O VIDEIRINHO

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

VOLTAR A CASAR-SE

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Depois de uma ruptura, iniciar outra relação pode ocasionar uma experiência muito emocionante e ao mesmo tempo preocupante, sobretudo se ambas as partes apresentam filhos.

Se se passou por uma relação difícil, iludir-se com um(a) nov(o)a parceiro(a), depois da experiência anterior, pode ajudar a sentir que realmente vale a pena compartilhar e levar à tentação de estreitar rapidamente o compromisso.

Poder-se-à considerar que há três pilares básicos nas relações amorosas: a paixão, a intimidade e o compromisso.

Geralmente na primeira etapa da relação, a paixão é o pilar fundamental, conforme a relação avança e se vai incrementando a intimidade do casal através da comunicação e depois de um período relativamente duradouro vai-se estreitando o vínculo do compromisso.

Quando em casal, um dos membros ou ambos têm filhos de anteriores relações, este ciclo pode ser alterado.

Casos há em que se pode acelerar o processo, mas seguindo a mesma ordem; a paixão, a intimidade e o compromisso podem ir aparecendo numa ordem diferente do ciclo “habitual”; ou também existe a possibilidade de se converter num ciclo excessivamente lento.

O facto de ambos os membros do casal terem filhos, sobretudo se são pequenos, pode expô-los a ambientes com variações constantes, sobretudo dentro da esfera familiar.



Nestas relações, a paixão pode ver-se reprimida em comparação com os casais que iniciam a sua relação sem filhos, devido ás responsabilidades e à procura de atenção que supõe o cuidado das crianças.

A intimidade pode desenvolver-se progressivamente ao longo da relação, ainda que o vínculo do compromisso já esteja estabelecido previamente.

Há ocasiões em que pode ocorrer tudo ao contrário, que se prolongue a relação de noivado, já que é bastante frequente que apareçam resistências nos membros do casal, na hora de avançar na relação e comprometer-se, pelo facto de haver filhos adultos, que se mostram pouco entusiasmados em conhecer a pessoa, que o pai ou a mãe se enamorou.

Geralmente os filhos de pais separados pensam ser capazes de fazer qualquer coisa para unir de novo os progenitores, ainda que já tenham presenciado verdadeiras situações de conflito entre ambos.

Admitir e sobretudo aceitar que o seu pai ou a sua mãe tenham um novo parceiro, não tende a ser tarefa fácil para eles e esta situação dos filhos, dificulta a evolução da nova relação dos pais.

Sem dúvida, não há que desesperar-se, a relação pode ser bem sucedida se ambas as partes, com os seus respectivos filhos, se adaptarem favoravelmente à nova situação, abordando abertamente as possíveis diferenças e conflitos, de forma construtiva para o desenvolvimento do novo núcleo familiar.


As dificuldades que surjam, como tudo na vida, podem requerer um esforço extra e levar algum tempo.

A comunicação honesta e sincera é a melhor estratégia, falar das emoções, ilusões e medos é o caminho.

Também é importante abordar as questões práticas: até onde estão dispostos a implicarem-se nas questões domésticas, na economia, na educação dos filhos, etc.

As relações humanas, como todo e qualquer sistema, necessitam de organização e planificação, que são fundamentais para abordar e superar os problemas que vão surgir.

É melhor incluir os filhos nesta planificação, de maneira que notem que têm certa sensação de controlo nas situações em que geralmente podem dar opinião e que afectam as suas vidas.

Ainda que, considerando que há muitos filhos que têm sérias dificuldades para aceitar que os seus pais tenham novo parceiro, deve ficar bem claro que há as questões que não são “negociáveis” e não admitir chantagens emocionais.



Para tua introspecção:


- Já viveste ou conheces casais que vivam uma situação semelhante?

– Quais os problemas que pensas que podem surgir?


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2 comentários:

Paula Raposo disse...

Conheço. Beijos.

xistosa, josé torres disse...

Paula Raposo

A vida finta-nos e leva-nos a pontos inacessíveis que temos que escalar.
Talvez não tenhamos as forças suficientes.
Já escrevi aqui sobre este flagelo que põe todos loucos ...

Nem escrevo mais.
A vida é cruel ... ou alguém a fez ou faz assim.