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Tudo, a dor e os risos, juntam-se às vezes num ponto e eclode e gera uma canção.
Dancemos juntos.
Tudo: a ânsia, as cócegas, as vontades, a letargia e os teus orgasmos.
A ira e a calma, o medo, decepção, as borboletas.
Puxar dos galões e maquilhares-te.
Rimmel waterproof, não me lixes!
Pensar que o mundo somos dois e muitos acessórios.
Fazer do gozo uma grande festa.
Tapar os ouvidos com as tuas coxas.
Não me escutar.
Sem filtros anti-spam.
Somos o nosso próprio vírus.
O meu táxi transporta-me a mim, tu és um corpo.
Ando triste.
Dói-me o fígado.
Álcool de queimar as penas.
Outros conformes.
Desafinar.
E que se f*da a NASA.
Os pesadelos são pesos pequenos no feminino.
Descartemos o suicídio.
A arma na boca provoca-me náuseas.
Tenho acrofobia.
Sou imune aos comprimidos.
A vida magoa só agora.
Relógio de sol.
Ainda consciente como sou de quem sou, sempre quererei arriscar a ser outro.
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