O VIDEIRINHO

sábado, junho 08, 2013

HERANÇA DE SILICONE (PARTE II)

… CONTINUAÇÂO 

A verdade é que o tipo era um charlatão. 

Tinha uma lábia incrível. 

Bom, como estava a dizer, a minha amiga voltou do quarto de banho, apresentou-se e, blá, blá, blá, convidou-nos para outra rodada e, no final, acabámos trocando números de telefone. 

O tipo encantador, telefona-me no dia seguinte e insiste para jantar com ele, nesse mesmo dia, num restaurante maravilhoso. 

Então pensei, por que não? 

Concordei e… comemos, rimos, vinho, copos e depois, convida-me para a sua casa; no final passou-se o que tinha de se passar. 

Levou-me para ao quarto, começámos… já sabes, com os amassos… tirou-me o vestido, o sutiã e justamente quando me chupava as mamas, desculpa, mas foi mesmo assim, começa a invadir-me uma paranoia do “catano”. 


Já te disse que era mais velho do que eu, mas assim tão perto, deu-me para imaginar que poderia ser meu pai. 

Não sei… tinha parecenças, inclusivamente tinha uma cicatriz atrás do pescoço parecidíssima e, apreciando bem, teria mais ou menos a mesma idade que o meu pai quando morreu. 

Mas com tudo isto, “deixei-me ir”. 

E dá-me muita vergonha dizer-te isto, mas em pleno pelejar juro-te que nunca antes me tinham dado semelhante queca. 


Imagina um tipo igualzinho ao meu pai “comendo-me”, perdão, succionando os mamilos, e eu entretanto a imaginar que está a tentar sugar-me, tal qual, como um bebé, não o leite materno, mas sim o silicone que precisamente ostento graças à morte do meu pai. 

E agora, não sei se parecerá bem voltar-me a encontrar com ele, o que achas tu? 

– Eu? 

Creio sinceramente que necessito de apanhar ar e de umas férias. 
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