Praticamente todas as culturas e civilizações do planeta se basearam em ilusões de óptica e truques de ilusionismo para argumentar poderes mágicos ou espirituais.
Não obstante, na China, encontramos uma das mais raras e curiosas ilusões: os espelhos mágicos.
Nos mesmos, diziam os sacerdotes, encontravam-se os espíritos e todos os dados sobre o futuro.
Se bem que isto seja uma declaração pomposa, o público, normalmente camponeses de pouca ou nenhuma iliteracia, ficavam atónitos, quando ao fazer incidir uma luz sobre um espelho, este era capaz de criar complexas formas ou figuras, sobre as paredes, ao reflectir a luz incidente.
Estes espelhos metálicos, geralmente de bronze e provenientes da dinastia Han Ocidental, (206 a.d. – 24 d.c.), tinham numa face símbolos ou figuras e a outra face era altamente polida, como se se tratasse de um espelho.
Não havia explicação e ninguém sabia, realmente porque é que isto ocorria, ou seja, como é que o reflexo duma luz, formava as figuras da face oposta.
Estes espelhos combinavam princípios ópticos e mecânicos, com uma metalurgia altamente desenvolvida.
A imagem da outra face seria reflectida, por exemplo, numa parede.
O conhecimento de como se fabricavam perdeu-se durante a dinastia Song, (960-1127) e permaneceu um mistério até ao ano de 1975.
Levou quase 200 anos para encontrar uma explicação científica.
A primeira, sairia das mãos do cristalógrafo britânico, no século XIX, Sir William Bragg.
Afirmou que tal fenómeno ocorria devido ás diferentes densidades da superfície reflectora do espelho de bronze.
Não obstante, seria Ron Edge, do Departamento de Física da Universidade de Carolina do Sul, quem descobriria, depois de aturados estudos à superfície dos espelhos, com raios de luz concentrados, que na realidade o reflexo da imagem formava-se a partir de uma série de arestas e elevações imperceptíveis na superfície, as quais imitavam perfeitamente o desenho da outra face.
As mesmas só se encontravam 0,1º sobreelevadas da face reflectora.
Estas “imperfeições” são criadas com como um subproduto do processo de fabricação do adorno.
É por esta razão que, ao reflectir a luz, geram-se contornos muito claros, seguidos de linhas de menor intensidade.
Assim conseguiam um reflexo muito explícito e igual ao que estava na outra face.
ESPELHO MÁGICO
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2 comentários:
Boas meu bom amigo,
Esta não conhecia eu, extraordinário espelho esse e que deixa a pensar como será possível, não conhecia e gostei de ver e o filme é bem elucidativo deste teu belo post.
Grande abraço tuas melhoras e um bom Carnaval para ti,
Nuno
Nuno de Sousa
Obrigado pelas palavras e os desejos de um bom Carnaval.
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