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Penso muito nisto: as mais belas canções da história da
música moderna têm como base quatro ou inclusivamente três simples acordes
repetidos em espiral.
Convido-vos a que desnudem tudo dos Beatles, desnudem qualquer tema de Bob Dylan e verão que a sua estrutura é só isso: quatro acordes básicos combinados de uma maneira ou de outra.
“Let it be”: quatro acordes; “Knockin on heaven’s door”: quatro acordes; “Enjoy the silence”: quatro acordes.
Isto não vai com música, amor.
Só é um exemplo que demonstra o muito que complicamos a beleza que esconde o nosso.
Oxalá que se desnude e me permita desfrutar do seu corpo básico, sem o arpejo da sua saia, sem o refrão do seu sutiã.
Sem a base maquilhado do seu rosto, sem os coros das suas dúvidas, sem esses golpes de bombo e pratos, que são os seus batimentos e as minhas palmas.
Convido-vos a que desnudem tudo dos Beatles, desnudem qualquer tema de Bob Dylan e verão que a sua estrutura é só isso: quatro acordes básicos combinados de uma maneira ou de outra.
“Let it be”: quatro acordes; “Knockin on heaven’s door”: quatro acordes; “Enjoy the silence”: quatro acordes.
Isto não vai com música, amor.
Só é um exemplo que demonstra o muito que complicamos a beleza que esconde o nosso.
Oxalá que se desnude e me permita desfrutar do seu corpo básico, sem o arpejo da sua saia, sem o refrão do seu sutiã.
Sem a base maquilhado do seu rosto, sem os coros das suas dúvidas, sem esses golpes de bombo e pratos, que são os seus batimentos e as minhas palmas.
Deixe-me só tocar os seus quatro acordes e eu
“colocarei” a voz, assim tão simples.
Penso nisto enquanto conduzo o táxi ocupado por si.
Precisamente começou a soar pela rádio outro desses temas ‘fazedor’ de vontades: New Year’s Day dos U2.
Este é mais fácil: só tem três acordes.
Na verdade inventei o nosso, não há nada nosso ou pelo menos nunca houve.
A nossa história começou há apenas cinco minutos.
Ela levantou-me a mão, eu parei o meu táxi, entrou rapidamente e indicou-me o destino.
Mas agora, ainda que não se dê conta, o acorde La menor acaricia-lhe o pescoço e infiltra-se discreto pelo seu decote.
E depois o Do menor enquista-se nos seus lábios e actua, talvez, como anestesia, porque não os move.
Penso nisto enquanto conduzo o táxi ocupado por si.
Precisamente começou a soar pela rádio outro desses temas ‘fazedor’ de vontades: New Year’s Day dos U2.
Este é mais fácil: só tem três acordes.
Na verdade inventei o nosso, não há nada nosso ou pelo menos nunca houve.
A nossa história começou há apenas cinco minutos.
Ela levantou-me a mão, eu parei o meu táxi, entrou rapidamente e indicou-me o destino.
Mas agora, ainda que não se dê conta, o acorde La menor acaricia-lhe o pescoço e infiltra-se discreto pelo seu decote.
E depois o Do menor enquista-se nos seus lábios e actua, talvez, como anestesia, porque não os move.
E logo entra em cena o Mi menor e aferra-se ás suas
pálpebras e puxa-as e não pode evitar o seu peso e pouco a pouco vão-se
fechando.
E assim se mantém, imóvel e com os olhos fechados, até que entra o estribilho e nisto inclina a cabeça e recosta-se como em clave de Sol.
Com a cabeça apoiada no vidro até ao final do trajecto.
Chegamos ao seu destino.
Definitivamente segue inebriada pela simplicidade de uma música que nos unirá para sempre.
Volto-me.
Olho-a.
Está linda.
Passam uns momentos mas não reage.
Preocupo-me.
Decido sacudir-lhe a perna.
De súbito tem um estremecimento e abre os olhos:
- Oops! Adormeci!
Paga-me a “corrida” e parte.
Nota: Pensei que era a mulher da minha vida, mas não.
Era só surda.
E assim se mantém, imóvel e com os olhos fechados, até que entra o estribilho e nisto inclina a cabeça e recosta-se como em clave de Sol.
Com a cabeça apoiada no vidro até ao final do trajecto.
Chegamos ao seu destino.
Definitivamente segue inebriada pela simplicidade de uma música que nos unirá para sempre.
Volto-me.
Olho-a.
Está linda.
Passam uns momentos mas não reage.
Preocupo-me.
Decido sacudir-lhe a perna.
De súbito tem um estremecimento e abre os olhos:
- Oops! Adormeci!
Paga-me a “corrida” e parte.
Nota: Pensei que era a mulher da minha vida, mas não.
Era só surda.
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1 comentário:
gosta de dar música o nosso taxista!
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