Segunda-feira, Março 23, 2009

A JUSTIÇA

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Não é estritamente necessário que o veredicto do tribunal corresponda à verdade, mas sim com o que os juízes entendem como bastante para que corresponda com ela.

Quase nunca é nítida, salvo em casos extremos.

A Justiça, que segundo Platão, nos aproxima dos deuses, continua a estar na mão dos homens, ainda que a representem como uma mulher quase “suficientemente”desnuda, com uma balança e os olhos vendados, quando não vendidos.

Ao repulsivo ser humano, chamado Josef Fritz, mais conhecido como o “Monstro de Amesterdão”, condenaram-no a cadeia perpétua e será internado, com pensão completa, num centro psiquiátrico em cela compartida.

Não se sabe se, para evitar que se suicide ou para que não o suicide o seu companheiro.

Os problemas pendentes disso que chamamos humanidade originam-se na natureza humana.

São difíceis de resolver portanto, enquanto não modifiquem a conduta dos deuses, que são teimosos como eles sós, ou como as demais inventadas divindades.



Que se pode fazer com o “Monstro” de Amesterdão?

Optou-se por cadeia perpétua, já que nem as grades nem os carcereiros podem ter voto na matéria.

Há que alimentar a víbora até à morte.

Todos os que somos inimigos da pena de morte, já que aplica o mesmo que condena, lamentamos que se tenha que dar de comer a um tipo assim, até que morra de morte natural, não a que ele aplicou.

Por sorte, a crise, está a contribuir para esta forma de piedade e a pena capital tem no mundo menos partidários.

No Novo México – EUA, foi eliminada, mas não fazendo um exame de consciência, só fazendo números.

O processo até chegar à execução, é caríssimo.

Os que fizeram contas dizem que cada pena de morte nos Estados Unidos vem a sair pela módica quantia de cinco milhões de dólares.




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4 comentários:

Carlos Rebola disse...

Amigo José Torres

Estes casos, de criminosos que são autênticos monstros fazem-me considerar como justa a transformação destes, em escravos da sociedade, na plena acepção da palavra, como Thomas More explanava o que acontecia na "Ilha da Utopia" no século XVI, aqueles que molestavam a sociedade ou algum dos seus membros deliberadamente e não mostrassem verdadeiro arrependimento, eram feitos escravos ou párias da sociedade... continuar a considerá-los como membros da sociedade, não acho justo. Isto sem hipocrisia, porque são a "ética" e a "moral" que evitam simplesmente que sejam aniquilados, no fundo seria também justa a aniquilação simples e não dispendiosa destes criminosos. Quando vemos a aniquilação de homens, mulheres, velhos, velhas e crianças, inocentes e boas, nos conflitos que a propaganda e a contra-informação não conseguem esconder sem que se coloque a questão da justiça e dos direitos humanos, parece-me que o direito à vida e à morte andam desencontrados e em lados opostos.

Um abraço
Carlos Rebola

Índia disse...

Justo seria mantê-lo vivo, sem contato com outras pessoas, sem ver a luz do sol. Sem TV ou qualquer distração. Para que sofresse um pouco do que fez sofrer. Infelizmente não tera tempo de vida para pagar pelos horrores que cometeu.

xistosa - (josé torres) disse...

Carlos Rebola

Thomas More morreu, porque era digno.
Aqui só há indignidades.
Por isso merece viver ... mesmo que eu, no mais íntimo do meu íntimo, o já tenha esquartejado.
E Thomas More, morreu por não assinar.
Este é por ter assassinado ... e não só, que continua a viver.

xistosa - (josé torres) disse...

Índia

A pena de morte, como digo, já que aplica o que quase todos condenamos, num caso destes era um alívio para aquele monstro.
Mas este caso soube-se e os que ficam impunes e fazem o mesmo ou quase ... durante mais tempo.

A vida é cruel e temos que nos rebaixar ás violências e até acobardarmo-nos.

Vai ter hotel ... pelo menos durante 15 anos se não morrer entretanto!