Sou membro de uma geração em que as línguas que se aprendiam nos liceus, escolas técnicas e colégios era o francês e o inglês.
Mais aquele.
Também “havia” o alemão para os que melhor se lhe entaramelava a língua e sabiam "latir"
O inglês era um parente pobre (pelo menos nos longínquos anos de 50/55 e numa cidade do interior).
Os que são apenas uns anos mais jovens que eu pertencem ao grupo que teve o inglês como assinatura.
Parece-me que em gerações anteriores foi o alemão, sobretudo nas classes altas.
Conto isto porque, independentemente do valor comunicativo de cada língua, também se produz uma aproximação involuntária à cultura, que tem como suporte esse idioma.
Mais aquele.
Também “havia” o alemão para os que melhor se lhe entaramelava a língua e sabiam "latir"
O inglês era um parente pobre (pelo menos nos longínquos anos de 50/55 e numa cidade do interior).
Os que são apenas uns anos mais jovens que eu pertencem ao grupo que teve o inglês como assinatura.
Parece-me que em gerações anteriores foi o alemão, sobretudo nas classes altas.
Conto isto porque, independentemente do valor comunicativo de cada língua, também se produz uma aproximação involuntária à cultura, que tem como suporte esse idioma.
Agora que ninguém estuda peva, digo francês, (rsss, rsss, rsss), nas escolas, a cultura francófona está em decadência entre nós.
Isto inclui a literatura (ainda que menos, porque, geralmente, a lemos já traduzida) e sobretudo a música.
Aos jovens de hoje não os atrai a música francesa.
Podem apreciar – os mais instruídos – as canções clássicas de Frank Sinatra ou Bob Dylan e certamente dos Beatles, mas sentem animosidade pelas de Jacques Brell ou Charles Aznavour e Edith Piaf que lhe parecem insuportáveis.
Enfim, o que perdem.
Já agora, conhecem vocês esta canção?
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Isto inclui a literatura (ainda que menos, porque, geralmente, a lemos já traduzida) e sobretudo a música.
Aos jovens de hoje não os atrai a música francesa.
Podem apreciar – os mais instruídos – as canções clássicas de Frank Sinatra ou Bob Dylan e certamente dos Beatles, mas sentem animosidade pelas de Jacques Brell ou Charles Aznavour e Edith Piaf que lhe parecem insuportáveis.
Enfim, o que perdem.
Já agora, conhecem vocês esta canção?
JACQUES BREL La Chanson des Vieux Amants
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3 comentários:
É preciso ver que os franceses são governados por um húngaro (ou lá o que ele é), isto diz muito sobre decadência cultural.
Quando saí do liceu sabia alemão, por não haver canais TV ou filmes da língua, hoje, não sei nada. E ainda querem que as crianças aprendam matemática, quando o seu saber ou não, é genético. Com estes métodos modernaços, saem a porta da escola e já não se lembram de nada.
Eu balbuciava inglês e francês, que foram uma chatice até ao 5º ano.
Depois libertei-me da ou das línguas.
também não sabia nada, mas ficou a semente ... e agora vejo que pode rejuvenescer.
Actualmente ... bem, aprendem a pronunciar algo, coisa que eu nunca mais vou conseguir e depois não podem esquecer, a Internet não perdoa.
Merci.
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