Segunda-feira, Março 30, 2009

ALONGAR O PÉNIS ou PROLONGAR O COITO ???

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Ainda não nos libertámos da obsessão de alongar o pénis, quando nos propomos prolongar o coito …

A sexualidade masculina, com frequência, vê-se acometida de complexos e inseguranças; é que o estereótipo masculino do varão sexualmente especialista, de cuja responsabilidade depende o deleite da sua companheira, conti
nua a causar estragos entre os homens, que todavia são vitimas desta tradição machista que entende que “o prazer feminino é coisa de homens”.

Desde logo e por sorte, cada vez se sonha mais com a distante expressão sexo forte, para referir-se à sexualidade masculina.

Nem anatómica, nem fisiologicamente, o é: e supostamente tal como se constata vulgarmente pelas preocupações femininas, maioritariamente giram em torno à sua falta de motivação e interesse pelo sexo, elas circundam em torno da insegurança sobre a sua capacidade e competência sexuais.

Neste contexto, não é de estranhar que o mercado publicitário tenda a oferecer supostos produtos afrodisíacos para ela, enquanto para
eles, oferecem, uma mão cheia de nadas, ou quanto muito auto-estima.

Uns mais gerais do género, “melhora a tua vida sexual” ou “se queres podes”, como se isto fosse uma máquina de refrescos onde se inserta só a moeda, e outros que vão mais longe, “Alonga o teu pénis” ou “Queres que as tuas relações durem mais?”.

Aliás, esta última, de tão polémica que foi, levou as autoridades no Reino Unido , Autoridade de Padrões Publicitários, (ASA, sigla em inglês de, Advertising Standards Authority) a explicar a retirada dos anúncios publicitários, sobre a dita pergunta.


Colocados em 196 locais com grande visibilidade e em todo o país.

Trata-se de uma campanha promovida por um instituto médico que oferece tratamentos farmacológicos para as disfunções sexuais masculinas mais frequentes e concretamente para a ejaculação precoce.

Claro está que a motivação para questionar a pertinência, da dita publicidade por parte da ASA, responde a pressões de grupos que consideram a ofensiva inapropriada.

Ofensiva ?

Entramos no terreno sempre acreditado da intolerância quando se dá suporte ao argumento da ofensa, para as proibições.

Inapropriada?

Provavelmente,
mas para não sugerir a possibilidade de desfrute sexual, mas sim de falácia que encerra a dita proposta ou publicidade, que aproveita a pertinaz insegurança masculina sobre a capacidade para retardar o coito.

O problema é que debaixo do maior desfrute, apresenta-se a relação sexual como se fosse um exercício de ginástica de resistência, onde no lugar de suscitar prazer “o enlace”, se propõe a duração do acto como fim.

Com muita frequência assistimos a casais em que o prazer descarrilou, confundido com o propósito de alcançar fins pouco ou nada realistas.

Por esse motivo, aproveito para reafirmar que os homens
jovens e até alguns, talvez menos jovens, submetidos a uma estimulação constante, tendem a ejacular num curto espaço de tempo.


E muitas mulheres não conseguem o orgasmo através da penetração vaginal, por muito que se esforce o companheiro.

E o mais curioso é que nenhuma destas respostas se podem considerar como disfuncionais.

É óbvio que existem homens com problemas de ejaculação precoce, que merecem todo a atenção médica e que vão beneficiar de todos os recursos terapêuticos conhecidos, entre eles a farmacologia, e entre este alguns ou algum que será lançado muito brevemente, como uma dapoxetina, um inibidor do “capacitar de novo” da serotonina, com o nome comercial de “Priligy”.

Não obstante, isto não deveria confundir-se com a “passagem” à dopagem sexual, uma forma mais de vício sexual, em que os verd
adeiros problemas, por deficit de auto-estima e insegurança de alguns homens os pode desviar e expor como “nobres propósitos” de aumentar a sua capacidade de dar prazer à sua parceira.

Ajudaria muito a superar estes problemas quando, particularmente o homem, se vê correntemente “enfrentado” pelo sexo “como um trabalho” (provavelmente grato como nenhum outro, mas trabalho) empenhado em conseguir dar prazer á sua parceira, se questiona se no fundo não está aplacando os seus próprios fantasmas interiores.



Para tua introspecção: - Durante o coito, estás mais centrado em dar prazer à tua parceira – inclusive o orgasmo – que no teu próprio prazer?

– Consegues entender a tua parceira mais preocupada com o teu orgasmo que com o seu prazer?

– Se pudesses atrasar o coito á tua vontade, quanto poderias prolongar a ejaculação?

- E se pudesses atrasar a ejaculação da tua parceira, quanto tempo prolongarias o coito, mantendo-te sem ejacular?


QUE POSIÇÕES GOSTAM OS HOMENS ?




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