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Ainda que se veja idêntica, continua sendo falsa.
Clonar a minha mulher, via-a como uma boa ideia a princípio — principalmente para que o nosso filho não tivesse que lidar com a morte da sua mãe — mas agora dou-me conta do grave erro que cometi.
Desde que está connosco, em nossa casa, não faço mais do que arrepender-me.
A pobre não se dá conta do motivo porque a desprezo, mas se soubesse que na realidade não é ela, seguramente entenderia o que sinto quando tenta beijar-me, quando tenta acariciar-me, quando tenta iniciar uma conversação.
De há uns meses a esta parte, deitar-me a seu lado faz-me sentir como se tivesse uma nota de 100 euros de cor vermelha, ou uma vaca que dá leite materno.
Hoje perguntou-me porque tento esquivá-la a todo ou qualquer momento.
“Já estás morta” deveria ter-lhe replicado, mas não me atrevo a feri-la.
Não lhe posso dizer isso à minha esposa, por mais que ela não o seja.
Esta também é a idade de silicone, tudo é tão falso como a nota que mencionei, já só falta que nos clonem.
E é tudo o que necessitamos… ser clonados, algo que eu mesmo já senti quando li um comentário com o meu nome e não ter sido eu a fazê-lo.
Na Argentina foi apresentada uma vaca clonada que será capaz de produzir “leite amaternizado” quando for adulta.
É uma criação do Instituto de Tecnologia Agropecuaria (INTA) e da Universidade Nacional de San Martín.
Os cientistas informaram que há uma alta probabilidade de que “Rosita ISA” (o nome de baptismo do bicho), passe os seus genes modificados à sua descendência, criando uma nova raça de vacas produtoras de leite humano, evitando que tenham de passar pelos processos de intervenção genética porque ela passou.
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