Domingo, Março 29, 2009

DINHEIROS da IRA

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Todos esperamos com as mãos nos bolsos vazios, alguns assobiando, que o presidente do Estados Unidos se converta em Rei, (sim, tem que ser grande).

Mas não num monarca qualquer, mas sim no rei mago, Baltasar e governe as finanças.

De momento mobilizou outro bilião de dólares, com “b” de barbaridade, para limpar a banca, que está tão suja que sentimos náuseas em vê-la e por isso ninguém mais olha para ela.

É muito dinheiro para detergentes, mas não há outro remédio senão gastá-lo, já que os resíduos tóxicos têm entupido todos os canais.

“Merda do diabo”, chamava-lhe Papini ao dinheiro, apesar de que não o conhecia para além da vista, como sempre sucedeu à grande maioria dos escritores.


Touro em bronze perto de Wall Street

Agora converteu-se no grande ausente, mas penso que tem que estar nalguma parte.

Chega um momento em que os nómadas reaparecem.

O grande projecto da esperança negra é acabar com os especuladores, mas terá primeiro que fazer uma campanha colossal a favor da pena de morte e não são essas as suas convicções.

Não se sabe se o “Plano Geithner” está bem traçado, já que não se conhece até ao final.

Mas todos sabemos que o Tesouro dos Estados Unidos não é inesgotável, ainda que Barack Obama fique com alguns trocos.

Apesar de tudo, Barack Obama predica o optimismo, ou pelo menos uma esforçada presença da esperança.

Entre nós, talvez influídos pelo nosso Primeiro Ministro, consideramos o optimismo sistemático como a mais afortunada das doenças mentais.

Não a sofre o presidente do Fundo Monetário Internacional, Strauss Kahn, que já prognosticou que a crise provocará guerras nos países mais pobres.

Vem de encontro a Napoleão que dizia, que nas guerras morrem sempre os mesmos.

Para nós, a frente de batalha está em Wall Street e não no INEM.



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