Terça-feira, Março 03, 2009

TABAGISMO

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VAMOS DEIXAR DE FUMAR




Deixar de fumar não é assim tão fácil como muitos supõem.

Uma vez adquirido o vício, este converte-se num hábito essencial.

Portanto há que descartar a ideia de que abandonar o tabaco se resolve em todos os casos, com o esforço e a voluntariedade do fumador.

Quando o fumador decide deixar de fumar, passa por uma série de processos temporais de atitude perante o hábito.

Na fase do enfoque ou de projecto, ou até de atenção ao problema, o fumador fixa-se nas possíveis consequências negativas para a saúde.

Começa a ser um fumador dissonante, ou seja, fuma, mas sabe que é mau fazê-lo.

A etapa seguinte da acção é que sabem que, quem fuma, isso faz-lhe mal e deixa de fumar.

Esta é uma fase que se tende a repetir diversas vezes dependendo da evolução da dependência.

Na fase de consolidação ou manutenção (conservação) estão aqueles fumadores que conseguem seis meses de abstinência e ainda que não fumem nada, até aos 12 meses não se podem considerar ex-fumadores.

Por último, encontra-se a fase da recaída.

Dá-se numa percentagem variável de casos e é acompanhada duma grande perda da auto-estima.



Como começar.

Primeiro e o mais importante, há que conhecer as razões porque quer deixar de fumar.

Podem ser: melhorar a saúde em todos os aspectos (como ter dor de garganta, tosse, fadiga depois de algum exercício, repetidas infecções …); dar exemplo aos filhos e não piorar a saúde deles, deixar de ter mau hálito, dentes amarelados, rugas, etc.

Também e o mais importante é ter em conta que ao fumar se podem contrair várias enfermidades cardiovasculares ou piorar outras, como a obesidade; mesmo assim, há sempre a grande probabilidade de vir a contrair vários tipos de cancro.

Por isso há que tomar uma decisão positiva:

TENHO QUE DEIXAR DE FUMAR!!!


E nos dias seguintes deverá realizar a mesma reflexão cada vez que tenha vontade de fumar.

Tomar esta decisão, gera de imediato uma defesa na ânsia de fumar.

Deve definir uma data, a qual fará uma mudança radical de vida, como um “antes” e um “depois”.

A decisão e o abandono de fumar deve ser uma escolha de poucos dias e não uma decisão de pouco a pouco e durante meses.

Talvez a pior parte esteja nos três primeiros dias, a partir do quinto dia, a ânsia de fumar é menos intensa e mais fácil de superar.

Para levar avante esta fase deverá auxiliá-la com uma dieta, que será uma grande ajuda.

E nunca esquecer que ante o desejo de fumar, deverá respirar profundamente, relaxar-se, beber água, mastigar chicletes e no caso de apresentar insónias, evitar o café á noite e fazer exercício físico.

Quem sofre de prisão de ventre, deve comer alimentos ricos em fibra, como cereais (escolha os que têm menos açúcar), verduras, etc.

Não se esqueça que ao fim de um ano sem fumar, o risco de padecer de insuficiência coronária será 50 % menor do que a de um fumador.

A dieta vai ser fundamental no período inicial, durante o qual deverá comer alimentos ligeiros e dar prioridade a frutas e legumes, que para além de facilitarem a abstinência, são fontes de vitamina C e B.

Evitar comer fritos e se possível guisados.

Não abusar do açúcar, porque este pode impedir a absorção de certas vitaminas que são fundamentais para estes dias (porque melhoram a função nervosa).




Evite comer condimentos fortes, mostarda, pimentas, chili, porque produzem ânsia de fumar.

Na etapa seguinte, deverá ingerir muitos líquidos, cinco a seis copos ao dia, ou sumos de fruta natural, sem adição de açúcar ou beber leite.

É importante para eliminar a nicotina e para evitar a ansiedade, além de ser necessário para o sistema nervoso.

Evite tomar café ou chá, que são estimulantes do sistema nervoso e geram ansiedade de fumar.

Não ingira álcool.

Mesmo assim é muito bom tomar frequentes banhos durante a primeira semana de abstinência, já que a pele, é um órgão excretor e ao estimulá-la com a água do duche, esta ajudará a passar a abstinência e a “limpar” a nicotina do corpo.

Aumente os níveis de oxigenação, fazendo profundas inspirações de ar, sobretudo depois das refeições.

Mova-se … passeie, depois das refeições.

Por último e talvez o mais relevante, é a ajuda do exterior.

