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A uns cinquenta metros do meu táxi vi um homem parado no passeio com óculos de sol, uma bengala e um cartaz de “TÁXI” entre as suas mãos.
O meu era o único táxi livre na rua, assim avancei vagarosamente até ele (o tráfico era intenso e a rua estreita, de sentido único) com a intenção de deter-me à sua altura, ajudá-lo a entrar e depois levá-lo onde desejasse.
Mas antes de consegui-lo sucedeu algo inesperado.
O carro anterior ao que me precedia, um VW Golf vermelho, deteve-se à altura do cego, abriu por dentro a porta do "lugar do morto" e depois de trocar umas palavras com ele, este dobrou a sua bengala e entrou no carro.
Buzinei desalmadamente.
Sem qualquer dúvida que aquele condutor se fez passar por taxista com a intenção de estafar o pobre cego.
Como a rua era estreita e apenas se interpunha outro carro, não tive outro remédio que esperar que o falso táxi se detivesse no semáforo seguinte para me acercar e censurá-lo pela sua falta de escrúpulos.
O meu era o único táxi livre na rua, assim avancei vagarosamente até ele (o tráfico era intenso e a rua estreita, de sentido único) com a intenção de deter-me à sua altura, ajudá-lo a entrar e depois levá-lo onde desejasse.
Mas antes de consegui-lo sucedeu algo inesperado.
O carro anterior ao que me precedia, um VW Golf vermelho, deteve-se à altura do cego, abriu por dentro a porta do "lugar do morto" e depois de trocar umas palavras com ele, este dobrou a sua bengala e entrou no carro.
Buzinei desalmadamente.
Sem qualquer dúvida que aquele condutor se fez passar por taxista com a intenção de estafar o pobre cego.
Como a rua era estreita e apenas se interpunha outro carro, não tive outro remédio que esperar que o falso táxi se detivesse no semáforo seguinte para me acercar e censurá-lo pela sua falta de escrúpulos.
Mas o trânsito estava fluido e o Golf continuou rua fora até ao cruzamento com a Rua do Bonfim e prosseguiu em frente para a Avenida Fernão de Magalhães.
Aí aproveitei e tentei ultrapassar outros carros para alcançá-lo.
Por sorte, um deles era um carro da Polícia.
Buzinei para chamar a sua atenção.
Enquanto avançávamos, o carro patrulha baixou o seu vidro e eu o meu.
Gritei para o agente da polícia:
- Detenham aquele Golf vermelho.
Sem mais nada foram atrás do Golf e eu também.
Foi abordado quando já se detinha no semáforo: o carro patrulha parou à sua esquerda e eu à sua direita.
Mas pouco depois de me deter e me dirigir para ele, fiquei pálido.
Aí aproveitei e tentei ultrapassar outros carros para alcançá-lo.
Por sorte, um deles era um carro da Polícia.
Buzinei para chamar a sua atenção.
Enquanto avançávamos, o carro patrulha baixou o seu vidro e eu o meu.
Gritei para o agente da polícia:
- Detenham aquele Golf vermelho.
Sem mais nada foram atrás do Golf e eu também.
Foi abordado quando já se detinha no semáforo: o carro patrulha parou à sua esquerda e eu à sua direita.
Mas pouco depois de me deter e me dirigir para ele, fiquei pálido.
Encontrei o cego virado para o condutor do Golf (um tipo loiro e bem parecido).
Estava a beijá-lo na boca.
Um dos polícias saiu do carro e aproximou-se de mim:
- Quer que detenhamos esses homens por se beijarem?
- Não... Desculpe.
- Você é xenófobo?
O polícia mandou-me à merda enquanto deixou que o condutor do Golf prosseguisse a sua marcha.
Nota:
Estou confuso.
Talvez o tipo do Golf já o conhecesse, ou já tivessem sido um par, ou até tivesse acontecido uma coincidência por sorte.
Ou talvez, por culpa de um farsante, fiquei sem saber a que sabe um beijo de um cego.
Estava a beijá-lo na boca.
Um dos polícias saiu do carro e aproximou-se de mim:
- Quer que detenhamos esses homens por se beijarem?
- Não... Desculpe.
- Você é xenófobo?
O polícia mandou-me à merda enquanto deixou que o condutor do Golf prosseguisse a sua marcha.
Nota:
Estou confuso.
Talvez o tipo do Golf já o conhecesse, ou já tivessem sido um par, ou até tivesse acontecido uma coincidência por sorte.
Ou talvez, por culpa de um farsante, fiquei sem saber a que sabe um beijo de um cego.
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2 comentários:
Crônica genial...simplesmente!
Obrigada pela visita.
Uma boa semana.
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