O VIDEIRINHO

segunda-feira, maio 20, 2013

MORTE-EM-PÉ

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Uma égua e um cavalo. 

A égua está com o cio. 

O cavalo aproxima-se da égua e coloca-se atrás dela. 

A égua não se move. 

O cavalo cheira-a brevemente e tem uma erecção repentina. 

A égua continua na mesma posição. 

O cavalo agita-se e num só impulso monta a égua. 

Penetra-a com facilidade. 

A égua continua quieta e não demonstra nenhuma agitação. 

O cavalo acelera o seu vaivém e em menos de um minuto detém-se por completo. 

Quase se deixa cair sobre o lombo da égua e não parecem incomodados um com o outro. 

O membro do cavalo relaxa-se e retrai-se. 

Por fim o cavalo coloca as quatro patas no solo. 

A égua nem sequer se volta para vê-lo e ao fim de uns momentos dá uns passos para diante, como se nada se tivesse passado. 

O cavalo tarda um pouco em recompor-se. 

 

Respira profundamente e dá meia volta. 

Tudo permanece na mesma. 

Creio que não são os dedos polegares, nem a linguagem, nem a capacidade de nos reconhecermos num espelho, nem a habilidade de somar e subtrair, nem a de viver em sociedade, o que nos faz diferentes dos animais. 

Não é isso, senão o facto de que desejamos sexualmente alguns indivíduos da nossa mesma espécie e a outros não. 

Somos diferentes porque escolhemos o nosso par e não saltamos para cima d@ primeir@ que aparece pela frente, mas sim com aquele ou aquela que nos inspira algo, ainda que seja banal. 

Temos fantasias elaboradas onde o sexo não é a única coisa que importa, mas sim a maneira e o que isso significa. 

 

E a nossa resposta sexual é directamente proporcional à admiração que nos suscita o outro e também ao amor. 

Ou pelo menos assim deveria se. 

Porque se há gentes que têm relações sexuais como o dos cavalos, ou dos cães ou qualquer outro mamífero, insecto ou ave, em que a alma não está envolvida e chegam a converter-se num ser cego, dominado pela parte genital… seria um golpe muito duro para os partidários da evolução. 

Se vai fazer-se, que se faça com paixão e se for possível que seja o melhor. 

Envolver o cérebro nestes assuntos nunca é demais. 
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2 comentários:

Táxi Pluvioso disse...

Saltar para cima da primeira que aparece não é má política, pelo menos fica-se com mais histórias para contar.

Jose Torres disse...

E não se perde a elasticidade...