Os portugueses mais jovens, que no meu caso são quase todos, lembrar-se-ão desta época de crise com pesar, não só pelos bens perdidos, como também os males, que não param de crescer.
Os políticos mais dados à futurologia sabem que face aos dados actuais podem converter-se em videntes contemplando tudo negro.
Victor Gaspar, que alguns apaniguados já enterraram ou pelo menos tentaram, mas outros outorgam-lhe o estatuto de salvador prepara-se para dar um salto em frente, mesmo estando à beira do abismo em que se transformou esta quinta.
Vai viabilizar o intransitável caminho para o futuro próximo que começou há pouco tempo.
Não sei se baixou a guarda das pensões ou ás pensões já que se lhes augura um défice em poucos anos e deixou de reclamar, em surdina, para se alargar a vida laboral e travar as pré-reformas.
Os políticos mais dados à futurologia sabem que face aos dados actuais podem converter-se em videntes contemplando tudo negro.
Victor Gaspar, que alguns apaniguados já enterraram ou pelo menos tentaram, mas outros outorgam-lhe o estatuto de salvador prepara-se para dar um salto em frente, mesmo estando à beira do abismo em que se transformou esta quinta.
Vai viabilizar o intransitável caminho para o futuro próximo que começou há pouco tempo.
Não sei se baixou a guarda das pensões ou ás pensões já que se lhes augura um défice em poucos anos e deixou de reclamar, em surdina, para se alargar a vida laboral e travar as pré-reformas.
Tirada DAQUI
Mas aumentou a diminuição de tudo, ou quase tudo o que cheira a dinheiro; também aumentará o que mexe e o que está quedo.
A esperança de vida é isso mesmo, uma esperança que foi alargada.
Se temos essa esperança, estamos em condições de trabalhar mais uns anos, mas também temos que mexer os braços para lutar contra o prato, armados de faca e garfo.
É inexorável que quanto mais vida, mais comida.
Quando se dispara o custo da dívida, é sempre para os mesmos, os feridos e os mortos.
Tem uma grande pontaria, mas não diferencia nacionalidades, mas sim classes.
A prova disto é que 80 milhões de europeus vivem na miséria, que é um não-viver ou um sem-comer, circunstância que dificulta muito e de que maneira, fazer a digestão.
Por isso foi declarado 2010, “Ano europeu da luta contra a pobreza e exclusão social”.
E tudo ficou cada vez mais na mesma.
A esperança de vida é isso mesmo, uma esperança que foi alargada.
Se temos essa esperança, estamos em condições de trabalhar mais uns anos, mas também temos que mexer os braços para lutar contra o prato, armados de faca e garfo.
É inexorável que quanto mais vida, mais comida.
Quando se dispara o custo da dívida, é sempre para os mesmos, os feridos e os mortos.
Tem uma grande pontaria, mas não diferencia nacionalidades, mas sim classes.
A prova disto é que 80 milhões de europeus vivem na miséria, que é um não-viver ou um sem-comer, circunstância que dificulta muito e de que maneira, fazer a digestão.
Por isso foi declarado 2010, “Ano europeu da luta contra a pobreza e exclusão social”.
E tudo ficou cada vez mais na mesma.
Tirada DAQUI
E por isso digo, teremos, ou melhor, terão, nostalgia desse tempo difícil quem o atravessou.
Sobretudo se são jovens e imigrantes.
A nostalgia, segundo Juan Ramón Jiménéz, tem algo a ver com os ocasos da alma, exige uma certa perspectiva.
É um sentimento que por muito que hospedemos sempre nos parece um intruso que se tem colado sem permissão ao coração.
Ás vezes não invade antes o facto que o suscita e por isso tinha razão quem disse que o melhor momento do amor é o subir as escadas.
Com a condição, claro, de que ela não viva num décimo andar.
Terão nostalgia de Portugal os imigrantes que agora estamos a desejar descartar e os que desejamos ver partir sem agradecer-lhes os relevantes serviços prestados?
Não é improvável, porque sucede confundir-se com a biografia de cada um.
Quem o provou sabe-o.
Sobretudo se são jovens e imigrantes.
A nostalgia, segundo Juan Ramón Jiménéz, tem algo a ver com os ocasos da alma, exige uma certa perspectiva.
É um sentimento que por muito que hospedemos sempre nos parece um intruso que se tem colado sem permissão ao coração.
Ás vezes não invade antes o facto que o suscita e por isso tinha razão quem disse que o melhor momento do amor é o subir as escadas.
Com a condição, claro, de que ela não viva num décimo andar.
Terão nostalgia de Portugal os imigrantes que agora estamos a desejar descartar e os que desejamos ver partir sem agradecer-lhes os relevantes serviços prestados?
Não é improvável, porque sucede confundir-se com a biografia de cada um.
Quem o provou sabe-o.
Poeta espanhol galardoado com o prémio Nobel da Literatura.
Escreveu, também, “Platero y yo” (1917), uma fantasia fundida com realismo nas relações de um homem com o seu burro.
Este é o livro espanhol traduzido em mais línguas (juntamente com D. Quixote, de Miguel de Cervantes).
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2 comentários:
Zé, faz uns 15 dias que nosso iluminador filho de portugueses que aqui moram passou um mês aí e voltou maravilhado com Portugal. Ficou hospedado na casa dos avós que ae moram Não negou que existam mendigos , mas que estes pagam o minimo para uma hospedagem do governo que sempre há. Me falou dos impostos que são baixos e qualquer um pode ter celulares de boa qualidade por poucos euros. Falou da limpeza das ruas e de como é bom morar em Portugal.Todo mundo tem carro bom que aqui é de luxo e pagam menos da metade daqui.
Me lembrei que paguei 500 reais por um celular samsung e que em época de fins de ano a rua cheira a xixi e cheia de lixo, porque porque aqui se jogam lixo pelo chão. A companhia de limpeza gasta milhões retirando o lixo, dinheiro este que ajudaria construir hospitais públicos. E o preço dos carros? Uma vergonha. Pergunto o que é crise em Portugal?
Ray
Ray Gonçalves Mélo
Não pode ser que ele tenha estado em Portugal... ou então alguém lhe contou histórias... e não lhe mortrou a realidade.
Cidades limpas, mais ou menos, mas impostos baixos?
Só para quem não tem que pagar, porque está de passagem...
Os celulares talvez sejam mais baratos relativamente ao preço em reais e ao nível de vida.
mas o restante, casas, carros... é tudo caríssimo para o nível dos nossos ordenados (salários).
O número de pobres... aumentou assustadoramente nos últimos anos.
Temos os políticos que merecemos porque votamos neles...
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