatro anos na Ucrânia.
– Já te apaixonaste alguma vez de algum cliente?
- Boa.
Pergunto-te a ti se compraste um frigorífico e alguma vez te apaixonaste por ele?
– Mas um frigorífico não é uma pessoa.
– E o cliente que f*de com dinheiro, tão-pouco é uma pessoa.
Só é cliente e eu frigorífico.
Abrir as pernas e abrir a porta do frigorífico é a mesma coisa.
– Nunca pensaste em regressar de novo à Ucrânia?
– Se fujo, ameaçaram matar a minha filha.
– Quem?
– Não te vou dizer isso.
– E denunciá-los?
– Nasceste ontem ou o que é que se passa?
– Desculpa, tens razão.
– Graças a Deus que sou bonita e tenho um corpo formidável.
Penso nesta coisa.
Tenho mais clientes que as colegas feias.
Aqui… aqui, pára aqui.
– Ok. Vai.
Estamos em paz. Não me deves nada, disse, parando o taxímetro.
– A sério que não queres uma m*mada?
– Nem num milhão de anos.
– Adeus e obrigado pá.
E foi-se rua acima, (com uma “companheira” que passava), subindo a saia a cada passo…
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