O VIDEIRINHO

quinta-feira, outubro 14, 2010

LÍNGUAS

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Sou membro de uma geração em que as línguas que se aprendiam nos liceus, escolas técnicas e colégios era o francês e o inglês.

Mais aquele.

Também “havia” o alemão para os que melhor se lhe entaramelava a língua e sabiam "latir"

O inglês era um parente pobre (pelo menos nos longínquos anos de 50/55 e numa cidade do interior).

Os que são apenas uns anos mais jovens que eu pertencem ao grupo que teve o inglês como assinatura.

Parece-me que em gerações anteriores foi o alemão, sobretudo nas classes altas.

Conto isto porque, independentemente do valor comunicativo de cada língua, também se produz uma aproximação involuntária à cultura, que tem como suporte esse idioma.





Agora que ninguém estuda peva, digo francês, (rsss, rsss, rsss), nas escolas, a cultura francófona está em decadência entre nós.

Isto inclui a literatura (ainda que menos, porque, geralmente, a lemos já traduzida) e sobretudo a música.

Aos jovens de hoje não os atrai a música francesa.

Podem apreciar – os mais instruídos – as canções clássicas de Frank Sinatra ou Bob Dylan e certamente dos Beatles, mas sentem animosidade pelas de Jacques Brell ou Charles Aznavour e Edith Piaf que lhe parecem insuportáveis.

Enfim, o que perdem.

Já agora, conhecem vocês esta canção?


JACQUES BREL La Chanson des Vieux Amants



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3 comentários:

Táxi Pluvioso disse...

É preciso ver que os franceses são governados por um húngaro (ou lá o que ele é), isto diz muito sobre decadência cultural.

Quando saí do liceu sabia alemão, por não haver canais TV ou filmes da língua, hoje, não sei nada. E ainda querem que as crianças aprendam matemática, quando o seu saber ou não, é genético. Com estes métodos modernaços, saem a porta da escola e já não se lembram de nada.

xistosa - (josé torres) disse...

Eu balbuciava inglês e francês, que foram uma chatice até ao 5º ano.
Depois libertei-me da ou das línguas.
também não sabia nada, mas ficou a semente ... e agora vejo que pode rejuvenescer.
Actualmente ... bem, aprendem a pronunciar algo, coisa que eu nunca mais vou conseguir e depois não podem esquecer, a Internet não perdoa.

Dona Sra. Urtigão disse...

Merci.