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EIS DEZ RAZÕES PARA ASSALTARES UM BANCO, DE BICICLETA
No sul da Austrália, a polícia desespera-se para apanhar um ladrão que já roubou dez bancos e que sempre lhes escapa, fugindo de bicicleta.
Não é o primeiro.
David Bruce Voss, de 57 anos, pôs a cabeça em água, durante três anos, a muitos agentes de polícia nos EUA.
Branco, homem, alto, armado e fugia do local, após os assaltos de bicicleta de montanha; eram estas as credenciais de este “bike bandiT”, que conseguiu assaltar 28 bancos em 16 estados diferentes (sobretudo em Atlanta e Flórida) e fugir depois, voando sobre o asfalto com a sua duas rodas.
No final, a lei acabou por triunfar: foi apanhado em Setembro de 2007 e suicidou-se pouco tempo depois na sua cela.
São conhecidas as vantagens de substituir o automóvel pela bicicleta nas cidades, mas poucos se aperceberam das facilidades que podem ter na hora de assaltar uma dependência bancária.
Quem o fez foi Ken Kifer, um grande aficionada das duas rodas e “blogueiro”, que escreveu dez motivos pelos quais é melhor utilizar bicicleta para estes misteres.
Ei-los:
Ainda que pensemos que os ladrões de bancos levam milhares e milhares de euros ou dólares, a verdade é que a média dos assaltos não ultrapassa os 257 dólares.
Se pensarmos que um bom carro para escapar custa para cima de 25.000 dólares, o ladrão tem que assaltar centos de bancos para pagar o automóvel.
Não obstante, a bicicleta pode ser comprada com o valor médio de um só roubo.
Também se inclui a opção de roubar um automóvel na própria manhã do assalto, para se poupar o dinheiro.
Agora outra coisa pode suceder, que te prendam nessa mesma manhã e roubar uma bicicleta, acarreta menores riscos.
2 - Para ser mais rápido, uma fuga num veículo a motor implica ter um companheiro que nos espere cá fora, preparado para carregar no acelerador e isto significa que terás de dividir o “bolo, grande ou pequeno, por dois.
Entretanto o teu compincha está cá fora queimando gasolina e contaminando o ambiente sem necessidade, correndo o risco de parar em local indevido e quando saíres a correr do banco, podes encontrar um polícia que te autue.
Não obstante, se fores de bicicleta, podes estacionar sem problemas mesmo ao lado do teu objectivo e se houver segurança, nem necessitas do cadeado de segurança e assim, dispensas os serviços de um cúmplice.
3 – Se depois do assalto foges de automóvel, há imensas probabilidades de que te apanhem se houver tráfico intenso e pior ainda se cais num engarrafamento – a isto soma-lhe a contaminação a que estás sujeito ao respirares todo aquele dióxido de carbono, pelo que te aconselho a subires os vidros.
Nos filmes, o ladrão encontra sempre um buraco para escapar do engarrafamento, mas na vida real não é bem assim.
Se foges a pedalar, o congestionamento de trânsito não é problema para escapares por entre os carros parados.
4 - É provável que a polícia fixe a tua matrícula ou o modelo do veículo para apanhar-te.
Desta forma, todos os agentes da cidade estarão á procura do teu carro; e além do mais é divulgado nas notícias ou nos jornais, o que pode resultar que qualquer cidadão poderá denunciar-te.
Por outro lado, se pensas escapar da cidade, é certo e sabido que a polícia te esperará nas principais saídas.
Na bicicleta é diferente.
Ainda que enviem uma descrição tua, da tua bicicleta, azul ou vermelha, modelo 520, por exemplo, os agentes fixar-se-ão, seguramente, na tua aparência física e não no veículo de duas rodas.
Neste caso, provavelmente, é mais fácil solucionar o problema, disfarçando-te durante o assalto com um bigode falso, uma máscara, uma gabardina que depois podes abandonar em qualquer contentor ...
Mesmo que seja uma busca com helicóptero, podes esconder-te sempre, mais a tua bicicleta, atrás duma árvore, o que era quase impossível se fosses de automóvel.
Se queres sair da cidade, apanhas o comboio e levas a tua bicicleta.
A pressão sanguínea sobe e o coração acelera quando estás em pleno assalto apontando a pistola.
Na hora de escapar, apanhar um automóvel pode ser perigoso.
