O VIDEIRINHO

domingo, março 08, 2009

AFINAL AINDA HÁ MILAGRES

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Daqueles que com dois olhos, estudaram e outros em igualdade de circunstâncias … e que … coitados … guardavam rebanhos.

Ambos sabem do seu “mister”, mas uns são mais visíveis e quem pastoreia por montes e vales, raramente se apreende ... os outros estão sempre na crista (nada de confusões com femininos de NADA!!!) da onda

Por isso gosto desta vida.

Só os vorazes e sabedores se safam … mas até quando?

Depois deste arrazoado todo dum indivíduo que tentaram correr do santuário de Fátima (há muitos anos, mas já depois do 25 de Abril), por estar de calções … MAS NÃO CONSEGUIRAM … aquela “horda” (na altura) vivia das “esmolas” dos crentes que aceitavam que uma bolota era uma azeitona grande.

Pela mesma lógica, uns calções, eram umas calças curtas.

E prevaleceu, porque os turistas “de foras” e as turistas “ com tudo de fora, podiam andar à vontade.

Foi esse à-vontade que me conduziu pelos labirínticos poderes duma “seita, tipo mafia … que só farejava dinheiro.

Não me recriminem … só eu sei o que passei, para mostrar à minha sogra o que era a lassidão daquele bastião, onde o pessoal que vivia de esmolas, (para o exterior) … vivia … no interior.

Agora, ou há algum tempo, chegou a crise …




Sim que qualquer pároco neste país, não pagava impostos, mesmo que a sua vida terrena fosse uma … já a sua vida espiritual (se é que existe, eles dizem que sim …) não o posso avaliar ... fosse outra.

Pois estes seres que defendem a alma (também existe????), que defendem o corpo de quem contribui monetariamente, para não lidarem com as parcas moedas dos donativos, arranjaram um Banco.

Não daqueles de pau de madeira ou de betão de cimento … sim, desses que não estão a pensar.

Não foi o Banco do estado.

Este é para os pobres de espírito.

Foi outro!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

UM BANCO DOS QUE GERIAM FORTUNAS !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

A religião e os ricos de espírito necessitavam … disso.

Por isso, isto, aquilo e o que ainda há-de cair na caixa das esmolas, escolheram o BPP.

Os melhores clientes de fortunas percebiam do negócio …

Aquele que GERIA FORTUNAS !!!!!!!!!!!!!!!!

Mas apareceu-lhes a senhora da azinheira, sobreiro ou oliveira e o dinheiro foi retirado a tempo … que o templo não se contempla e não pactua com fraudulências …

Mas que coincidências … coincidentes do CAMANDO !!!

O QUE É A RELIGIÃO ?

PARECE QUE AINDA HÁ BRUXOS !!!

Agora digam-me que sou maldizente … fiquei sem a fortuna que tinha no BPP … porque não estava perto da azinheira, sobreiro ou oliveira e não percebia nada de AGIOTAGEM, LADROAGEM DE VALORES ELEMENTARES e MUITO IMPORTANTE … SABER COM QUEM INVESTIR!!!

Digam lá se não sou BURRO!!!

Ou melhor :

PORQUE NÃO TENHO ESSES PODERES DIVINOS SÓ AO ALCANCE DE ALGUNS ???




Para espairecer, vou ler um poema duma grande poetisa …

PIRATA

Sou o único homem a bordo do meu barco.
Os outros são monstros que não falam,
Tigres e ursos que amarrei aos remos,
E o meu desprezo reina sobre o mar.

Gosto de uivar no vento com os mastros
E de me abrir na brisa com as velas,
E há momentos que são quase esquecimento
Numa doçura imensa de regresso.

A minha pátria é onde o vento passa,
A minha amada é onde os roseirais dão flor,
O meu desejo é o rastro que ficou das aves,
E nunca acordo deste sonho e nunca durmo.

Sophia de Mello Breyner

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11 comentários:

Daniel Costa disse...

