"Conta o livro do Génesis que a Onan, segundo filho de Judá, a Lei Judia obrigou-o a casar-se com Tamar, mulher do seu falecido irmão, chamado Er. Por temer que, segundo as leis da época, os seus filhos com Tamar, fossem considerados como de Er, Onan decidiu não ter filhos com ela, para não perder os direitos da herança. Consequentemente, sempre que copulava, Onan retirava o seu membro e vertia o seu sémen sobre o ventre de Tamar. Pela sua avareza, Deus castigou-o com a morte”
Como não podia deixar de ser a tudo o que saia de cérebros abúlicos e retrógados, a masturbação foi catalogada como um pecado durante séculos, por usar o prazer sem fins reprodutivos.
É desse sentimento de culpa que ainda restam muitos vestígios.
As grandes religiões monoteístas estigmatizam duma maneira especial a masturbação, como uma prática absolutamente gratuita de entrega ao prazer.
A reprovação religiosa chega a superar a de outras práticas pecaminosas como o adultério, mas que respeita o fim natural do acto, desde que se realizem condutas – coito vaginal – que não transgridam o que está entendido como leis estabelecidas para garantir o “fim natural” da reprodução.
Isto é o esplendor e suprassumo da religião !!!
Este dogma que é masturbar-se – homens e mulheres – não sabemos se é pecado ... e os sexólogos não entram nestes domínios, mas fica bem claro que não só não é prejudicial para a saúde, como pode para melhorá-la.
Esta mensagem, mesmo que pareça já muito ouvida, parece que é melhor repeti-la, dado o estilo de pensamento medieval que ainda perdura em parte da nossa sociedade.
Agora sim, posto que boa parte da sociedade já não corre o risco de preocupar-se ou sentir-se culpada com patetices da igreja por se ter masturbado, (não sendo excomungada), talvez seja o momento oportuno para incidir sobre o que osnormalmente os profissionais da saúde sempre comentam com pouco ênfase, talvez conscientes do risco de contribuir para avivar a fumegante pira dos integristas religiosos.
Certamente que algumas pessoas podem cair no uso desproporcionado da masturbação e ter problemas por isso.
Em qualquer conduta o exagero afasta-nos do saudável.
O excesso de masturbação que por vezes surge, é compulsiva.
Tendem a ser os homens e aparece, quer em pares homo ou heterossexuais.
Nestes casos, normalmente surgem dificuldades de relação com o parceiro e também relações sociais.
O perfil que aparece mais, é quase sempre o de um homem só, mas que mesmo com parceira, sente “falta de desejo”, ou “falta de desejo da sua parceira”.
Na masturbação compulsiva, a par da falta de desejo, até da parceira, apresenta-se uma exacerbada actividade masturbatória, na fronteira de uma viciação à pornografia.
Até há pouco tempo eram os vídeos, mas com o desenvolvimento da internet, esta é a fonte habitual dos estímulos sexuais.
A clara interferência com o fluir do desejo até da parceira converte-se em conflito.
Nos casos mais graves, a perda de tempo e dinheiro para descarregar material pornográfico chegam a interferir com o trabalho e as relações sociais habituais.
Estes casos necessitam duma terapia que recupere para níveis razoáveis a masturbação.
Para tua introspecção:
Alguma vez te viste seduzido(a) pela pornografia?
Pensas que ela conduz à masturbação e esta pode transformar-se em compulsiva?
Conheces casos?
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2 comentários:
Nada contra desde que se uma senhora profissional a praticar (me).
Táxi Pluvioso
Eu sou mais modesto.
Nunca fui profissional em nada a não ser na profissão.
Contento-me com uma amadora ...
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