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A fumaça da extraordinária sopa que se exala da selva, manifesta-se fisicamente em forma de mão.
Os dedos engancham-se nos orifícios do nariz de um indígena e a vítima, seduzida, deixa-se levar de bruços, levitando horizontalmente, serpenteando sobre o ar até chegar ao lugar donde se origina o aroma.
As verduras fervem numa imensa panela enquanto um bruxo revolve a água borbulhante com o seu bordão.
O indígena, notando o perigo, esperneia no ar tentando desprender-se do fumo e enquanto avança até à panela onde será cozinhado, ocorre-lhe tapar o nariz.
Automaticamente o feitiço desaparece, cai ao chão e ao ver o bruxo desarmado, opta pela melhor estratégia.
Desembainha a sua adaga que pende da sua cintura e corre até ao seu inimigo, decidido a esquartejá-lo em pedaços, arrojar as extremidades para a panela e cozinhar um lauto e suculento jantar.
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