Hoje fiz eu o jantar.
São 23 horas e 30 do dia 13. São horas de cobrir o estômago com algo que não deixe passar a "fome".
Não há fartura no nosso país, mas falar em fome ... pelo menos eu, até sinto um nó.
Ah! Não é Górdio?
Então é gordo, ou melhor, grande, para desatar o saco que trás o jantar.
Como não me meto nem submeto a altas cavalarias, fico-me pelo queijo.
Hoje não vai com vinho tinto, como normalmente.
Ia deitar fora uma garrafa de Planalto Reserva de 2005, fresco e outra de 2007, ambos brancos.
Como tenho pena de fazer mal a determinadas coisas, lembrei-me de as trazer para a mesa, juntamente com uns queijos que nem sei como os fiz ...
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Coloquei-os no seu leito natural, uma tábua, que por sinal eram duas.
Abri o livro e o que vi?
Um EMMENTAL, aquele suiço, feito pelas suiças, com olhos grandes.
(Sei que é um crime chamar olhos, mas o que querem que chame aqueles buracos a pedirem que os feche?
Só comê-los para desaparecerem!).
Um PROVOLONE, nem sei se é assim que se escreve, não tive tempo de ler a literatura inclusa, como o modo de o devorar e outras coisas belas, que só nos dão música e atrasam o trabalho ...
Um de ovelha, lá das serranias, TAVARES, com o sal no devido ponto e o amanteigado ainda a escorregar, desculpem se me babar, não é da velhice, é mesmo deste maldito!
Um CAMEMBERT, não sei se é francês se feito na China, mas é o que me pede insistentemente um branco seco.
Eu não tenho culpa que eles falem comigo ...
Um GRUYIÉRE, que tal como o Emmental, tem buracos mais pequenos.
Bom sinal, porque em vez de comer buracos, como queijo.
Um EDAM, com aquele sabor delicado, que agora sem a embalagem, penso que é holandês.
Se não for não faz mal.
Comi-o e ele não se queixou da minha ignorância.
Um sabor a mofo divinal, o DANABLU, penso que dinamarquês. Sou mesmo membro da E.U.
Não ligo a nacionalidades.
Um que talvez poucos conheçam, o MANCHEGO, El Capitán meia cura.
Um queijo espanhol divinal.
Aqui, custa cerca de 15 euros o quilo.
Do lado da fronteira, se o comprar inteiro, cerca de 1,5 Kg, mais ou menos, consegue-o a metade do preço.
Mas os portugueses ganham mais ...
Este pede um tinto, mas não se queixou do branco, antes pelo contrário ...
Deixei para o fim o ROQUEFORT, aquele tradicional francês, que não se consegue descrever ... só tem paladar.
Come-se ... come-se ... e se não for salgado como alguns ... meu povo e minha pova, talvez até acredite que há bom queijo para além da vida!
Por curiosidade, para esta tábua, que eram duas, um fresco "Fazendas perdidas", feito de Fernão Pires e Trincadeira das Pratas, também assentou muito bem, (foi a conselho particular).
Temos que variar.
Para apurar o gosto final ...
Esqueci-me do pão:
- Um milho e girassol, com sementes.
+ + +
- Pro Ritmo de trigo e centeio e sementes de girassol.
+ + +
- Pão Panda, de trigo integral, sementes de girassol, centeio, flocos de soja, sorgo, sementes de sésamo e sei lá que mais ...
O Jumbo não me paga a publicidade.
E assim se cozinha um jantar, sem ligar o fogão, o forno e sem sujar pratos.
Desta vez não tinham omega, nem beta, nem alfa ... a vida vai-nos levando a memória de determinadas coisas e o alfabeto grego não é o meu forte.
Só me recordo do Pi, não o do, 3,1416, mas o de PIela!!!
Foi um pão que não "ofuscou" o sabor dos queijos ... e isto é importante e agora acredito que os queijos ... pedem vinho, e o branco, para um ateu como eu, levou-me ao céu!!!!!!!!!!
(isto é colocado ás três horas e quarenta minutos, do dia 14, mas com data de 13 de Fevereiro)
Ando um pouco atrasado ...
Peço desculpa.
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