.
Foi
um encontro fácil, rápido, um encontro “ás escuras”, ás cegas.
Tinha escolhido
o mais atrevido das suas roupas de “guerra”, a mini saia mais curta, a t-shirt
mais justa e decotada e as sandálias mais altas, sorriu ao olhar a sua roupa
interior... tudo o mais, para os momentos menos, pensou.
Sombra e rímel nos
olhos, lápis fino marcando os lábios e brilho nos mesmos, ressentimento no
coração.
Ela sempre foi das que pensaram, “combater o fogo com fogo” e,
esta noite, ia colocar em prática este lema.
O encontro foi divertido, houve
rápida cumplicidade, muitos sorrisos, jogos de palavras, gestos provocativos,
por isso, quando ele tilintou as chaves do carro na sua mão, não hesitou.
A
noite aliou-se com eles, aromas de verão, suave brisa, estrelas, mar.
Estendidos
sobre a toalha, as mãos brincavam com a areia da praia ainda morna, os lábios
ávidos recriavam-se sobre o seu pescoço.
Começava a deixar de pensar, queria
somente sentir.
Notou as mãos masculinas por debaixo da sua t-shirt e ainda
teve uma lembrança para o ausente, para ele, que a tinha levado a cumes
insuspeitados de desejo e prazer.
Quando os dedos desceram, deslizando pelo seu
ventre, separando-lhe as pernas, recordou o seu sorriso, apertou fortemente os
olhos.
Uma pequena lágrima rolou-lhe pela face e um último pensamento cruzou a
sua mente: o amor é para ti, para ti.
.


Sem comentários:
Enviar um comentário