O VIDEIRINHO

quarta-feira, março 18, 2009

QUANDO ELE PERDE AS FORÇAS ...

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Um dos problemas que atravessam as sociedades é a inibição do desejo sexual no homem.

Trata-se dum tema que pode fazer confusão ao casal.

Esta disfunção chega a passar despercebida devido ao facto da vergonha do homem que a mantém em segredo, dentro do possível.

Há mais literatura científica relacionada com o desejo sexual feminino inibido, que com este problema idêntico no homem.

Muito pouco se tem debruçado a ciência sobre este problema no homem e do homem. Há quem tenha feito algum trabalho, como McCarthy e McDonald.

O desejo sexual inibido tende a ser complexo de entender e de solucionar.

Como sabemos, o problema central é sempre um segredo.

A poderosa combinação que produz a vergonha, o erotismo e o secretismo, dá como resultado um padrão de controle deficiente, o qual começa na infância ou adolescência.

Pela ordem de frequência poderemos referir:

1 – uma variante padrão do desejo sexual;
2 - uma preferência pela masturbação acima da relação sexual com a sua parceira;
3 – uma história de trauma sexual mal gerido, ou inadequadamente tratado; 4 – um conflito acerca da orientação sexual.

Por vezes o problema não é a falta do desejo em si mesmo, mas um padrão menos tradicional que o “normal”.

Quando o sexo se converte numa fonte de frustração e vergonha, então o homem decide renunciar e evita qualquer situação que o possa conduzir a um encontro sexual.




Falta-lhe confiança e a “posição correcta” no processo de excitação e na tentativa, quase sempre falhada do coito.

Tende a apresentar um padrão de ansiedade precoce, tensão e tentativas de penetrações falhadas, que derivam de uma atitude de vergonha e esquiva-se ou ilude-se.

Quando os casais deixam de ter relações sexuais – seja aos 40, aos 60, aos 80 anos … - ainda que pareça mentira, custe acreditar e vá contra a crença popular, em 90 % dos casos é o homem que decide parar, segundo o trabalho ou estudo mencionado.

Esta decisão é tomada de forma unilateral e a maior parte das vezes sem comunicação verbal.

Os conhecimentos mais recentes sobre este tema, indiciam que a essência da sexualidade em casal, encontra-se em dar e receber carícias apetecíveis e prazenteiras e que o homem com baixo desejo sexual deve cultivar uma resposta sexual variada e flexível, em vez de agarrar-se ao critério ou convencimento do rendimento fundamentado na realização do coito perfeito.

O homem tem que deixar baixar toda a sua eficácia ao seu pénis.

Há estudos que indicam que 85 % das relações sexuais terminam em coito.

Se isto não ocorrer, o homem deve ser capaz de adaptar-se a esta situação sem temores, nem pedidos de desculpas.

Mas, penso que deve modificar o cenário erótico – no qual nem sempre tem que haver necessariamente coito - como por exemplo para uma situação sensual de abraços e carícias várias.




A mulher acha isto mais fácil de compreender, mas o homem tende sempre a associar o coito com a virilidade.

Muitos pensam mesmo e associam ou até estabelecem modelos de sexualidade “perfeita” em que o coito tem que ser também, perfeito, assumindo responsabilidades por isso.

Sem dúvida que há muito que está comprovado que o homem que adopta um modelo de “régua e esquadro”, está sujeito a falhar rotundamente, ao passo que, se pensar num mais amplo modelo sexual, pode desfrutar da sexualidade até à velhice, “velha”!

Uma das “chaves mestras” para o desejo sexual é a antecipação positiva de que o sexo é uma satisfação em determinados momentos da vida, da relação e até do dia e inclusive do momento.

Parece que as estatísticas apontam para que, aproximadamente, dois em cada três casais deixam de ter sexo por volta dos 75 anos.

Os homens e as parceiras que aceitam o desafio de uma sexualidade mais flexível têm mais possibilidade de manter uma vida sexual para além dos 80 anos.

No sexo não devemos deixar que impere o controle, nem a predizibilidade.

Tem que ser algo automático e autónomo e converter-se numa situação íntima e interactiva.

O desejo sexual relaciona-se com o conforto, a antecipação e a receptividade.

O centro de atenção é o desejo, o prazer e a satisfação, acima do coito e até do orgasmo.

O homem tem que aprender que a sua parceira é uma companhia erótica, centrando-se em repartir o prazer, muito mais que encarregar-se de gerá-lo.



Para tua introspecção:

- Qual a tua experiência a respeito disto?

– Achas mais preocupante um homem com o desejo sexual inibido do que uma mulher com o mesmo problema?




4 comentários:

Táxi Pluvioso disse...

Precisamos de mulheres com menos roupa nas ruas para espivitar o pavio...

Carlos Rebola disse...

Amigo José Torres

Se associarmos a sexualidade ao orgasmo como medidor de êxito, os efeitos duma redução do desejo sexual, que é natural porque associado ao decréscimo de determinados hormonas, logo em relação com a fisiologia, aí a questão sexual não cumprida segundo este padrão pode ser devastadora da auto-estima de cada um. No entanto, penso que se a sexualidade for encarada como uma partilha de prazeres e satisfações, a relação será muito mais gratificante e satisfatória, estou de acordo que este problema do decréscimo do desejo sexual será resolvido com carícias afectivas que em decurso no tempo levarão a com mais frequência ao orgasmo dentro dos ritmos naturais, diria que a solução está em preliminares afectuosos, mais longos no tempo e que permitem interrupções, aumentando em cada momento o desejo de relações que incluam a penetração e o orgasmo. A comunicação é essencial, a sedução aumenta com ela, principalmente quando transmitimos as nossas preocupações e desejos sem vergonha ou tabu.
Essencialmente é necessário interiorizar que o machismo já foi e que poucas vezes deu bons resultados numa relação homem mulher.
Na idade avançada a procriação naturalmente que não é o objectivo das relações sexuais é sim o desfrutar do prazer da relação afectiva o consolidar tranquilo duma partilha amorosa de companheirismo prazenteiro e gratificante. É assim que eu vejo a sexualidade para além da componente fisiológica, química e física dos anos da juventude e idade seguinte que varia em cada um. Não pode haver um padrão comum devido à imensidão de parâmetros ou variáveis em causa.
Isto não é uma questão de ter ou não ter força é mais uma questão de jeito e com jeito tudo se consegue, pode levar mais tempo, mas é sempre tempo bem ganho.

Um abraço
Carlos Rebola

Anónimo disse...

Zé, vou dar um depoimento cor de rosa, já q só tem homem (pelo visto) opinando neste post. O problema naum é naum sentir desejo, é ser cobrado por isso. Tanto faz ser homem ou mulher, acho q nessa hora, de faltar c "as obrigações", a gente só sente mesmo qdo isso ocorre estando numa relação. Principalmente se a pessoa atingida pela disfunção for o homem. Tradicionalmente, as pessoas passam a chamá-lo de "brocha" etc. Fora isso, o desejo pode faltar, q a pessoa sozinha quase nem sente. Sente... rsss mas não é o "fim do mundo" de outra pessoa, é só o seu, fica lá, finalizando quietinho...

Anónimo disse...

Desejo para mim é desejo...desejo de olhar o outro, de estar junto, de acariciar a pele, de sentir o cheiro, de uma boa conversa e um sorriso.

Essa coisa finalistica de que desejo e sexo decaem no gozo...hummm...já caiu fora!

Até pq agora grávidíssima vou ter que descobrir outros prazeres e desejos...hehehehehe

Abraços!!!