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Todos os corpos transmitem, digo eu, umas ondas codificadas que só são entendíveis por certos outros corpos.
Cada qual tem implícito o seu código e a sua chave de acesso a outros códigos concretos, mas ninguém conhece qual é o seu, nem a quem corresponde.
Pode dar-se o caso, se dois corpos conseguem por fim descodificar as ondas do outro, essas ondas fundirem-se formando chispas e larvas de borboleta no estômago que podem mutar ou não, segundo a força do campo gravítico.
Chamam-lhe química.
Mas algumas vezes também sucede que um dos corpos consegue decifrar os códigos do outro, mas não o inverso, numa casualidade de atracção química não correspondida.
Não é raro, nestes casos, o atraído costume de incorrer em ‘má praxis’ pirateando o dispositivo de encriptação do outro corpo.
E algumas vezes consegue-se e, essa atracção manipulada, pode inclusivamente chegar a durar toda uma vida.
Esta prática é mais comum do que se pode pensar.
E quem negar haver pirateado alguma vez o código atractivo de outro corpo, MENTE!
21SET2012
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