Segunda-feira, Março 16, 2009

BEBIDAS OFERECIDAS POR UM DESCONHECIDO

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Quando ouvimos falar das vítimas de violação e humilhação aproveitando-se do estado de alteração da consciência – produzido por substâncias que se colocam na bebida – pode parecer um tema distante e pouco provável; um exagero de mães e pais obsessionados em preservar a virtude das suas filhas.


Agora existem dados em primeira mão, pode-se verificar que a realidade supera a ficção e a possibilidade de sofrer uma agressão desse tipo é uma realidade até ao ponto de que, estudos em diversos países indicam que até cerca de um pouco menos de 20 % das agressões sexuais poderiam corresponder a uma submissão química ou provocada pela exposição involuntária da vítima a uma substância psico-activa.


Curiosamente em pouco tempo li alguns casos de factos similares em lugares muito diferentes, tais como em Valência, Espanha e em Argel, na Argélia, onde o chefe da CIA foi denunciado por uma mulher que depois de ter tomado um Martini – preparado pelo agente da CIA, se sentiu doente e perdeu a consciência.


Quando recuperou a consciência, o homem estava a violá-la e ela não conseguiu fazer nada porque se sentia paralisada.


Nem se recorda como saiu da residência dele.


Quando foi denunciar o caso, descobriu que ela não era a primeira vítima.


Este é o caso que li de Andrew Warren, o espião violador.


O mais surpreendente é que uma mulher peça um copo de água.


Depois de beber a água – que lhe oferece o violador – se sinta como se estivesse adormecida.


A partir desse momento normalmente não se recordam de mais nada.

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Esta que apresentou queixa, não sabe como entrou no carro dele e depois, quando recuperou, viu-se seminua e lembra-se de ter despertado duas ou três vezes e de senti-lo por cima dela em pleno acto sexual.


Não se conseguia levantar, porque com o esforço perdia o conhecimento e não conseguia livrar-se do violador.


Nem sabia se estava num campo onde a encontraram.


Parece que perante estes factos (e outros), fica demonstrada a submissão química (e sexual) e que não se trata duma treta.


Não é um fenómeno novo.


Historicamente, recorreu-se a substâncias, tais como o álcool com o fim de minar a resistência física e psíquica da vítima.


Com o mesmo fim utilizaram-se opióides e diversos tipos de substâncias alucinógenas.


Recentemente fala-se da morondanga, (borongana), (burundanga), de origem afro cubana e cujo nome significa “poção”.


Esta denominação emprega-se de maneira genérica para as substâncias que têm propriedades hipnóticas e que permitem controlar as vítimas.


O seu uso delituoso estendeu-se a casos de roubos e sequestros.


A substância que mais se disseminou é a escopolamina, um alcalóide que se extrai das flores da “trombeteira branca” mais vulgarmente conhecida, ou brugmansia cândida.


Um arbusto/árvore, frequente nos nossos jardins, com umas flores grandes em forma de trompete.


Muito cuidado em tentar fazer experiências, a escopolamina é uma substância tóxica muito potente que pode causar a morte.



Parece-me que os nazis e a CIA fizeram experiências com esta droga.


A escopolamina produz um estado de passividade completa e como se pode constactar em alguns depoimentos, provoca amnésia.


As consequências para as vítimas são psicologicamente muito graves.


Deve-se ter em conta que este tipo de agressões, além da coacção do agressor, está patente a sensação física de desamparo ou não protecção; isto agudiza a ideia de perdida de controlo, incrementando a sensação de angústia.


Algumas mulheres chegam a ter mede de sair à rua sozinhas, preocupadas e com receio ante a possibilidades de abusadores.


Os sentimentos de desconfiança pelas pessoas em geral, desenvolvem-se e deixam de acreditar em algo.


Têm problemas nas suas relações íntimas, chegando a repudiar beijos e carícias da(s) pessoa(s) com quem saía, devido à aparição de pensamentos intrusivos com cenas de agressão.


Têm também problemas com o sono e pesadelos, são hipervigilantes, nervosas e com pensamentos sobre o trauma vivido.


Além dos sentimentos de culpa que arrostam por pensarem que foram as culpadas pelo trauma porque passaram, por serem tão confiantes.


Aqui entra a medicina.




Para tua introspecção:


- Já tinhas ouvido falar na submissão sexual química?


– Conheces, ou conheceste algum caso?


– O que recomendarias para evitar ser vítima destas substâncias ou drogas de submissão química?



3 comentários:

Táxi Pluvioso disse...

Para o homem é diferente. Seria uma grande chatice ser violado e não se lembrar de nada.

Carlos Rebola disse...

Amigo José Torres

Já sabia dos efeitos da "datura", no meu jardim tenho a "Brugmansia suaveolens" que é da mesma família, à qual chamamos "trombeta de anjo" ou "fraldas de noiva", as aplicações enviesadas, são de ter em atenção. Já tenho conversado com a minha filha a respeito das bebidas oferecidas por desconhecidos, para no caso de aceitar ter cuidados e tomar atenção da sua origem e usar de pequenos truques para prevenir dissabores.

Um abraço
Carlos Rebola

MeioLokO disse...

Também conheço a Brugmansia suaveolens, Já tive experiências boas, e ruins tomando o chá da flor dela. Se alguem nunca experimentou, digo que seria interessante experimentar uma vez na vida, a viagem é marcante!!

Mas não use doses cavalares da planta, podem ocorrer problemas de visão e taquicardia elevada.

As experiências descritas acima não me são nem um pouco parecidas com as que tive! Poderia dizer até que foi outra flor que as causou! E uma dose capaz de causar amnésia deixaria várias sequelas, as quais não foram citadas na postagem!

Se alguem quizer tentar, faça com no maximo 3 flores grandes de brugmansia ou datura! Abraço!