Sexta-feira, Março 20, 2009

PERVERSÕES PARA NÓS E PARA OUTROS ???

.A internet é um meio que facilita o contacto entre pessoas que pertencem a grupos minoritários.

É talvez esta uma das principais chaves pelas quais a rede está a mudar as relações pessoais no planeta.

Gente que antes não tinha a mínima possibilidade de entrar em contacto com outras das mesmas afinidades, através da Web conseguiram unir-se e ganhar força.

Não obstante, este facto nem sempre conduz a situações - ou relações – positivas.

Deixando de lado o termo cruel da pedofilia, há ocasiões que a internet possibilitou situações insólitas e outrora inimagináveis.

Penso logo, por exemplo, no caso do canibal de Rotemburgo, Armin Meiwes.

Em 2001 colocou um anúncio procurando uma vítima.

Meiwes teve uma relação muito estreita com a sua mãe, uma mulher dominadora, que sempre o acompanhou para todo o lado até morrer.

Ele, então com 38 anos, vivia na enorme mansão do pequeno povoado alemão e pelo que se sabe era um indivíduo solitário, sem vida sociável e talvez algo esquizóide.

Tinha a profissão ligada á informática, era abertamente bissexual e uma pessoa sumamente excêntrica.

No anúncio que colocou na net, Armin Meiwes, dizia o seguinte:

“Procuro homem robusto, com idade entre os 18 e 30 anos, para ser assassinado e de seguida consumido”.

Recebeu inúmeras respostas de homens masoquistas, mas os candidatos foram sendo deixados para trás até que deu conta que havia propostas reais.



Mas o único que foi adiante com a ideia de conhecer o seu futuro homicida foi Jürgen Brandes.

Por seu lado, Brandes tinha uma personalidade vincadamente masoquista.

Arrastava um acusado sentimento de culpa pelo suicídio da sua mãe, quando tinha 12 anos.

No julgamento, soube-se das suas práticas sexuais habituais, que envolviam um extenso rol de submissão e tipos de agressão.

O crime só se descobriu quando apareceu outro anúncio similar na internet, publicado por Meiwes e um estudante austríaco, lembrou-se de alertar a polícia.

Meiwes já procurava novas vítimas voluntárias.

Durante o julgamento, insistiu sempre que a morte e posterior ingestão da carne de Brandes, havia sido parte dum pacto fundamentado numa fantasia homossexual sadomasoquista.

No seu computador, os investigadores encontraram mais de 200 contactos da internet que repartiam as suas sádicas fantasias ou alucinações.

As fantasias ou alucinações eram a base fundamental neste drama.

Tanto o indivíduo como o outro, tinham fantasias sexuais acessórias ou complementares que transbordaram.

Conduziram à morte de um e à detenção, julgamento e condenação a cadeia perpétua, o outro.

Ao analisarmos a história, que se não fosse passada nos nossos dias, talvez ninguém acreditasse, fica a impressão de que ambos desejavam uma fusão capaz de transcender a morte.

Alguém compreende a mente humana, ou neste caso inumana?



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2 comentários:

Mariazita disse...

Amigo Zé
Mas que história horrível! Eu nunca ouvi falar nisso...
Imagine, matar uma pessoa para a comer! O mundo está mesmo cheio de loucos.
A Internet foi a invenção maior de todos os tempos, sem dúvida, tem coisas óptimas, mas também tem muitos perigos. É preciso usar de muita prudência.

Bom fim de semana.

Beijinhos
Mariazita

xistosa - (josé torres) disse...

Mariazita

Já se passaram uns anitos, mas foi um caso muito falado.
A internet, tem de tudo como a vida real.
Felizmente só não nos podem apontar uma arma ...

Um bom fim de semana.