O VIDEIRINHO

sexta-feira, outubro 08, 2010

MORREU DENNIS HOPPER

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DENNIS HOPPER






Dennis Hopper e Victoria Duffy


Morreu Dennis Hopper.

Estava há meses nas últimas e não aguentou mais.

O motor disse basta!

E parou aos 74 anos por culpa de um cancro na próstata.

Era um porreiraço da velha escola.

Dos que pensavam que era nos extremos que estava a virtude.

Dos que aceitavam que os seus actos tinham inevitáveis consequências nos seus filmes, na sua vida privada e na sua saúde.

Dos que o conheciam, dizem que o seu grande segredo da vida: apostar forte.

Entrou no cinema pela porta grande com uma imagem, curiosamente, quase angelical, o que lhe valeu ser eleito para interpretar o filho de Elizabeth Taylor e Rock Hudson, em “Giant” (O Gigante), (1956).

Um ano antes tinha formado parte do elenco com James Dean em “Rebel without a cause” (Fúria de viver), (1955).

Apesar de todos os olhares colocados em James Dean, a sua presença não passou despercebida.



Daria Halprin e Katherine-LaNasa, (ex mulheres de Dennis Hopper)

Depois de algumas películas medíocres, entre as quais se inclui uma de Tarzan, converte-se numa celebridade rodando e interpretando “Easy Rider”(1969).

Uma película de baixo orçamento que contava com a presença de três actores quase desconhecidos e com um futuro mais que incerto.

Dennis Hopper, Peter Fonda e Jack Nicholson, percorrendo a América mais profunda em cima de um par de Harleys, com as drogas e o álcool como único combustível.

O êxito do filme foi imediato e serviu de megafone e reflexo para a desencantada juventude americana da época.

Como seria de esperar, Dennis rejeitou todas as portas que lhe tinham sido abertas.

O seu segundo trabalho como realizador, “The Last Movie”(1971), que até ganhou o Prémio da Crítica no Festival de Veneza, foi um rotundo fracasso devido aos seus problemas com drogas e álcool.



Brooke Hayward e Michelle Phillips, (ex mulheres de Dennis Hopper)

Naquele tempo bebia dois litros de rum por dia; emborcava 28 cervejas e três gramas de cocaína, só para me manter em pé””, disse o actor, referindo-se aqueles anos.

O desastre converteu-o num pária dentro da indústria de que apenas a sua colaboração com Coppola em “Apocalipse Now”, (1979) e “Rumble Fish” (Juventude Inquieta) (1983), lhe devolveu algum protagonismo.

A sua vida privada sempre foi plena de escândalos e rumores.

Cinco matrimónios desmanchados e batalhas nos tribunais com as suas ex- até ao final dos seus dias.

Teve vários filhos e um divórcio recorde com Michelle Phillips, ex- vocalista dos “Mamas & The Papas”, com quem contraiu matrimónio em 1970 e que só duraria oito dias.

Dennis Hopper, um tipo que soube viver e que nunca se eximiu a nada.

Descanse em paz.

É o que merece depois de tanta e tão intensa actividade.

02JUN2010

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