O cibersexo cria um mundo virtual em que os participantes têm a possibilidade de converter-se em quem quiserem; podem participar em comportamentos eróticos e viver fantasias que antes eram impossíveis de realizar.
Apesar de que nem todas as pessoas sofrem a devastação do cibersexo, alguns investigadores estudaram indivíduos que arriscaram todo o seu valor de vida e humana para praticá-lo.
Um estudo publicado por Cooper e os seus colaboradores, concluiu que cerca de 83% das pessoas que praticam o cibersexo não apresenta nenhum tipo de dificuldade significativa na sua vida como resultado da afeição (devoção) ao sexo virtual.
Sem dúvida, os outros 17% mostram problemas como o demonstra a prática.
Isso implica que, para alguns, o sexo na Internet converteu-se numa espécie de droga, que os leva a colocar em segundo plano todos os outros aspectos da sua vida.
Em 2001 Delmonico e os colaboradores propuseram um modelo para classificar as diferentes pessoas que praticam o cibersexo.
–Usuário de entretenimento :
há uma participação no cibersexo sem apresentar nenhuma sequela ou consequência negativa para a sua vida.
– Usuário de entretenimento inadequado:
Ainda que se pratique o cibersexo, não se atinge o nível de compulsão, com frequência usa materiais eróticos obtidos na rede em momentos inadequados (brincadeiras “verdes” no trabalho; protectores do monitor eróticos; relatos ou narrações fora de contexto …) ou com gente inapropriada.
Dá a impressão de não contar com uma etiqueta social ou de ser consciente até certos limites ou normas culturais.
O seu comportamento é intrusivo , por vezes com a intenção de atrair a atenção ou resultar divertido.
– Usuário por descoberta:
Refere-se a quem começa a usar a Internet de forma compulsiva, sem ter mostrado antes fantasias sexuais inadequadas nem condutas eróticas inapropriadas.
A rede neste caso, converte-se numa actividade do comportamento sexual problemático.
- Usuário persuadido:
Aqui a pessoa mostra indicadores de comportamento sexual problemático noutras áreas da sua vida.
Por exemplo, pode ser que tenha tido problemas pela sua conduta sexual.
Pode ter sucedido que durante anos tivesse batalhado contra algumas fantasias sexuais inadequadas.
Agora, a Internet serve-lhe de “carburante” para acelerar a sua conduta sexual problemática.
– Usuário com uma compulsão sexual de toda a vida:
Este teve dificuldades durante toda devido a um comportamento sexual compulsivo.
A Internet pode:
1 – ser uma extensão da sua conduta e simplesmente uma forma mais de dar-lhe uma saída;
2 - diminuir os riscos de mostrar a conduta problemática sexual;
3 – converter-se numa forma de aumentar a excitação e juntar um novo risco aos padrões existentes da sua conduta sexual problemática.
Todos estes grupos poder-se-ão dividir talvez em três sub-grupos.
Uns que usam o sexo na Internet como forma de alívio dos seus altos níveis de stress.
Para outro grupo, o sexo na Internet converte-se num escape da depressão e das misérias da sua vida quotidiana.
Os do último grupo reconhecem que a rede lhes permite um escape da sua rotina diária e condu-los a um mundo de ficção e fantasia que lhes satisfaz os seus desejos sexuais.
Parece-me que só agora é que se estão a começar a investigar estes comportamentos.
Sem dúvida, que podemos fazer uma ideia do uso que se dá ao cibersexo e dos problemas que pode acarretar.
Para tua introspecção:
- Praticas o cibersexo?
– Já alguma vez tiveste dificuldades noutras áreas da tua vida?
- Se praticas o cibersexo, em que tipo te situarias?
– Alguma vez te convidaram a praticar o cibersexo?
- Praticá-lo-ias?
– Qual a tua experiência a este respeito.
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2 comentários:
Posso ser old fashion mas,tudo que se relaciona com relações humanas principalmente o amor e o sexo tem profundidade quando é real.
Com pele,olhar,cheiro.Com os sentidos a cruzarem-se e a criarem emoção.Não nos podemos remeter à condição de simples robots.
Sou uma adepta do ciberespaço mas continuo a preferir os seres humanos reais.Os seres humanos ficam mais protegidos se se guiarem pelo instinto que nos é negado pelas relações virtuais.
scrapie
Não gosto de ser do contra ...
gosto do real e palpável, do que se vê, se topa e se toca ... o resto é a paisagem que se vê lá longe na linha do horizonte ((que não existe).
Por isso o que "está debaixo de olho" é a realidade.
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