Um A6M Zero derrubado.
Fotografia de 25 de Agosto de 1945, onde pode ver-se a mensagem de rendição escrita pelos pilotos, comentando que há 11 dias esperavam ordens sobre como proceder.
Isto tudo a propósito do último avião derrubado na guerra.
Seria um A6M Zero japonês, derrubado por um Convair B-32 americano de nome, “Hobo Queen Two”?
Derrubado 12 dias depois do brutal ataque (assassínio!!!) com armamento nuclear sobre populações civis indefesas, cometido pelos EUA, ou seja, em 18 de Agosto de 1945.
Poucos dias depois o Japão deporia as armas e render-se-ia formalmente.
Evento este que só uns meses depois se viria a concretizar, pela primeira vez em mais de mil anos, desde o Kojiki – o livro mais antigo do Japão e no qual era mencionada a divindade do imperador, - um Imperador do Japão negaria ser um arahitogami, ou seja, um deus vivente.
Não obstante tudo isto, existe uma controvérsia com respeito a se esta foi a última batalha aérea da Segunda Guerra, já que a 17 de Agosto de 1945, com o Japão já rendido, um B-32, teve que aterrar de emergência nas Ilhas Izu, (ilhas japonesas na parte Norte do arquipélago), depois de ser atacado por um grupo de combate japonês, segundo relato pessoal do legendário piloto de combate, Saburo Sakai, (em português), ou aqui, (em inglês), no seu livro autobiográfico, Zero-sem No Saigo.
Convair B-32
Por certo, o vídeo abaixo, é o anúncio oficial à população dos EUA, da rendição do Japão e é por muitos historiadores considerado o ponto final da mesma.

2 comentários:
Amigo José Torres
Esta questão do fim da guerra vem dar razão ao provérbio "Guerra começada, só Deus sabe quando acaba", desde a capitulação dos japoneses nenhum ou poucos dias houve sem guerra.
As estratégias e as armas utilizadas podem ser outras mas a guerra ninguem sabe quando acaba... muito provavelmente nem deus o sabe nestes tempos actuais, talvez esteja na mesma situação dos pilotos do A6m Zero, espera ordens.
Um abraço
Carlos Rebola
Carlos Rebola
As guerras nunca acabam ... e ainda bem!!!
Se neste momento morresse metade da população mundial, os que escapassem seriam felizes.
Não me importo de partir à frente.
Mas os que se escreve no papel, NUNCA é o que se passa no campo de batalha.
E se as guerras acabassem, o que aconteceria à fluorescente indústria de armamento?
E Portugal, como um grande exportador, até de minas anti-pessoais altamente proibidas e há muitos anos ... não pode falar muito alto ...
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