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"Como sempre afirmei e continuo a afirmar, sou imortal e até agora não há ninguém que me possa contradizer.
É esta imortalidade que me dá para viver !!!"
Não há motivos para o optimismo.
Roubam-nos mesmo nas nossas fúcias, olhem Chipre e 'aqui ao lado', Falete, salta para uma piscina cheia de 'piranhas' e bate um novo recorde mundial (digo eu).
A anestesia existencial entorpece-nos o juízo e até os hospitais psiquiátricos serão a pagar.
No entanto ainda nos resta um certo espaço entre o água e o tecto, essa baforada de ar prévia à asfixia, e a cada qual a sua.
No meu caso é isto mesmo, as palavras que agora estás a ler e continuarás a ler, ainda que só seja por curiosidade em saber como termino o presente post, se acabarei por morrer antes de ti, ou no fim sairei do armário, (muitos continuam a acreditar que sou maluco, ou lunático, ou gay … sei lá), ou escrevendo uma dessas frases que dissecam a alma.
Roubam-nos mesmo nas nossas fúcias, olhem Chipre e 'aqui ao lado', Falete, salta para uma piscina cheia de 'piranhas' e bate um novo recorde mundial (digo eu).
A anestesia existencial entorpece-nos o juízo e até os hospitais psiquiátricos serão a pagar.
No entanto ainda nos resta um certo espaço entre o água e o tecto, essa baforada de ar prévia à asfixia, e a cada qual a sua.
No meu caso é isto mesmo, as palavras que agora estás a ler e continuarás a ler, ainda que só seja por curiosidade em saber como termino o presente post, se acabarei por morrer antes de ti, ou no fim sairei do armário, (muitos continuam a acreditar que sou maluco, ou lunático, ou gay … sei lá), ou escrevendo uma dessas frases que dissecam a alma.
Com
frequência, quando ligo o monitor e me disponho a teclar tenho uma branca, abro
os olhos e penso nas unhas daquela utente que viajou no meu táxi esta mesma
tarde, ou no cheiro a eucalipto daquele cego que depois se sentou no banco ao
lado do meu (se fechar os olhos, ainda me cheira a eucalipto), ou na tanga que
guardo religiosamente debaixo da almofada sem a qual se torna impossível
dormir, e então, surgem as palavras e vejo coisas no monitor e teclo, vítima de
uma paixão desmedida e, o tempo detém-se, como naquela vez que te beijei, uma
segunda-feira e, ao abrir os olhos, já era terça e nenhuma troika, nem nenhuma
Merkel, ou sequer um láparo ou um licenciado de merda, em merda, poderão com isso.
Não me
poderão tirar este último alento que contenho, ainda que, mesmo com o risco de ficar roxo,
porque toda a capacidade expressiva, toda a obsessão, me tornam imortal.
O deles é imoral e eu sou imortal agora.
Ganho-lhes por um "r".
De raiva, suponho.
O deles é imoral e eu sou imortal agora.
Ganho-lhes por um "r".
De raiva, suponho.
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