José Torres

O poema de Sophia de Mello Breyner, é de uma poetisa que dispensa apresentações. É bom relaxante, depois da leitura do arrazoado sobre o mistério de Fátima, bem vistas as coisas, não há mistérios!... Os mistérios, os milagres, os dogmas, os deuses, são tudo obra dos homens. É o meu ponto de vista, depois de já ter assistido, nas minhas contas, a cerca de 1.000 missas, que sei de côr, em latim, cantada e rezada.
Ter lido uma dezena de livros, sobre, inclusivé um policial, cujo cenário se situa em Fátima, etc.
Ter trabalhado numa grande empresa do Patriarcado, onde onde eram colegas alguns ex-seminarista e freiras, dum convento existente no edifício. Em miúdo, a professora, perguntou a cada um o queria ser, quando fosse grande: padre!... Disse eu!...
Pois é, sou indiferente.
A minha mulher, foi a Fátima agradecer o milagre (apelido do meu blogue), de eu estar vivo da costa, também fui (ainda de fraldinha) almoçar.
Indiferente, porque acho, que as pessoa têm de acreditar em alguma coisa, nem que seja num gato preto roubado.
Um grabde abraço,
Daniel

Táxi Pluvioso disse...

Os pastorinhos têm mesmo cara de macaco. Os lusos só evoluiram na fisionomia que chegou a Portugal o Corte Inglés. Bom Domingo. Vou ler o resto do post que ainda não acabei...

Táxi Pluvioso disse...

Mas a padralhada aumentou a saia à tal Senhora. Quando a mentirosa compulsiva da Lúcia contou do que via, pairando na azinheira, pô-la com os tornozelos à mostra. Os padres escandalizaram-se. Que não podia ser, dama tão pura nos preparos de uma desvirginada, e subiram-lhe a saia.

Se os padres não sabem mexer no dinheiro, então é que o mundo está completamente às avessas ou acabou.

Anónimo disse...

Não acredito em milagres.
E esperar por eles, não vale a pena é preciso fazer acontecer sem esperar-mos que aconteça.
"Fátima Desmascarada" de João Ilhargo, foi tão combatida que me convenceu, arrancou-me as "asas de anjinho" que até então cofiava, todos os dias, por formação.
Por isso respeito e compreendo quem acredita.

Abraço
Carlos Rebola

Anónimo disse...

Não acredito em milagres.
E esperar por eles, não vale a pena é preciso fazer acontecer sem esperar-mos que aconteça.
"Fátima Desmascarada" de João Ilhargo, foi tão combatida que me convenceu, arrancou-me as "asas de anjinho" que até então cofiava, todos os dias, por formação.
Por isso respeito e compreendo quem acredita.

Abraço
Carlos Rebola

Laura disse...

Ó Nabo, porque não puseste os teus euritos no Banco Espirito Santo? tás a ver? num aprendes nada ó manel... assim ja tinhas a caixa das esmolas cheia, de novo..aprende que eu não duro sempre...beijinho repenicadinho que já ouço o seu repenicar...laura.

xistosa, josé torres disse...

Daniel Costa

Também acredito, mas sou materialista como o mundo.
Só em coisas palpáveis e nem sei o que é um dogma.
Eu também sou indiscutível e incontestável.
Mal de mim se não o fosse.
Mas acredito em tudo e a tudo dou crédito e respeito tudo e todos.
E tenho uma meta que eu tracei e delineei o caminho.
Estou perto e até agora ninguém me ajudou ...

Não hostilizo ninguém, mas não gosto de ser diferenciado ... dá-me para estrebuchar ...

xistosa, josé torres disse...

Táxi Pluvioso

Talvez estejam espantados porque já não era altura das pessoas andarem por cima das árvores, ou de árvore em árvore.

xistosa, josé torres disse...

Táxi Pluvioso

Por isso os lucros fabulosos das "rezas" ...

xistosa, josé torres disse...

Carlos Rebola

Há muitos anos, mais de 50, num interior "brutificado" por incrível que pareça poucos ou nenhuns acreditavam.
Eu acredito ...
Que cada um tenha a sua crença ... Mas que não me chamem crédulo de certas coisas ...

Quem acredita, que viva feliz, como eu desejo para mim ...
É só o que posso desejar.
Eu não possuo a verdade, nem organizo religiões ou seitas ...

xistosa, josé torres disse...

Laura

Então o tilintar do dinheiro é melhor que o monocórdico sonsdas notas ...
ou será o contrário?
Neste caso é melhor não ouvir ..., não é melhor ouvir e fingir que não se ouve.

Não tinha nenhum padre a administrar-me "as lecas".
Estes nunca abrem falência enquanto houver crentes.