O stress faz com que pises mais a fundo o acelerador e o excesso de velocidade pode chamar a atenção de outras patrulhas.
Não obstante, esse stress pode ajudar-te uma vez sentado numa bicicleta, dando-te a energia extra que necessitas para escapar.
Mais a mais, nenhum polícia vai fixar-se em ti se fores a pedalar com mais vontade que o normal.
6 – Voltando à velocidade, a fuga em automóvel pode provocar graves acidentes com outros automóveis, motos, ou até bicicletas e incluso terminar com um atropelar dum peão, ou a sua morte e se fores apanhado, ao roubo, somam-lhe um homicídio.
Ou ainda pior, podes perder a vida no acidente, partires todos os ossos ou ser crivado de balas pela polícia que te persegue, se o teu carro perde o controlo.
Se fores de bicicleta, os acidentes com outros veículos a grande velocidade podem evitar-se e tens poucas hipóteses de matar alguém por atropelamento.
Ainda que percas o controlo, é pouco provável que morras se vais de bicicleta e a polícia, ao ver que não podes ir longe a pedalar, ficará mais tranquila e pensará duas vezes, antes de disparar sobre ti.
7 – Se nalgum momento a polícia encontra o teu automóvel abandonado, há muitas possibilidades que te descubram.
Primeiro consultarão as matrículas, para saber tudo a teu respeito; se o automóvel foi roubado, procurarão afanosamente provas, desde um pelo até uma impressão digital que prove quem conduzia o carro.
Uma bicicleta abandonada é mais difícil de localizar, não tem matrícula, ou a mesma é como se não existisse, não tem número de identificação e é difícil de encontrar um pelo no punhos ou no guiador.
8 – Abandonas o carro e tens que continuar a pé.
Aqui surge um problema se estás habituado a fugir em veículos a motor.
O calçado ou a roupa, podem não ser os mais adequados para uma grande caminhada e inclusive a tua forma física pode deixar muito a desejar.
Ao contrário, quando utilizas uma bicicleta, como ladrão, estás em melhores condições físicas e normalmente usas uma roupa mais desportiva e cómoda para fugir em qualquer momento.
9 – Se não queres desfazer-te do teu carro, tem em conta que a polícia estará sempre na tua peugada.
Para escondê-lo, necessitas duma garagem e se decides pintá-lo para que passe despercebido, tens que ser um pouco habilidoso para conseguir todo o material e dedicar uns dias á tarefa.
Com uma bicicleta é diferente.
Podes ocultá-la em qualquer edifício, não necessitas de muito espaço e dar-lhe uma nova cor não supõe muito tempo nem esforço.
Bastará um par de latas de tinta em spray.
10 – Se no fim a polícia te conseguir deter, o mais seguro é que os agentes te confisquem o teu carro e o deixem apodrecer ou o vendam, ou o utilize o teu irmão mais pequeno como carro de corridas.
Com toda a certeza, depois de uns longos anos passados na prisão e quando saíres, o teu veículo – se sobreviveu aos maus tratos do teu irmão – não estará em muito boas condições de motor e chaparia, sobretudo se esteve muito tempo parado e à intempérie.
Mas se nos teus roubos utilizaste uma bicicleta, a polícia não se incomodará em confiscá-la, o teu irmão passará muito bem sem ela, não a destroçando nas estradas.
E o melhor de tudo, quando saíres da prisão, só necessitarás de encher os pneus e lubrificar a correia da tua bicicleta.
Certamente que estará em muito melhores condições do que tu.
O escritor e activista, autor destes conselhos, Ken Kifer, era um amante da natureza e um grande admirador das bicicletas.
Este americano devotou-se, no seu blog, onde através de “bikepages” compartia todo o seu conhecimento e experiência pessoal sobre bicicletas e outros ciclistas.
Conselhos práticos, análises, experiências, fotos e humor, eram os ingredientes que Kifer cozinhava na sua página Web.
Defendia o uso da bicicleta em paridade aos veículos com motor, porque era benéfico para o meio ambiente, para o corpo e para a mente.
Em Setembro de 2003 foi atropelado por um condutor ébrio de 29 anos que tinha sido solto há bem pouco tempo por conduzir embriagado.
Morreu aos 53 anos sem acabar a sua obra”The New World”.
Hoje, a sua melhor amiga, Riin Gill, continua com o seu trabalho.
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