Não é estritamente necessário que o veredicto do tribunal corresponda à verdade, mas sim com o que os juízes entendem como bastante para que corresponda com ela.
Quase nunca é nítida, salvo em casos extremos.
A Justiça, que segundo Platão, nos aproxima dos deuses, continua a estar na mão dos homens, ainda que a representem como uma mulher quase “suficientemente”desnuda, com uma balança e os olhos vendados, quando não vendidos.
Ao repulsivo ser humano, chamado Josef Fritz, mais conhecido como o “Monstro de Amesterdão”, condenaram-no a cadeia perpétua e será internado, com pensão completa, num centro psiquiátrico em cela compartida.
Não se sabe se, para evitar que se suicide ou para que não o suicide o seu companheiro.
Os problemas pendentes disso que chamamos humanidade originam-se na natureza humana.
São difíceis de resolver portanto, enquanto não modifiquem a conduta dos deuses, que são teimosos como eles sós, ou como as demais inventadas divindades.
Que se pode fazer com o “Monstro” de Amesterdão?
Optou-se por cadeia perpétua, já que nem as grades nem os carcereiros podem ter voto na matéria.
Há que alimentar a víbora até à morte.
Todos os que somos inimigos da pena de morte, já que aplica o mesmo que condena, lamentamos que se tenha que dar de comer a um tipo assim, até que morra de morte natural, não a que ele aplicou.
Por sorte, a crise, está a contribuir para esta forma de piedade e a pena capital tem no mundo menos partidários.
No Novo México – EUA, foi eliminada, mas não fazendo um exame de consciência, só fazendo números.
O processo até chegar à execução, é caríssimo.
Os que fizeram contas dizem que cada pena de morte nos Estados Unidos vem a sair pela módica quantia de cinco milhões de dólares.
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4 comentários:
Amigo José Torres
Estes casos, de criminosos que são autênticos monstros fazem-me considerar como justa a transformação destes, em escravos da sociedade, na plena acepção da palavra, como Thomas More explanava o que acontecia na "Ilha da Utopia" no século XVI, aqueles que molestavam a sociedade ou algum dos seus membros deliberadamente e não mostrassem verdadeiro arrependimento, eram feitos escravos ou párias da sociedade... continuar a considerá-los como membros da sociedade, não acho justo. Isto sem hipocrisia, porque são a "ética" e a "moral" que evitam simplesmente que sejam aniquilados, no fundo seria também justa a aniquilação simples e não dispendiosa destes criminosos. Quando vemos a aniquilação de homens, mulheres, velhos, velhas e crianças, inocentes e boas, nos conflitos que a propaganda e a contra-informação não conseguem esconder sem que se coloque a questão da justiça e dos direitos humanos, parece-me que o direito à vida e à morte andam desencontrados e em lados opostos.
Um abraço
Carlos Rebola
Justo seria mantê-lo vivo, sem contato com outras pessoas, sem ver a luz do sol. Sem TV ou qualquer distração. Para que sofresse um pouco do que fez sofrer. Infelizmente não tera tempo de vida para pagar pelos horrores que cometeu.
Carlos Rebola
Thomas More morreu, porque era digno.
Aqui só há indignidades.
Por isso merece viver ... mesmo que eu, no mais íntimo do meu íntimo, o já tenha esquartejado.
E Thomas More, morreu por não assinar.
Este é por ter assassinado ... e não só, que continua a viver.
Índia
A pena de morte, como digo, já que aplica o que quase todos condenamos, num caso destes era um alívio para aquele monstro.
Mas este caso soube-se e os que ficam impunes e fazem o mesmo ou quase ... durante mais tempo.
A vida é cruel e temos que nos rebaixar ás violências e até acobardarmo-nos.
Vai ter hotel ... pelo menos durante 15 anos se não morrer entretanto!
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