Conte com os amigos e familiares para o apoiarem no objectivo traçado.

Existem diversas técnicas para deixar de fumar, se tudo falhou.

A reflexologia é uma delas, já que existe uma relação entre os pés, os pulmões e o sistema nervoso.

Usa-se como método para deixar de fumar, relaxando o sistema nervoso e estimulando a desintoxicação do organismo.

Também se podem utilizar adesivos ou emplastros e chicletes de nicotina, os quais, além de serem vendidos sem receita médica, logram suavizar os sintomas da abstinência.

A acupunctura ou a hipnose, como alternativa, utilizam-se como motivação durante os primeiros momentos.

Do mesmo modo se podem utilizar terapias relaxantes, como são os banhos quentes de imersão, saunas, massagens ou piscina.

Há quem utilize ervas, verbasco (Verbascum phlomoides), tussilago (Tussilago farfara - o seu nome em latim significa, dissipador da tosse), erva-santa ( Aloysia gratissima), salsaparrilha (Smilax Aspera), e rosmaninho (Rosmarinus officinalis).

A folha da lobélia (Lobelia cardinalis) é utilizada para fumar, em substituição do tabaco.

Há muitas mais ervas que podem ajudar.

Mas a maior ajuda, é o próprio possuir vontade férrea de deixar um mau vício.




Ou RADICALMENTE com eu:

Fumei durante muitos, muitos anos.

Foram 5 maços por dia, primeiro Português Suave sem filtro, depois Negritas, dos pequenos, mais tarde dos mais compridos e quando acabou esta marca, passei para o SG Gigante ou Marlboro.

O dia começava-me por volta das 7 horas da manhã e acabava depois da meia-noite.

Um dia, há cerca de 15 anos, eram 19H20m e não tinha tabaco.

O quinto SG tinha-se esfumado ...

Ia começar a trabalhar, até “ás tantas”.

Vi que já tinha fumado 5 maços.

Estava no meu Gabinete de desenho e disse para comigo:

- Não fumo mais!

Tive sorte.

Foi até hoje!


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6 comentários:

scrapie disse...

Bom post.E agora que o tabaco aumentou acresce mais uma razao para deixer de fumar.Os tabagistas deviam ser tratados como os outros toxicodependentes porque se alguem precisar de ajuda com medicamentos estes não são comparticipados.O que seria uma mais valia para a saude publica visto reduzir muitos problemas de saude.Da-se seringas e metadona a toxicodependentes e para os tabagistas reservam a força de vontade.Pois os tabagistas não tem o risco de propagar sida.Mas podem prejudicar a saude alheia tambem.

Táxi Pluvioso disse...

Não me toca. Só fumo quando sou preso.

Criativo de Galochas disse...

Xistosa, estou contigo e não abro.
Recentemente publiquei um post sobre o fumo.

Para quem estiver interessado, acesse http://criativodegalochas.blogspot.com/2009/02/quer-ter-uma-boa-ideia-pare-de-fumar.html

Abs

Marcus, Criativo de Galochas

xistosa - (josé torres) disse...

Táxi Pluvioso

Eu também estive preso ... (doutra maneira) ... há cerca de 15 anos soltei-me ...

xistosa - (josé torres) disse...

Scrapie

Nem sei quanto custa, nem as marcas que existem.
Mas fui um viciado de 5 maços por dia.
Tenho um amigo que fumava e gostava de bricolage.
Um dia estava a soldar qualquer coisa com o ferro que estava num suporte tipo mola.
Fumava.
Enganou-se e em vez de meter o cigarro à boca, meteu o ferro de soldar.
Foi remédio.Nunca mais fumou.

É o conselho que dou a quem quer deixar de fumar.
Compra um ferro de soldar, daqueles pequenos que parecem um lápis, com o respectivo suporte ... depois é esperar que tenha a sorte de se enganar ...

O governo deveria distribuir fósforos gratuitos a todos os fumadores ... quando deixam de fumar, incendeiam as florestas.

Mas o tabaco ajuda o governo, veja o imposto que o estado "recolhe" das pontas dos cigarros queimados ...

Não tenho a certeza, mas os adesivos que se vendiam, não sei como é agora, parece-me que eram comparticipados.
Parece-me!!!

xistosa - (josé torres) disse...

Criativo de Galochas

Não envio a resposta ao comentário ... fui levá-la na mão e já lá está.

Quantos mais fumarem e morrerem (não só do fumo) melhor. Mais espaço sobra para quem por cá continua.

Um abração.