Sábado, Março 21, 2009

EROTISMO, VESTIDO ou NU ???

Este ano o duro inverno que se viveu foi especialmente cruel nalgumas regiões e como tal, nada favorável ao “mostrar”, quer para a roupa de inverno quer para o corpo de inverno, que quer queiramos, quer não, nunca são iguais.

Há o misticismo inerente à roupa e ao corpo, ou talvez o corpo com a roupa.

Muita gente queixa-se da dureza invernal e do pouco que tiveram guardada, tais roupas nos roupeiros ou armários.

Todos desejamos os dias mais cálidos, cheios de sol e que permita despir mais roupa, ou vestir menos, como se qualquer delas não possa ser, atraente, sensual, quente nas diversas vertente
s e moldável aos corpos e à fisionomia, (sim, que não vou gostar de ver uma mulher com um casacão de peles, de vison, de coelho, raposa, chinchilas ou ratos, do alto do pescoço até um pouco abaixo do joelho, se a mesma tiver 1.50 m de altura.
Não terá direito ao seu casaco de peles?
Pois com certeza que sim e talvez mais que uma mulheraça de 1,85 m que gasta muitos mais animais e peles … )

Mas, não é isto que ia falar e estou a perder-me.

Basta o sol aparecer para se verificar que as roupas desaparecem, ou melhor diminuem …

Gosto de observar, como apesar disto tudo, que há pessoas que conseguem mostrar os seus atributos quase sem se importar com o tipo de roupa que vestem.

No verão reduz-se, não só o número de peças de roupa, como o seu tamanho que é reduzido ao mínimo, mas isto é inexorável.

Mas de inverno, talvez a característica principal seja a falta de roupa ou inclusive a nudez, que mais sobressaem.

Curiosamente, está provado que provoca muito mais excitação a visão total.


A nudez deixa muito pouco ou nenhum espaço para a imaginação.


Mas quando a roupa esconde ou finge que esconde e deixa antever ... a imaginação dispara e intenta evocar na mente os detalhes que os olhos não podem ver.


E a imaginação, que normalmente é fértil, “desenha” todos os detalhes, “imaginários” que são ou serão atractivos e que provocam a excitação mais intensa.


Árvore "fêmea"


(Nos últimos parágrafos, toda a redundância, bem como a imaginação redundante, não foi propositada, mas sim a consequência do que imaginamos que não se vê e que afinal não passa mesmo de uma “imagem real”, que o nosso cérebro focou e imaginou …

Não é redutor ... é mesmo retumbante, desculpem, redundante!).


É por isso que a roupa mais sugestionável tende a excitar muito mais que a própria nudez completa.


É por isso ou por isto, que os melhores “strippers” – aquelas mulheres e homens que languidamente vão retirando a roupa com arte – não chegam a ficar completamente nus.


Com isso conseguem o furor do seu público deixando partes de seu corpo, detalhes talvez, para a imaginação.


Outro exemplo, pode ser encontrado no âmbito desportivo.


Nalgumas disciplinas é exigido um mínimo de roupa e algum recato no vestir e é proibido qualquer tipo de roupa mais sugestiva.


Não será o caso da nadadora sueca Therese Alshammar, porque esta tinha dois fatos de banho para flutuar melhor.




Noutras federações, passa-se exactamente o contrário e têm vindo a fomentar indumentárias com cariz cada vez mais sexy, pensando que assim se acrescenta um atractivo extra à competição.


Ficam dependentes de cores, materiais, texturas … ás vezes o espectáculo fica assegurado e é possível contemplar exibições de peitos, ancas, nádegas e genitais, cujos detalhes ficam para a imaginação do espectador.


Se a tudo isto juntarmos gritos, gemidos, sons ofegantes … gera-se uma carga erótica que, se não estivermos a ver, só a ouvir, até nos pode levar a confusões.


Corre na Internet um pequeno filme em que misturaram cenas de sexo, com outras dum jogo de ténis de Sharapova e outras de Nadal, também a jogar.


Trata-se de adivinhar quais os sons provenientes do ténis e o das cenas de sexo e a verdade é que é muito difícil, se não se vir e ouvir o “clip” e até podemos ser conduzidos a confusões, mas isto é outra conversa.



Kate Moss



Para tua introspecção:

- Acreditas que a tua roupa é expressiva?

– Intentas que as roupas que vestes sejam um reflexo de erotismo?

– Tens experiência a esse respeito?

– Que tipo de roupa te provoca excitação ou imaginação?

.

7 comentários:

Multiolhares disse...

Hoje em dia tudo passa pela parte erótica por vezes mesmo sexual, se reparar qualquer anuncio televisivo tem o sexo “implícito”.

Helena Paixão disse...

Creio que têm o mesmo peso, vestido ou nu. Reporto-me ao campo da fotografia em que há muitas fotos de nus carregadas de erotismo mas em que as "vergonhas" (como dizia a minha avó!) estão de alguma forma escondidas.

Claro que na rua como, por enquanto, ainda parece mal andar nu, o que impera será o erotismo vestido, de que algumas mulheres abusam ao ponto do rídiculo.

Um abraço e continuação de um bom fim de semana!

Lc disse...

Eu cá por mim, gosto de dar largas à imaginação, pois o pior mesmo será quando imaginamos uma coisa, e afinal é outra, lol
Mas também existe ao contrário, eh eh eh

Bom fim de semana.

xistosa - (josé torres) disse...

Multiolhares

E de que vive o mundo?
O homem?
A mulher?

Diga-me o que é mais grandioso na natureza que o sexo ...
É necessário saber lidar com ele ...
Simplesmente isto.

xistosa - (josé torres) disse...

Helena Paixão

É isso que mantém alguma chama, o que se não vê ... o que imaginamos.
Falo como homem e não ligaria se as mulheres andassem nuas ... só nos primeiros momentos de impacto.
A roupa é sexy e não o é pouco ... por isso há tanta diversidade de estilistas, que sabem há muito que os olhos são sexualmente mais activos.
Isto penso eu ... posso estar enganado ... mas ver as fotos de nus, como as do ... caramba, passou-se-me o nome ...
Bem não interessa ... Spencer Tunick !!! haja luz.

Têm o impacto da grandiosidade, mas não possuem erotismo ...
Esta é a parte que me toca.

Um bom domingo.

xistosa - (josé torres) disse...

Lc

Tal e qual como digo no comentário anterior.
Gosto de imaginar ... mesmo que me engane, que é o que sucede a todos e em quase tudo, mesmo que nada tenha a ver com nudismo ou erotismo.

Um fato a preceito, num corpo perfeito, (para nós, claro) é mais de metade dum leito.
Este é um "ditado" que eu inventei há muitos anos.
Se já existe, nunca o tinha ouvido
Trocado por miúdos, uma roupa bem assente e justa, num determinado corpo, já nos leva para a cama de outra "forma" .

Estou a ficar T.S. (tarado sexual), mas não é da idade, porque há muitos anos, mesmo muitos, gostava de ver uma miúda de saia preta sobre o curto e uma camisola de lã que lhe ficava mais ou menos justa, também preta.
Era um conjunto ...

Bem ... bom fim de semana que não adianta sonhar ... a realidade é bem diferente.

Anónimo disse...

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