O VIDEIRINHO

quinta-feira, abril 30, 2015

NOS CONFORMES


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Tudo, a dor e os risos, juntam-se às vezes num ponto e eclode e gera uma canção. 

Dancemos juntos. 

Tudo: a ânsia, as cócegas, as vontades, a letargia e os teus orgasmos.

A ira e a calma, o medo, decepção, as borboletas. 

Puxar dos galões e maquilhares-te. 

Rimmel waterproof, não me lixes! 

Pensar que o mundo somos dois e muitos acessórios.

Fazer do gozo uma grande festa. 

Tapar os ouvidos com as tuas coxas. 

Não me escutar. 

Sem filtros anti-spam. 

Somos o nosso próprio vírus. 


O meu táxi transporta-me a mim, tu és um corpo. 

Ando triste. 

Dói-me o fígado. 

Álcool de queimar as penas.

Outros conformes. 

Desafinar. 

E que se f*da a NASA. 

Os pesadelos são pesos pequenos no feminino. 

Descartemos o suicídio. 

A arma na boca provoca-me náuseas. 

Tenho acrofobia. 

Sou imune aos comprimidos. 

A vida magoa só agora. 

Relógio de sol. 

Ainda consciente como sou de quem sou, sempre quererei arriscar a ser outro.
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